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	<title>GRDS-INTERNATIONAL</title>
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	<description>GRDS-International is the multilingual website of the GRDS (Groupe de Recherches sur la D&#233;mocratisation Scolaire / www.democratisation-scolaire.fr). It welcomes both French and international visitors by :
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GRDS-International est le site multilingue du GRDS (Groupe de Recherches sur la D&#233;mocratisation Scolaire / www.democratisation-scolaire.fr). Il accueille les visiteurs fran&#231;ais et internationaux :
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		<title>GRDS-INTERNATIONAL</title>
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		<title>Vida cotidiana, ci&#234;ncia e arte em Luk&#225;cs</title>
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		<dc:date>2026-07-27T10:23:18Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Newton Duarte</dc:creator>



		<description>
&lt;p&gt;(Este texto de Newton Duarte, professor titular da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Araraquara (Estado de S&#227;o Paulo, Brasil), analisa, a partir da est&#233;tica de Gy&#246;rgy Luk&#225;cs, as rela&#231;&#245;es entre a vida cotidiana, a ci&#234;ncia e a arte, situando sua origem comum na atividade do trabalho. O trabalho constitui a forma primordial da pr&#225;tica social, a partir da qual se desenvolveram historicamente as diferentes objetiva&#231;&#245;es humanas, especialmente a linguagem, a (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?rubrique8" rel="directory"&gt;Vu du Br&#233;sil / Views from Brazil &lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/logo/capture_d_e_cran_2026-07-27_a_12.02_58-2.png?1785146688' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='96' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;(&lt;i&gt;Este texto de Newton Duarte, professor titular da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Araraquara (Estado de S&#227;o Paulo, Brasil), analisa, a partir da est&#233;tica de Gy&#246;rgy Luk&#225;cs, as rela&#231;&#245;es entre a vida cotidiana, a ci&#234;ncia e a arte, situando sua origem comum na atividade do trabalho. O trabalho constitui a forma primordial da pr&#225;tica social, a partir da qual se desenvolveram historicamente as diferentes objetiva&#231;&#245;es humanas, especialmente a linguagem, a ci&#234;ncia e a arte. A vida cotidiana &#233;, assim, apresentada como o fundamento do qual emergem essas formas superiores de conhecimento e para o qual elas retornam, enriquecendo continuamente a experi&#234;ncia humana.&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luk&#225;cs rejeita a oposi&#231;&#227;o entre ci&#234;ncia e arte, afirmando que ambas constituem formas distintas de reflexo de uma mesma realidade objetiva. A ci&#234;ncia busca apreender os fen&#244;menos por meio da objetividade e da desantropomorfiza&#231;&#227;o, esfor&#231;ando-se para explicar a realidade a partir de suas determina&#231;&#245;es essenciais. A arte, por sua vez, possui um car&#225;ter antropom&#243;rfico, uma vez que representa o mundo humano articulando objetividade e subjetividade na express&#227;o das rela&#231;&#245;es sociais, dos conflitos e dos sentimentos pr&#243;prios da exist&#234;ncia social. Apesar dessas diferen&#231;as, tanto a ci&#234;ncia quanto a arte contribuem para o conhecimento da realidade e para o desenvolvimento da consci&#234;ncia humana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luk&#225;cs analisa as rela&#231;&#245;es entre arte e vida cotidiana na perspectiva hist&#243;rica de g&#234;nese de todos os campos de atividade humana a partir da atividade primordial de trabalho, isto &#233;, de produ&#231;&#227;o dos meios de satisfa&#231;&#227;o das necessidades humanas. Dessa primeira e fundamental forma da pr&#225;tica social surgiram, num longo processo, diferentes tipos e n&#237;veis de objetiva&#231;&#227;o do g&#234;nero humano. Na vida cotidiana seriam desenvolvidas, espontaneamente, ao longo da hist&#243;ria, objetiva&#231;&#245;es como os objetos e a linguagem, fundamentais a qualquer tipo de sociedade. A partir desse n&#237;vel teriam se desdobrado&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Cap&#237;tulo 5 do livro Os Conte&#250;dos Escolares e a Ressurrei&#231;&#227;o dos Mortos, de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; e se diferenciado outras formas, mais elevadas e complexas, de objetiva&#231;&#227;o do g&#234;nero humano, como a ci&#234;ncia e a arte&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Luk&#225;cs (1966, p. 11)&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; usa uma met&#225;fora para ilustrar as rela&#231;&#245;es entre a vida cotidiana, a arte e a ci&#234;ncia. Ele compara a vida cotidiana a um grande rio do qual a ci&#234;ncia e a arte se desmembrariam para fazer seus pr&#243;prios percursos e depois retornar, com seus efeitos, ao grande leito da vida social. &#8220;Esta se enriquece constantemente com os supremos resultados do esp&#237;rito humano, os assimila a suas necessidades cotidianas pr&#225;ticas e assim d&#225; ent&#227;o lugar, como quest&#245;es e como exig&#234;ncias, a novas ramifica&#231;&#245;es das formas superiores de objetiva&#231;&#227;o&#8221;. (Luk&#225;cs, 1966, p. 12).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao contr&#225;rio de algumas tend&#234;ncias, muito influentes ao longo do s&#233;culo XX, Luk&#225;cs jamais estabeleceu uma rela&#231;&#227;o de oposi&#231;&#227;o entre ci&#234;ncia e arte. Muito menos uma oposi&#231;&#227;o pautada na equivocada ideia de que a ci&#234;ncia seria necessariamente a express&#227;o de um racionalismo positivista e a arte necessariamente a express&#227;o de um irracionalismo subjetivista. Isso &#233; muito importante para a pedagogia hist&#243;rico-cr&#237;tica pois, nessa perspectiva, n&#227;o h&#225; nenhuma raz&#227;o para se tratar a arte e a ci&#234;ncia como representantes de diferentes concep&#231;&#245;es de mundo, uma objetivista, racionalista e positivista e outra subjetivista, irracionalista e p&#243;s-moderna.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Luk&#225;cs, assim como para a pedagogia hist&#243;rico-cr&#237;tica, o pensamento cotidiano, a ci&#234;ncia e a arte s&#227;o formas pelas quais o psiquismo humano busca refletir o concreto. A ci&#234;ncia e a arte refletem de maneiras distintas a mesma realidade, mas n&#227;o constroem diferentes realidades como pretendem os idealistas. O reflexo da realidade no psiquismo humano teve sua g&#234;nese hist&#243;rica na atividade de trabalho. Sendo o trabalho uma atividade social que em suas formas mais primitivas realiza-se necessariamente como atividade coletiva de luta pela sobreviv&#234;ncia, nele se desenvolveram, al&#233;m dos instrumentos propriamente ditos, tamb&#233;m as rela&#231;&#245;es entre os integrantes do grupo e com elas os meios de comunica&#231;&#227;o ou os signos, para usar a terminologia de Vigotski.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Martins (2013, p. 47) mostra a import&#226;ncia, na teoria vigotskiana, do uso dos signos (ou instrumentos psicol&#243;gicos) para o desenvolvimento da consci&#234;ncia:Ele [Vigotski] postulou que, da mesma maneira que o instrumento t&#233;cnico modifica o processo de adapta&#231;&#227;o natural determinando as formas de opera&#231;&#245;es de trabalho, isto &#233;, o dom&#237;nio da natureza, o uso dos instrumentos &lt;br class='autobr' /&gt;
&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#201; claro que n&#227;o foram essas as &#250;nicas formas de objetiva&#231;&#227;o do g&#234;nero humano (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; psicol&#243;gicos modifica radicalmente o desenvolvimento e a estrutura das fun&#231;&#245;es ps&#237;quicas, reconstituindo suas propriedades e possibilitando o autodom&#237;nio do comportamento. Eis, pois, para Vigotski, o nexo psicol&#243;gico real entre o emprego de ferramentas e de signos no curso filogen&#233;tico e ontogen&#233;tico do desenvolvimento humano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora Luk&#225;cs n&#227;o tenha se apoiado nos estudos vigotskianos para desenvolvimento de sua Est&#233;tica, parte do mesmo princ&#237;pio de que h&#225; uma rela&#231;&#227;o indissoci&#225;vel entre o desenvolvimento hist&#243;rico do car&#225;ter mediado da atividade humana e o igualmente hist&#243;rico processo de desenvolvimento das formas mais elevadas da consci&#234;ncia, entre as quais se encontra a arte. Mas &#233; longo e complexo o processo que leva das primeiras formas de produ&#231;&#227;o simb&#243;lica ao desenvolvimento da arte e &#224; necessidade de produ&#231;&#227;o e frui&#231;&#227;o art&#237;stica. Sabe-se que os prim&#243;rdios da arte estiveram relacionados &#224;s pr&#225;ticas de magia, que faziam parte do conjunto de recursos que os seres humanos desenvolveram com o objetivo de controlar as for&#231;as da natureza, incluindo-se entre elas a pr&#243;pria natureza humana. Ernst Fischer elabora uma sucinta an&#225;lise sobre os prim&#243;rdios da arte e sua estreita rela&#231;&#227;o com a magia e os mitos :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;&lt;i&gt;A arte era um instrumento m&#225;gico e servia ao homem na domina&#231;&#227;o da &lt;br class='autobr' /&gt;
natureza e no desenvolvimento das rela&#231;&#245;es sociais (...). A atra&#231;&#227;o das coisas &lt;br class='autobr' /&gt;
brilhantes, luminosas, resplandecentes e a irresist&#237;vel atra&#231;&#227;o da luz podem &lt;br class='autobr' /&gt;
ter desempenhado tamb&#233;m o seu papel no aparecimento da arte (...) a fun&#231;&#227;o &lt;br class='autobr' /&gt;
decisiva da arte nos seus prim&#243;rdios foi inequivocamente a de conferir poder &lt;br class='autobr' /&gt;
sobre a natureza (...). Nos alvores da humanidade a arte pouco tinha a ver &lt;br class='autobr' /&gt;
com a beleza e nada tinha a ver com a contempla&#231;&#227;o est&#233;tica, com o desfrute &lt;br class='autobr' /&gt;
est&#233;tico : era um instrumento m&#225;gico, uma arma da coletividade humana em &lt;br class='autobr' /&gt;
sua luta pela sobreviv&#234;ncia&lt;/i&gt;&#034; (Fischer, 1987, p.44-45).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foge aos objetivos deste trabalho a discuss&#227;o detalhada sobre os estudos no campo da g&#234;nese hist&#243;rica da arte. Sequer poderei abordar aqui a an&#225;lise que Luk&#225;cs fez do processo hist&#243;rico, lento, heterog&#234;neo e contradit&#243;rio de separa&#231;&#227;o entre arte e religi&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201; necess&#225;rio, por&#233;m, assinalar, com base em Luk&#225;cs, que a arte n&#227;o est&#225; contida numa ess&#234;ncia humana supratemporal. A arte n&#227;o &#233; uma d&#225;diva da natureza, muito menos de alguma entidade divina. Ela emergiu muito lentamente do solo origin&#225;rio do trabalho, ou seja, as atividades art&#237;sticas surgiram como desdobramentos de aspectos da atividade coletiva de transforma&#231;&#227;o da natureza e reprodu&#231;&#227;o da vida humana. As origens da arte, assim como da ci&#234;ncia, s&#227;o, portanto, as mesmas que marcam a passagem do ser puramente natural ao ser social. Continuidade e ruptura, transforma&#231;&#245;es graduais e saltos revolucion&#225;rios. &lt;br class='autobr' /&gt;
&#8203;&lt;br class='autobr' /&gt;
Refer&#234;ncias&lt;br class='autobr' /&gt;
FISCHER, Ernst. A necessidade da arte. Tradu&#231;&#227;o de Leandro Konder. 9.ed. Guanabara, Rio de Janeiro, 1987.&lt;br class='autobr' /&gt;
HELLER, &#193;gnes. Sociolog&#237;a de la Vida Cotidiana. Barcelona, Ediciones Pen&#237;nsula, 1977.&lt;br class='autobr' /&gt;
KOFLER, Leo ; ABENDROTH, Wolfgang ; HOLZ, Hans H. Conversando com Luk&#225;cs. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1969.&lt;br class='autobr' /&gt;
LUK&#193;CS, Georg. Est&#233;tica : la peculiaridad de lo est&#233;tico. Vol. 1. Barcelona : Grijalbo, 1966.&lt;br class='autobr' /&gt;
MARTINS, L&#237;gia M. O Desenvolvimento do Psiquismo e a Educa&#231;&#227;o Escolar. Campinas, Autores Associados, 2013.&lt;br class='autobr' /&gt;
MARX, Karl. O Capital. Livro III, Tomo II. S&#227;o Paulo : Abril Cultural, 1985.&lt;br class='autobr' /&gt;
SAVIANI, D. Escola e Democracia. Edi&#231;&#227;o comemorativa. Campinas, Autores Associados, 2008.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Cap&#237;tulo 5 do livro &lt;i&gt;Os Conte&#250;dos Escolares e a Ressurrei&#231;&#227;o dos Mortos&lt;/i&gt;, de autoria de Newton Duarte. Campinas, Autores Associados, 2021, 2&#170; edi&#231;&#227;o.&#8203;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Luk&#225;cs (1966, p. 11)&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#201; claro que n&#227;o foram essas as &#250;nicas formas de objetiva&#231;&#227;o do g&#234;nero humano que se desenvolveram a partir do trabalho e da vida cotidiana. A filosofia, a religi&#227;o, o direito, a pol&#237;tica e os sistemas de valores morais tamb&#233;m s&#227;o objetiva&#231;&#245;es do g&#234;nero humano.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Vie quotidienne, science et art chez Gy&#246;rgy Luk&#225;cs	</title>
		<link>https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article64</link>
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		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Newton Duarte</dc:creator>



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&lt;p&gt;(Ce texte de Newton Duarte, professeur titulaire &#224; l'Universit&#233; d'&#201;tat Paulista (UNESP), campus d'Araraquara (&#201;tat de S&#227;o Paulo, Br&#233;sil), analyse, &#224; partir de l'esth&#233;tique de Gy&#246;rgy Luk&#225;cs, les rapports entre la vie quotidienne, la science et l'art, en situant leur origine commune dans l'activit&#233; de travail. Le travail constitue la forme primordiale de la pratique sociale, &#224; partir de laquelle se sont historiquement d&#233;velopp&#233;es les diff&#233;rentes objectivations humaines, notamment le langage, (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?rubrique8" rel="directory"&gt;Vu du Br&#233;sil / Views from Brazil &lt;/a&gt;


		</description>


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		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;(&lt;i&gt;Ce texte de Newton Duarte, professeur titulaire &#224; l'Universit&#233; d'&#201;tat Paulista (UNESP), campus d'Araraquara (&#201;tat de S&#227;o Paulo, Br&#233;sil)&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;N&#233; dans la ville de S&#227;o Paulo, il a obtenu sa licence en P&#233;dagogie &#224; (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, analyse, &#224; partir de l'esth&#233;tique de Gy&#246;rgy Luk&#225;cs, les rapports entre la vie quotidienne, la science et l'art, en situant leur origine commune dans l'activit&#233; de travail&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Passage tir&#233; du Chapitre 5 du livre : Duarte, Newton. Os conte&#250;dos escolares (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Le travail constitue la forme primordiale de la pratique sociale, &#224; partir de laquelle se sont historiquement d&#233;velopp&#233;es les diff&#233;rentes objectivations humaines, notamment le langage, la science et l'art. La vie quotidienne est ainsi pr&#233;sent&#233;e comme le fondement d'o&#249; &#233;mergent ces formes sup&#233;rieures de connaissance et vers lequel elles reviennent, enrichissant continuellement l'exp&#233;rience humaine. Gy&#246;rgy Luk&#225;cs rejette l'opposition entre la science et l'art, affirmant que toutes deux constituent des formes distinctes de reflet d'une m&#234;me r&#233;alit&#233; objective. La science cherche &#224; saisir les ph&#233;nom&#232;nes par l'objectivit&#233; et par la d&#233;santhropomorphisation, en s'effor&#231;ant d'expliquer la r&#233;alit&#233; &#224; partir de ses d&#233;terminations essentielles. L'art, en revanche, poss&#232;de un caract&#232;re anthropomorphique, puisqu'il repr&#233;sente le monde humain en articulant objectivit&#233; et subjectivit&#233; dans l'expression des rapports sociaux, des conflits et des sentiments propres &#224; l'existence sociale. Malgr&#233; ces diff&#233;rences, la science comme l'art contribuent toutes deux &#224; la connaissance de la r&#233;alit&#233; ainsi qu'au d&#233;veloppement de la conscience humaine.&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gy&#246;rgy Luk&#225;cs analyse les rapports entre l'art et la vie quotidienne dans une perspective historique qui situe la gen&#232;se de tous les domaines de l'activit&#233; humaine dans l'activit&#233; primordiale du travail, c'est-&#224;-dire dans la production des moyens permettant de satisfaire les besoins humains. C'est de cette premi&#232;re et fondamentale forme de la pratique sociale que sont issues, au terme d'un long processus historique, les diff&#233;rentes formes et les diff&#233;rents niveaux d'objectivation du genre humain. Au sein de la vie quotidienne se sont d&#233;velopp&#233;es spontan&#233;ment, au cours de l'histoire, des objectivations telles que les objets et le langage, fondamentales pour toute forme de soci&#233;t&#233;. &#192; partir de ce premier niveau se sont ensuite d&#233;ploy&#233;es et diff&#233;renci&#233;es d'autres formes d'objectivation du genre humain, plus &#233;lev&#233;es et plus complexes, telles que la science et l'art&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Il est &#233;vident que celles-ci n'&#233;taient pas les seules formes d'objectivation (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luk&#225;cs (1966a, p.11) recourt &#224; une m&#233;taphore pour illustrer les rapports entre la vie quotidienne, l'art et la science. Il compare la vie quotidienne &#224; un grand fleuve dont la science et l'art se d&#233;tacheraient pour suivre chacune leur propre cours avant de revenir, avec leurs effets, vers le vaste lit de la vie sociale. &#171; &lt;i&gt;Celle-ci s'enrichit constamment des plus hautes r&#233;alisations de l'esprit humain ; elle les assimile &#224; ses besoins pratiques quotidiens et donne ainsi naissance, sous forme de questions et d'exigences, &#224; de nouvelles ramifications des formes sup&#233;rieures d'objectivation &lt;/i&gt; &#187; (Luk&#225;cs, 1966a, p.	12).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contrairement &#224; certaines tendances, tr&#232;s influentes tout au long du XXe si&#232;cle, Luk&#225;cs n'a jamais &#233;tabli un rapport d'opposition entre la science et l'art. Encore moins une opposition fond&#233;e sur l'id&#233;e erron&#233;e selon laquelle la science serait n&#233;cessairement l'expression d'un rationalisme positiviste, tandis que l'art serait n&#233;cessairement l'expression d'un irrationalisme subjectiviste. Cette distinction rev&#234;t une importance fondamentale pour la p&#233;dagogie historico-critique, une p&#233;dagogie socialiste d&#233;velopp&#233;e au Br&#233;sil, car, dans cette perspective, il n'existe aucune raison de consid&#233;rer l'art et la science comme les repr&#233;sentantes de conceptions du monde diff&#233;rentes : l'une objectiviste, rationaliste et positiviste, l'autre subjectiviste, irrationaliste et postmoderne.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pour Gy&#246;rgy Luk&#225;cs, tout comme pour la p&#233;dagogie historico-critique, la pens&#233;e quotidienne, la science et l'art constituent des formes par lesquelles le psychisme humain cherche &#224; refl&#233;ter le concret. La science et l'art refl&#232;tent, chacune &#224; leur mani&#232;re, une seule et m&#234;me r&#233;alit&#233;, mais elles ne construisent pas des r&#233;alit&#233;s diff&#233;rentes, comme le pr&#233;tendent les id&#233;alistes. Le reflet de la r&#233;alit&#233; dans le psychisme humain trouve sa gen&#232;se historique dans l'activit&#233; de travail. Le travail &#233;tant une activit&#233; sociale qui, dans ses formes les plus primitives, s'accomplit n&#233;cessairement comme une activit&#233; collective de lutte pour la survie, s'y sont d&#233;velopp&#233;s non seulement les instruments proprement dits, mais aussi les rapports entre les membres du groupe et, avec eux, les moyens de communication, ou les signes, pour reprendre la terminologie de Lev Vygotski.&lt;br class='autobr' /&gt;
&#8203;&lt;br class='autobr' /&gt;
Martins (2013, p. 47) met en &#233;vidence l'importance, dans la th&#233;orie de Lev Vygotski, de l'usage des signes (ou instruments psychologiques) pour le d&#233;veloppement de la conscience :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#171; &lt;i&gt;Il [Vygotski] a postul&#233; que, de la m&#234;me mani&#232;re que l'instrument technique modifie le processus d'adaptation naturelle en d&#233;terminant les formes des op&#233;rations de travail, c'est-&#224;-dire la ma&#238;trise de la nature, l'usage des instruments psychologiques modifie radicalement le d&#233;veloppement et la structure des fonctions psychiques, en reconstituant leurs propri&#233;t&#233;s et en rendant possible l'autocontr&#244;le du comportement. Tel est, pour Vygotski, le lien psychologique r&#233;el entre l'emploi des outils et celui des signes au cours du d&#233;veloppement phylog&#233;n&#233;tique et ontog&#233;n&#233;tique de l'&#234;tre humain&lt;/i&gt; &#187;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bien que Luk&#225;cs ne se soit pas appuy&#233; sur les travaux de Lev Vygotski pour &#233;laborer son &lt;i&gt;Esth&#233;tique&lt;/i&gt;, il part du m&#234;me principe selon lequel il existe un rapport indissociable entre le d&#233;veloppement historique du caract&#232;re m&#233;diatis&#233; de l'activit&#233; humaine et le processus, lui aussi historique, de d&#233;veloppement des formes les plus &#233;lev&#233;es de la conscience, parmi lesquelles figure l'art. Toutefois, le processus qui conduit des premi&#232;res formes de production symbolique au d&#233;veloppement de l'art et &#224; la n&#233;cessit&#233; de la production et de la jouissance artistiques est long et complexe. On sait que les origines de l'art &#233;taient li&#233;es aux pratiques magiques, lesquelles faisaient partie de l'ensemble des ressources que les &#234;tres humains ont d&#233;velopp&#233;es afin de ma&#238;triser les forces de la nature, y compris leur propre nature. Ernst Fischer propose une analyse concise des origines de l'art et de ses rapports &#233;troits avec la magie et les mythes :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#171; &lt;i&gt;L'art &#233;tait un instrument magique et servait &#224; l'homme pour dominer la nature et d&#233;velopper les rapports sociaux (...). L'attrait des choses brillantes, lumineuses et resplendissantes, ainsi que l'irr&#233;sistible attraction exerc&#233;e par la lumi&#232;re, ont &#233;galement pu jouer un r&#244;le dans l'apparition de l'art (...). La fonction d&#233;cisive de l'art &#224; ses origines &#233;tait, sans aucun doute, de conf&#233;rer &#224; l'homme un pouvoir sur la nature (...). Aux premiers temps de l'humanit&#233;, l'art avait peu &#224; voir avec la beaut&#233; et n'avait rien &#224; voir avec la contemplation ou la jouissance esth&#233;tiques : il &#233;tait un instrument magique, une arme de la collectivit&#233; humaine dans sa lutte pour la survie&lt;/i&gt; &#187; (Fischer, 1987, p. 44-45).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Traduit du portugais par Julio Francisco, GRDS Br&#233;sil)&lt;br class='autobr' /&gt;
&#8203;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R&#233;f&#233;rences bibliographiques&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FISCHER, Ernst.&lt;i&gt; A necessidade da arte&lt;/i&gt;. Tradu&#231;&#227;o de Leandro Konder. 9.ed. Guanabara, Rio de Janeiro, 1987.&lt;br class='autobr' /&gt;
HELLER, &#193;gnes. &lt;i&gt;Sociolog&#237;a de la Vida Cotidiana&lt;/i&gt;. Barcelona, Ediciones Pen&#237;nsula, 1977.&lt;br class='autobr' /&gt;
KOFLER, Leo ; ABENDROTH, Wolfgang ; HOLZ, Hans H.&lt;i&gt; Conversando com Luk&#225;cs&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1969.&lt;br class='autobr' /&gt;
LUK&#193;CS, Georg. &lt;i&gt;Est&#233;tica : la peculiaridad de lo est&#233;tico&lt;/i&gt;. Vol. 1. Barcelona : Grijalbo, 1966.&lt;br class='autobr' /&gt;
MARTINS, L&#237;gia M. &lt;i&gt;O Desenvolvimento do Psiquismo e a Educa&#231;&#227;o Escolar&lt;/i&gt;. Campinas, Autores Associados, 2013.&lt;br class='autobr' /&gt;
MARX, Karl. &lt;i&gt;O Capital&lt;/i&gt;. Livro III, Tomo II. S&#227;o Paulo : Abril Cultural, 1985.&lt;br class='autobr' /&gt;
SAVIANI, D. &lt;i&gt;Escola e Democracia&lt;/i&gt;. Edi&#231;&#227;o comemorativa. Campinas, Autores Associados, 2008.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;N&#233; dans la ville de S&#227;o Paulo, il a obtenu sa licence en P&#233;dagogie &#224; l'Universit&#233; F&#233;d&#233;rale de S&#227;o Carlos en 1985, puis son master en &#201;ducation dans la m&#234;me universit&#233; en 1987. Il a soutenu sa th&#232;se de doctorat &#224; la Facult&#233; d'&#201;ducation de l'UNICAMP en 1992. Depuis 1988, il est professeur &#224; l'UNESP, sur le campus de la ville d'Araraquara, dans l'&#233;tat de S&#227;o Paulo. Dans cette universit&#233;, il a obtenu le titre de Professeur titulaire en 2009. D'ao&#251;t 2003 &#224; juin 2004, il a effectu&#233; un postdoctorat &#224; l'Ontario Institute for Studies in Education (OISE) de l'Universit&#233; de Toronto, au Canada. D'ao&#251;t 2011 &#224; juillet 2012, il a &#233;t&#233; chercheur invit&#233; au Centre for Social and Political Thought (CSPT) de l'Universit&#233; de Sussex, &#224; Brighton, en Angleterre.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Passage tir&#233; du Chapitre 5 du livre : Duarte, Newton. &lt;i&gt;Os conte&#250;dos escolares e a ressurei&#231;&#227;o dos mortos&lt;/i&gt; [&lt;i&gt;Les contenus scolaires et la r&#233;surrection des morts&lt;/i&gt;]. Campinas &#8211; SP : Autores Associados 2021.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Il est &#233;vident que celles-ci n'&#233;taient pas les seules formes d'objectivation du genre humain &#224; s'&#234;tre d&#233;velopp&#233;es &#224; partir du travail et de la vie quotidienne. La philosophie, la religion, le droit, la politique et les syst&#232;mes de valeurs morales constituent &#233;galement des objectivations du genre humain.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="fr">
		<title>Qui sommes-nous ? Who are we ? </title>
		<link>https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article54</link>
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		<dc:date>2026-07-12T16:10:29Z</dc:date>
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		<dc:creator>GRDS</dc:creator>



		<description>
&lt;p&gt;Le GRDS et son site GRDS-International https://www.grds-international.com/grdsinternational/ (Fran&#231;ais, English, Espagnol and so on...) &lt;br class='autobr' /&gt; (FRAN&#199;AIS) &lt;br class='autobr' /&gt;
Le GRDS (Groupe de recherches sur la d&#233;mocratisation scolaire) est une association fran&#231;aise ind&#233;pendante de toute force organis&#233;e, regroupant chercheurs et enseignants &#233;galement anim&#233;s par le souci d'une profonde d&#233;mocratisation de l'acc&#232;s aux savoirs &#233;labor&#233;s de la culture &#233;crite. Gr&#226;ce &#224; des recherches empiriques r&#233;centes, nous savons (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?rubrique6" rel="directory"&gt;Vu de France/Views from France&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/logo/capture_d_e_cran_2026-01-27_a_10.04_21-2.png?1777113247' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='150' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;Le GRDS et son site GRDS-International
&lt;a href=&#034;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&#034; class=&#034;spip_url auto&#034; rel=&#034;nofollow&#034;&gt;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;(Fran&#231;ais, English, Espagnol and so on...)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;i&gt;(FRAN&#199;AIS)&lt;/i&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le GRDS (Groupe de recherches sur la d&#233;mocratisation scolaire) est une association fran&#231;aise ind&#233;pendante de toute force organis&#233;e, regroupant chercheurs et enseignants &#233;galement anim&#233;s par le souci d'une profonde d&#233;mocratisation de l'acc&#232;s aux savoirs &#233;labor&#233;s de la culture &#233;crite. Gr&#226;ce &#224; des recherches empiriques r&#233;centes, nous savons qu'il ne s'agit pas l&#224; d'une pr&#233;occupation exclusivement &#233;thique, mais d'une urgence politique dans le contexte mondial que nous savons, les scolarit&#233;s &#233;court&#233;es suscitant amertume, ranc&#339;ur et col&#232;re contre les &#171; donneurs de le&#231;ons &#187;, et concourant tr&#232;s activement &#224; alimenter le pire.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Notre site internet fran&#231;ais (&lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/&lt;/a&gt;), cr&#233;&#233; il y a bient&#244;t vingt ans, fonctionne d&#233;sormais comme un centre de ressources bien connu par ceux qui ici r&#233;fl&#233;chissent sur les questions scolaires, et il est tr&#232;s fr&#233;quent&#233; par le monde enseignant. Les quelques quatre cents contributions qui l'ont enrichi s'int&#233;ressent prioritairement &#224; la production des in&#233;galit&#233;s scolaires et aux moyens de les combattre, mais sont amen&#233;es du m&#234;me coup &#224; traiter d'aspects tr&#232;s vari&#233;s du processus de scolarisation.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La constitution en cours du site GRDS-International entend contribuer &#224; la circulation entre chercheurs de diff&#233;rents pays des travaux, r&#233;sultats de recherches et r&#233;flexions concernant d'une fa&#231;on ou d'une autre l'enjeu de la d&#233;mocratisation scolaire. Une circulation qui nous para&#238;t d'autant plus souhaitable que cet enjeu soul&#232;ve des questions et suscite des d&#233;bats souvent tr&#232;s proches dans nos diff&#233;rentes communaut&#233;s &#233;ducatives et de recherche. Les travaux qu&#233;b&#233;cois autour de la r&#233;novation p&#233;dagogique et de l'enseignement explicite, les d&#233;bats br&#233;siliens entre visions diff&#233;rentes de ce que peut &#234;tre une &#233;cole &#171; &#233;mancipatrice &#187; ne trouvent-ils pas, pour ne prendre que ces exemples, de fortes r&#233;sonances en France ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le site GRDS-International (&lt;a href=&#034;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&#034; class=&#034;spip_url auto&#034; rel=&#034;nofollow&#034;&gt;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&lt;/a&gt;) a ainsi vocation &#224; accueillir des contributions qui donnent &#224; voir, sur un registre informatif et r&#233;flexif, l'&#233;tat des politiques scolaires et des processus de scolarisation dans les diff&#233;rentes r&#233;gions du monde, les acquis de la recherche et les d&#233;bats concernant les obstacles qui s'opposent &#224; la d&#233;mocratisation de nos syst&#232;mes &#233;ducatifs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt; (&lt;strong&gt;ENGLISH&lt;/strong&gt;) &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The GRDS (Research Group on School Democratization) is a french association independent of any organized body, bringing together researchers and teachers united by a shared concern for the profound democratization of access to the elaborated knowledge of written culture.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Thanks to recent empirical research, we know that this is not merely an ethical concern, but a political urgency in the global context we are all aware of &#8212; shortened schooling generating bitterness, resentment and anger toward &#034;those who lecture others,&#034; and contributing very actively to fueling the worst outcomes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Our French website (&lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/&lt;/a&gt;), created nearly twenty years ago, now functions as a resource center well known to those who reflect on educational issues, and is widely visited by the teaching community. The some four hundred contributions that have enriched it focus primarily on the production of educational inequalities and the means of combating them, while also addressing a wide variety of aspects of the schooling process.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The ongoing development of the GRDS-International website aims to facilitate the exchange among researchers from different countries, of studies, research findings and reflections concerning, in one way or another, the challenge of school democratization. An exchange that seems all the more desirable given that this challenge raises questions and sparks debates that are often very similar across our various educational and research communities. Do not the&lt;br class='autobr' /&gt;
Quebec works on pedagogical reform and explicit teaching, or the Brazilian debates between differing visions of what an &#034;emancipatory&#034; school might look like &#8212; to take just these examples &#8212; find strong resonances in France ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The GRDS-International website (&lt;a href=&#034;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&#034; class=&#034;spip_url auto&#034; rel=&#034;nofollow&#034;&gt;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&lt;/a&gt;) is thus intended to welcome contributions that shed light, in an informative and reflective register, on the state of educational policies and schooling processes in different regions of the world, on research findings and on debates concerning the obstacles that stand in the way of democratizing our educational systems.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt; &lt;strong&gt;(ESPA&#209;OL)&lt;/strong&gt; &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El GRDS (Grupo de Investigaciones sobre la Democratizaci&#243;n Escolar) es una asociaci&#243;n independiente de toda fuerza organizada, que re&#250;ne a investigadores y docentes animados por igual por la preocupaci&#243;n de lograr una profunda democratizaci&#243;n del acceso a los saberes elaborados de la cultura escrita. Gracias a investigaciones emp&#237;ricas recientes, sabemos que&lt;br class='autobr' /&gt;
no se trata &#250;nicamente de una preocupaci&#243;n &#233;tica, sino de una urgencia pol&#237;tica en el contexto mundial que todos conocemos &#8212; las escolaridades truncadas generan amargura, rencor e ira contra los &#171; que dan lecciones &#187;, y contribuyen muy activamente a alimentar lo peor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nuestro sitio web en franc&#233;s (&lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/&lt;/a&gt;), creado hace casi veinte a&#241;os, funciona ahora como un centro de recursos bien conocido por quienes reflexionan sobre las cuestiones escolares, y es muy frecuentado por el mundo docente. Las cerca de cuatrocientas contribuciones que lo han enriquecido se interesan prioritariamente por la producci&#243;n de las desigualdades escolares y por los medios para combatirlas, aunque&lt;br class='autobr' /&gt;
abordan tambi&#233;n aspectos muy variados del proceso de escolarizaci&#243;n.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La constituci&#243;n en curso del sitio GRDS-Internacional pretende favorecer la circulaci&#243;n, entre investigadores de distintos pa&#237;ses, de trabajos, resultados de investigaci&#243;n y reflexiones que ata&#241;en de una u otra forma al reto de la democratizaci&#243;n escolar. Una circulaci&#243;n que nos parece tanto m&#225;s deseable cuanto que este reto plantea preguntas y suscita debates a menudo&lt;br class='autobr' /&gt;
muy similares en nuestras distintas comunidades educativas y de investigaci&#243;n. &#191;Acaso los trabajos quebequenses sobre la renovaci&#243;n pedag&#243;gica y la ense&#241;anza expl&#237;cita, o los debates brasile&#241;os entre distintas visiones de lo que puede ser una escuela &#171; emancipadora &#187; &#8212; por citar solo estos ejemplos &#8212; no encuentran fuertes resonancias en Francia ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El sitio GRDS-Internacional (&lt;a href=&#034;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&#034; class=&#034;spip_url auto&#034; rel=&#034;nofollow&#034;&gt;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&lt;/a&gt;) tiene as&#237; vocaci&#243;n de acoger contribuciones que permitan conocer, en un registro informativo y reflexivo, el estado de las pol&#237;ticas escolares y de los procesos de escolarizaci&#243;n en las diferentes regiones del mundo, los avances de la investigaci&#243;n y los debates en torno a los obst&#225;culos que se oponen a la democratizaci&#243;n de nuestros sistemas educativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt; &lt;strong&gt;(NIHONGO)&lt;/strong&gt; &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;GRDS (Gakko Minshuka Kenkyu Gur&#363;pu) wa, ikanaru soshiki sareta seiryoku kara mo dokuritsu shita dantai de ari, shomin bunka no seibun ni okeru chishiki e no fukaku minshuka sareta akusesu e no kanshim ni yotte onajiku ugokasareru kenkyusha to kyoshi wo ketsug&#333;shite imasu. Kinnen no jissh&#333;teki kenky&#363; no okage de, kore wa mottomonajimi no rinriteki nakanshin de wa naku, watashitachi ga shitte iru sekai no bunmyaku ni okeru seijiteki kinky&#363; de&lt;br class='autobr' /&gt;
aru koto ga wakatte imasu. Tanki no ky&#333;iku wa &#034;settokusha&#034; ni taisuru nigami, urami, ikari wo hikki okoshi, saiaku no jitai wo sekkyokuteki ni umu koto ni kiyo shite imasu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yaku nij&#363;nen mae ni sakusei sareta watashitachi no Furansugo no website wa&lt;br class='autobr' /&gt;
(&lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/&lt;/a&gt;), ima ya ky&#333;iku mondai ni tsuite kangaeru hitobito ni yoku shirareta ris&#333;su sent&#257; to shite kin&#333; shite ori, ky&#333;shi no sekai ni yotte hindo takaku h&#333;mon sarete imasu. Sono naiy&#333; wo yutaka ni shita yaku yonhyaku no kiyo wa, shugatsuteki ni ky&#333;ikuteki fuby&#333;d&#333; no s&#333;sei to sono taiketsu shudan ni tsuite atsukatte ori, onajiku shite ky&#333;iku katei no hij&#333; ni tay&#333;na sokumen wo atsukau hitsuy&#333; ga arimasu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Genzai k&#333;chiku ch&#363; no GRDS-International no site wa, ky&#333;iku minshuka no kake ni nanraka no katachi de kanren suru kenky&#363;, kenky&#363; seika, oyobi kangaeri wo kotonaru kuni no kenkyusha-kan de ry&#363;ts&#363; saseru koto wo mezashite imasu. Kono ry&#363;ts&#363; wa, sono kake ga watashitachi no kotonaru ky&#333;iku oyobi kenky&#363; komyuniti ni okeru hindo chikaku ni nite iru shitsumon ya giron wo umidas&#363; koto kara, watashitachi ni wa nao sa ra ni nozomashii mono to omowaremasu. Ky&#333;iku kaikaku ya meijiteki ky&#333;iku ni kansuru Kebekku no kenky&#363;,&lt;br class='autobr' /&gt;
&#034;kaih&#333;teki&#034; na gakk&#333; to wa nanika to iu ito naru bijon no aida no Burajiru no giron wa, kore ra no rei dake wo totte mo, Furansu ni okeru tsuyoi ky&#333;mei wo mitsuke rarenai desh&#333; ka ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;GRDS-International no site wa (&lt;a href=&#034;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&#034; class=&#034;spip_url auto&#034; rel=&#034;nofollow&#034;&gt;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&lt;/a&gt;), shitagatte, sekai no kotonaru chiiki ni okeru ky&#333;iku seisaku to ky&#333;iku katei no j&#333;ky&#333;, kenky&#363; no seika, oyobi ky&#333;iku shisutemu no minshuka wo samatageru sh&#333;gai ni kansuru giron wo, joh&#333;teki de hanseitekina kakitome de shimesu kiyo wo kangei suru shimei wo motsu beki&lt;br class='autobr' /&gt;
mono desu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt; &lt;strong&gt;(PORTUGU&#202;S)&lt;/strong&gt; &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O GRDS (Grupo de Pesquisa sobre a Democratiza&#231;&#227;o Escolar) &#233; uma associa&#231;&#227;o francesaindependente de qualquer for&#231;a organizada, reunindo pesquisadores e professores igualmente motivados pela preocupa&#231;&#227;o com uma profunda democratiza&#231;&#227;o do acesso aos saberes elaborados da cultura escrita. Gra&#231;as a pesquisas emp&#237;ricas recentes, sabemos que n&#227;o se trata&lt;br class='autobr' /&gt;
de uma preocupa&#231;&#227;o exclusivamente &#233;tica, mas de uma urg&#234;ncia pol&#237;tica no contexto mundial que conhecemos, pois as escolaridades interrompidas geram amargura, ressentimento e raiva contra os &#034;doutrinadores&#034;, contribuindo ativamente para alimentar o pior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O nosso site franc&#234;s (&lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/&lt;/a&gt;), criado h&#225; quase vinte anos, funciona agora como um centro de recursos bem conhecido por aqueles que refletem sobre as quest&#245;es escolares, sendo muito frequentado pelo mundo docente. As cerca de quatrocentas contribui&#231;&#245;es que o enriqueceram interessam-se prioritariamente pela produ&#231;&#227;o das desigualdades escolares e pelos meios de as combater, mas s&#227;o levadas ao mesmo tempo a tratar de aspectos muito variados do processo de escolariza&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A constitui&#231;&#227;o em curso do site GRDS-Internacional pretende favorecer a circula&#231;&#227;o, entre investigadores de diferentes pa&#237;ses, de trabalhos, resultados de pesquisas e reflex&#245;es que dizem respeito, de uma forma ou de outra, ao desafio da democratiza&#231;&#227;o escolar. Uma circula&#231;&#227;o que nos parece tanto mais desej&#225;vel quanto este desafio levanta quest&#245;es e suscita debates frequentemente muito pr&#243;ximos nas nossas diferentes comunidades educativas e de investiga&#231;&#227;o. Os trabalhos qu&#233;bequenses em torno da renova&#231;&#227;o pedag&#243;gica e do ensino&lt;br class='autobr' /&gt;
expl&#237;cito, os debates brasileiros entre diferentes vis&#245;es do que pode ser uma escola &#034;emancipadora&#034; &#8212; para citar apenas estes exemplos &#8212; n&#227;o encontram fortes resson&#226;ncias em Fran&#231;a ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O site GRDS-Internacional (&lt;a href=&#034;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&#034; class=&#034;spip_url auto&#034; rel=&#034;nofollow&#034;&gt;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&lt;/a&gt;) tem assim voca&#231;&#227;o para acolher contribui&#231;&#245;es que deem a ver, num registo informativo e reflexivo, o estado das pol&#237;ticas escolares e dos processos de escolariza&#231;&#227;o nas diferentes regi&#245;es do mundo, os avan&#231;os da investiga&#231;&#227;o e os debates relativos aos obst&#225;culos que se op&#245;em &#224;&lt;br class='autobr' /&gt;
democratiza&#231;&#227;o dos nossos sistemas educativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt; &lt;strong&gt;(ITALIANO)&lt;/strong&gt; &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Il GRDS (Gruppo di Ricerca sulla Democratizzazione Scolastica) &#232; un'associazione francese indipendente da qualsiasi forza organizzata, che riunisce ricercatori e insegnanti ugualmente animati dalla preoccupazione per una profonda democratizzazione dell'accesso ai saperi elaborati della cultura scritta. Grazie a recenti ricerche empiriche, sappiamo che non si tratta di una preoccupazione esclusivamente etica, ma di un'urgenza politica nel contesto mondiale&lt;br class='autobr' /&gt;
che conosciamo, poich&#233; le scolarit&#224; interrotte generano amarezza, risentimento e rabbia contro i &#034;dispensatori di lezioni&#034;, contribuendo attivamente ad alimentare il peggio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Il nostro sito internet francese (&lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/&lt;/a&gt;), creato quasi vent'anni fa, funziona ormai come un centro di risorse ben noto a coloro che riflettono sulle questioni scolastiche, ed &#232; molto frequentato dal mondo dell'insegnamento. I circa quattrocento contributi che lo hanno arricchito si interessano prioritariamente alla produzione delle disuguaglianze scolastiche e ai mezzi per combatterle, ma sono portati allo stesso tempo a trattare aspetti molto vari del processo di scolarizzazione.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La costituzione in corso del sito GRDS-Internazionale intende favorire la circolazione, tra ricercatori di diversi paesi, di lavori, risultati di ricerche e riflessioni riguardanti in un modo o nell'altro la sfida della democratizzazione scolastica. Una circolazione che ci sembra tanto pi&#249; auspicabile in quanto questa sfida solleva questioni e suscita dibattiti spesso molto simili nelle nostre diverse comunit&#224; educative e di ricerca. I lavori qu&#233;b&#233;cois sulla rinnovazione pedagogica e sull'insegnamento esplicito, i dibattiti brasiliani tra diverse visioni di ci&#242; che pu&#242; essere una scuola &#034;emancipatrice&#034; &#8212; per citare solo questi esempi &#8212; non trovano forse forti risonanze in Francia ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Il sito GRDS-Internazionale (&lt;a href=&#034;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&#034; class=&#034;spip_url auto&#034; rel=&#034;nofollow&#034;&gt;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&lt;/a&gt;) ha quindi vocazione ad accogliere contributi che rendano visibile, su un registro informativo e riflessivo, lo stato delle politiche scolastiche e dei processi di scolarizzazione nelle diverse regioni del mondo, i risultati della ricerca e i dibattiti riguardanti gli ostacoli che si oppongono alla democratizzazione dei nostri sistemi educativi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt; &lt;strong&gt;(DEUTSCH)&lt;/strong&gt; &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Die GRDS (Forschungsgruppe zur Demokratisierung des Schulwesens) ist ein franz&#246;sischer Verein, der unabh&#228;ngig von jeglicher organisierten Kraft ist und Forscherinnen, Forscher sowie Lehrerinnen und Lehrer vereint, die gleicherma&#223;en von dem Anliegen einer tiefgreifenden Demokratisierung des Zugangs zu den elaborierten Wissensbest&#228;nden der Schriftkultur geleitet werden. Dank neuerer empirischer Forschungen wissen wir, dass es sich&lt;br class='autobr' /&gt;
dabei nicht um eine ausschlie&#223;lich ethische Sorge handelt, sondern um eine politische Dringlichkeit im bekannten weltweiten Kontext : Abgebrochene Schullaufbahnen erzeugen Bitterkeit, Groll und Wut gegen die &#8222;Besserwisser&#034; und tragen sehr aktiv dazu bei, das Schlimmste zu bef&#246;rdern.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Unsere franz&#246;sische Website (&lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/&lt;/a&gt;), die vor fast zwanzigJahren ins Leben gerufen wurde, fungiert inzwischen als ein Ressourcenzentrum, das denjenigen gut bekannt ist, die hier &#252;ber Schulfragen nachdenken, und wird von der Lehrerschaft rege besucht. Die rund vierhundert Beitr&#228;ge, die sie bereichert haben, befassen sich vorrangig mit der Entstehung schulischer Ungleichheiten und den Mitteln, diese zu bek&#228;mpfen, sind jedoch zugleich dazu veranlasst, sehr unterschiedliche Aspekte desSchulungsprozesses behandeln.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Die derzeit entstehende Website GRDS-International soll die Zirkulation von Arbeiten, Forschungsergebnissen und &#220;berlegungen zwischen Forschenden aus verschiedenen L&#228;ndern f&#246;rdern, die sich auf die eine oder andere Weise mit der Herausforderung der Schuldemokratisierung befassen. Eine Zirkulation, die uns umso w&#252;nschenswerter erscheint, als diese Herausforderung Fragen aufwirft und Debatten anregt, die in unseren verschiedenen Bildungs- und Forschungsgemeinschaften oft sehr &#228;hnlich sind. Finden nicht die&lt;br class='autobr' /&gt;
qu&#233;b&#233;cischen Arbeiten zur p&#228;dagogischen Erneuerung und zum expliziten Unterricht, die brasilianischen Debatten zwischen unterschiedlichen Vorstellungen davon, was eine&#8222;emanzipatorische&#034; Schule sein kann &#8212; um nur diese Beispiele zu nennen &#8212;, in Frankreich einen starken Widerhall ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Die Website GRDS-International (&lt;a href=&#034;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&#034; class=&#034;spip_url auto&#034; rel=&#034;nofollow&#034;&gt;https://www.grds-international.com/grdsinternational/&lt;/a&gt;) hat somit die Aufgabe, Beitr&#228;ge aufzunehmen, die auf informative und reflexive Weise den Stand der Schulpolitik und der Schulungsprozesse in verschiedenen Regionen der Welt, die&lt;br class='autobr' /&gt;
Erkenntnisse der Forschung sowie die Debatten &#252;ber die Hindernisse sichtbar machen, die der Demokratisierung unserer Bildungssysteme entgegenstehen.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="fr">
		<title>Japan : School Egalitarianism, from Spirit to Letter... and to Its Contestation</title>
		<link>https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article61</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article61</guid>
		<dc:date>2026-07-12T16:09:23Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Rapha&#235;l Glaser</dc:creator>



		<description>
&lt;p&gt;It now seems to be taken for granted in developed countries : for several decades, an entire age cohort has had access to the first levels of schooling, whose endpoint can lead each individual to long studies. Yet how should all these pupils be treated once they have crossed the threshold of the school institution ? And what philosophical, political, scientific, and other lines of reasoning can be invoked in support of that choice ? &lt;br class='autobr' /&gt;
First, there is the question of pupils' antecedents and (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?rubrique9" rel="directory"&gt;Vu du Japon. Views from Japan&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/logo/capture_d_e_cran_2026-07-04_a_12.51_01.png?1783162431' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='107' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;It now seems to be taken for granted in developed countries : for several decades, an entire age cohort has had access to the first levels of schooling, whose endpoint can lead each individual to long studies. Yet how should all these pupils be treated once they have crossed the threshold of the school institution ? And what philosophical, political, scientific, and other lines of reasoning can be invoked in support of that choice ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;First, there is the question of pupils' antecedents and family environment : are they all apt and disposed to receive intellectually demanding instruction ? The Japanese school seems to answer in the affirmative. In doing so, it does indeed manage to bring an entire age cohort to an excellent mastery of fundamental knowledge, as international assessments tirelessly attest. But this strong conviction in an &#8220;equality of antecedents&#8221; was historically won at the cost of indifference toward &#8220;unfit&#8221; children : yesterday, disabled children who were victims of eugenics and relegation to special education ; today, children of immigrants, or even simply children returning from abroad, to whom any specific schooling provision is denied.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A second question concerns the pedagogy intended for an entire age cohort. But should this question not be connected to the first ? Faced with the observation that equality of antecedents is relative and limited, the progressive camp may nevertheless defend an &#8220;equality of treatment&#8221; that exposes an entire age cohort to a uniform, even highly standardized pedagogy : prescribed textbooks, scripted lessons. Christian Galan, for his part, argues for the opposite option : convinced that &#8220;an egalitarian pedagogy in a world of inequalities can only have inegalitarian effects,&#8221; he defends taking individual diversity into account, echoing recommendations for differentiated instruction.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Finally, one thing is to open up to everyone the possibility of pursuing long studies ; but must that possibility become a reality for everyone ? In other words, what should become of competition at school and on the labor market ? Japanese society has chosen to leave it intact, and considers it its responsibility to prepare pupils for it vigorously through a &#8220;averagist&#8221; ideology. The aim is to remind each individual that they must conform, but also measure themselves against their neighbors : cramming and relative grading of performance are the rule ; fussy school regulations go so far as to set the length of clothes and hairstyles. &#8220;Capabilist,&#8221; its school leads pupils only to a - admittedly very good - &#8220;average,&#8221; &#8220;normal&#8221; level. School competition is externalized into the &lt;i&gt;juku&lt;/i&gt;, private businesses with complete latitude over their programs and teacher recruitment. As for compulsory education itself, it remains limited to elementary and lower secondary school ; outside these two levels, the private education sector is widely developed - and costly. Does the defense of pedagogical effectiveness still have any value, then, since the weakest will in any case be exposed to competition, to costly studies, and to the diminishing returns of their degrees ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fed by the contribution of the most recent surveys, Christian Galan's book offers much food for thought on all these points. While he defends &#8220;differentiating&#8221; pedagogical options with which we will have occasion to express our disagreements, he also demonstrates the gigantic cost of the private sector, which can only encourage the unification of school pathways around long public education. Finding common watchwords among supporters of democratization is all the more urgent because in Japan, as elsewhere, the conservative camp appears torn between an &#8220;averagist&#8221; pole and a neoliberal pole. While both poles accept the principle of school competition, neoliberals can perfectly well accommodate the slogans of taking the individual into account and differentiated instruction dear to progressives. For its part, the averagist pole, by standardizing behavior but also pedagogy, readily presents itself as the guarantor of the education system's yield and, at the same time, as the ally of pupils from working-class backgrounds : does it not defend an effective pedagogy, the only one capable of giving them a chance in the struggle for places ? A progressive response that gives up none of its ambition for school democratization is therefore on the agenda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Where books from the 1980s limited themselves to the observation - itself debatable - of the social equality made possible by the Japanese education system&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;It is particularly William K. Cummings, Educational Equality in Japan (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, Christian Galan aims to uncover&lt;i&gt; the reasons for Japanese families' belief&lt;/i&gt; in the system's equality, while rejecting any culturalist explanation&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;The author is a professor of Japanese language and civilization at the (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. In doing so, he claims an external viewpoint, rarely, if ever, addressed in publications by Japanese researchers. The first part of the book, chapters 1 to 4, therefore analyzes the establishment of school &#8220;egalitarianism&#8221; - a notion we shall soon clarify - in the mid-1950s, both in minds and in pedagogical practices. But Japanese families' belief in equality collapsed abruptly around the turn of the 1990s and 2000s, to the point that young Japanese people today frequently denounce the &#8220;parental lottery&#8221; responsible for their educational fate. The second part of the book, chapters 5 to 7, therefore focuses on the changes of recent decades and on the increased visibility of inegalitarian processes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;To carry out this ambitious demonstration, the book relies on rich documentation. The author notably uses statistics from the Japanese Ministry of Education, characterized both by the variety of their objects and by their level of detail. Statistical tables are reproduced, as are a few maps. Galan also draws on various research and expert reports. Finally, he does not hesitate to quote at length from legal texts, and sometimes from other education researchers, mainly Japanese ones&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;In the book, Japanese titles are transcribed in r&#333;maji (Latin alphabet, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. The author warns that the book &#8220;probably has neither beginning nor end,&#8221; because it rests on &#8220;various works sketched out or completed - or so we thought - and published over the past twenty years, [...] sometimes modified after having been completed or taken up again [...], sometimes &lt;i&gt;verbatim&lt;/i&gt;, sometimes wholly or partly rewritten.&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;The following texts constitute an early version of certain chapters : (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&#8221; (p. 45) Even so, it should be stressed from the outset that cross-references between chapters are numerous, avoiding repetition and making things easier for readers who wish to recall an element already mentioned.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;The Pillars of Japanese-Style School Egalitarianism&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;The first chapter addresses the role of eugenic policies and thought in postwar education. Even before the adoption of the Eugenic Protection Law (&lt;i&gt;Y&#251;sei hogo h&#244;&lt;/i&gt;) of 1948, eugenics was on the curriculum in high schools and universities, and would remain there until the 1968-1970 guidelines, applied until 1978. Textbooks for the subject &#8220;health and physical education&#8221; all contained pro-eugenic content. It was above all social well-being - rather than, as before the war, ethnic purity - that was invoked to justify the forced sterilization of disabled people, including when they suffered from non-genetic diseases. Under the influence of the American current of &lt;i&gt;reform eugenics&lt;/i&gt;, environment at that time became a sufficient reason for practicing eugenics. The aim was to allow the individual to develop ; but the individual was assimilated to their &#8220;capacities&#8221; (&lt;i&gt;n&#244;ryoku&lt;/i&gt;). &#8220;The disabled child, having nothing to contribute to others, cannot therefore fully realize himself and, in fact, access happiness himself&#8221; (p. 61) : it is therefore desirable that he not be born.&lt;/p&gt;
&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Capabilism&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;It is thus &#8220;capabilism&#8221; - the first pillar of Japanese-style &#8220;egalitarianism&#8221; - that extends both to the world of work and to education. By this neologism, the author seeks to translate the expression &lt;i&gt;n&#244;ryoku shugi&lt;/i&gt;, that is, &#8220;principle of capacities/competences.&#8221; The usual translation as &#8220;meritocracy&#8221; is in fact a mistranslation : as Honda Yuki, professor at the University of Tokyo, writes&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Afterword to the Japanese translation of Michael J. Sandel, The Tyranny of (&#8230;)&#034; id=&#034;nh5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, &lt;i&gt;n&#244;ryoku&lt;/i&gt; (&#8220;capacity,&#8221; &#8220;aptitude&#8221;) refers to qualities inherent in the person considered&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;On the notion of aptitudes, see on this site : Fabienne Andr&#233;, &#034;Learning. (&#8230;)&#034; id=&#034;nh6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, whereas merit in the sense of &#8220;contribution, service rendered, important accomplishment&#8221; corresponds to &lt;i&gt;k&#244;seki&lt;/i&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#034;Meritocracy&#034; corresponds more to jitsuryoku shugi (&#034;system based on (&#8230;)&#034; id=&#034;nh7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; remains marginal.]]. In the world of work,&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb8&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;n&#244;ryoku shugi&#034; id=&#034;nh8&#034;&gt;8&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; became a central slogan in managerial discourse from the late 1950s and early 1960s onward, making it possible to challenge seniority-based or diploma-based wages. In school, a pedagogical confrontation took place. For proponents of capabilism, &#8220;the priority was the rapid and systematic acquisition of capacities linked to mastery of the different knowledge or know-how listed in school curricula and/or considered indispensable to life in society&#8221; (p. 64). Like the influential linguist Tokieda Motoki, they defended a clear separation between school and society : school should not teach knowledge extracted from life as a whole, but fundamental knowledge that would later allow pupils to make their way in life. Their opponents defended pedagogies based on the &#8220;principle of experience&#8221; (&lt;i&gt;keiken shugi&lt;/i&gt;) and on &#8220;new education&#8221; (&lt;i&gt;shinky&#244;iku&lt;/i&gt;), largely imported from the United States.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;From 1955-1958 onward, the ministry favored capabilism : the focus would be on the quantity and speed of acquisition of the competences and knowledge in the curriculum. Measurement by objective and normative numerical tools then became crucial : this was the rise of the &lt;i&gt;hensachi&lt;/i&gt;, an index characteristic of the philosophy of capabilism, since it evaluates a pupil's level not in itself, but in relation to the average of the whole cohort&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb9&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Hensachi = [(student's score - cohort average) / cohort standard deviation] (&#8230;)&#034; id=&#034;nh9&#034;&gt;9&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Perceived as objective, the &lt;i&gt;hensachi&lt;/i&gt; of admitted students is publicly displayed by high schools and universities to make it possible to evaluate the difficulty of their entrance examinations.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Equality of Antecedents and Equality of Treatment&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eugenics thus functions upstream as a guarantor of the &#8220;normality&#8221; of all pupils, since it guarantees that disability does not enter the school : this is what Galan calls &#8220;equality of antecedents,&#8221; the second pillar of Japanese school egalitarianism. Yet, as the 1947 Constitution states : &#8220;Everyone has the right to receive equal education corresponding to their abilities.&#8221; Equality of antecedents therefore makes possible the widely shared conviction - including among teachers - that all children have the capacity to study effectively and to assimilate the curricula perfectly. This conviction leads to the third pillar of Japanese egalitarianism, which the author calls &#8220;equality of treatment,&#8221; namely a particularly strict standardization of teachers' pedagogical practices&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb10&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;The characterization of these pedagogical practices is not the focus of the (&#8230;)&#034; id=&#034;nh10&#034;&gt;10&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; : official guidelines have the force of law ; all textbooks must conform to them and are approved by the ministry ; repeating a year and skipping a grade, as offenses against equality, are prohibited&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb11&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Equal treatment also has consequences for evaluation methods, as suggested (&#8230;)&#034; id=&#034;nh11&#034;&gt;11&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Conversely, teachers refuse to flag &#8220;different&#8221; or &#8220;problem&#8221; children : there were no school psychologists until the mid-2000s. Consequence : the differences that appear between pupils can only be the result of environmental effects on children - and therefore mainly of the individual efforts made, and of the direct or indirect action of parents. The author's demonstration is attractive ; it should nevertheless be noted that the second part of the chapter is the most speculative part of the book, and that slightly stronger empirical support might perhaps have been necessary to demonstrate the influence of eugenics on &#8220;normal&#8221; education, beyond special education alone&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb12&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;The author himself indicates (p. 45) that he had never considered the link (&#8230;)&#034; id=&#034;nh12&#034;&gt;12&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The second chapter clarifies the shift that took place between the immediate postwar period and the late 1950s, which saw the establishment of egalitarianism. Immediately after defeat, the Ministry of Education promoted the instruction of pupils as individuals, with the aim of supporting peace and democracy. In his New Year's address of 1946, the emperor revived the humanist pedagogical dreams of the beginning of the Meiji era, which had been neutralized by the Imperial Rescript on Education of 1886. This pedagogical direction influenced the Fundamental Law on Education of March 31, 1947, linked to the Constitution voted on November 3, 1946. The School Education Law, voted on the same day, created a new &#8220;6-3-3-4&#8221; system, corresponding respectively to the length of elementary school, lower secondary school, upper secondary school, and university. Compulsory education (&lt;i&gt;gimu ky&#244;iku)&lt;/i&gt;, with its free school textbooks, would now also include lower secondary school, thus increasing from six to nine years. As soon as this new comprehensive lower secondary school reopened, it was attended by 99% of an age cohort, allowing what the author calls &#8220;equality of access&#8221; to the school institution&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb13&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Equal access therefore excludes students with disabilities, relegated to (&#8230;)&#034; id=&#034;nh13&#034;&gt;13&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Echoing the pedagogues of the Taish&#244; era (1912-1926), the law also granted teachers total autonomy in pedagogical matters. It allowed strong decentralization of educational authority through boards of education (&lt;i&gt;ky&#244;iku iinkai&lt;/i&gt;) imposed by the American occupier and elected by the population under the law of July 1948. Even daily and weekly timetables could be adapted to local realities. Pedagogical progressivism culminated in the curricula of July 10, 1951, &#8220;guidelines [...] undoubtedly the most revolutionary and progressive that Japan [had] ever known&#8221; (p. 97).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;But the American occupier feared that the country would follow China and tip into communism. &#8220;Red purges&#8221; took place as early as 1949 ; with the recovery of sovereignty in April 1952, the national authorities wished to regain control over the educational world. In 1958, curricula were reformed and returned to the pedagogical organization of the prewar period : hourly schedules were fixed down to the unit, pedagogical autonomy was abandoned, and content and methods were centralized. Boards of education were no longer elected but appointed by local authorities. The reform was supported by employers, who saw it as a lever of economic development. But the ministry also explicitly claimed equality : only a centralized system would enable everyone to benefit from identical teaching conditions.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The author's view of this evolution is clearly negative : the focus shifted to equality of access and equality of treatment - &#8220;all children access compulsory education and receive exactly the same thing&#8221; (p. 105) - which allegedly constituted a &#8220;biased understanding of the principle of equality inscribed in the Constitution and in the &lt;i&gt;Fundamental Law on Education&lt;/i&gt;&#8221; (p. 65). The objective of &#8220;equality of chances of success&#8221; was abandoned, that is, of &#8220;giving differently to each person according to what they are and their real needs so as to allow them to succeed as well as all the others&#8221; (p. 105), or again, in the words of Horio Teruhisa - a specialist of the Japanese education system and defender of children's rights, cited several times - of &#8220;bringing out the individuality of each child in an egalitarian and non-discriminatory manner&#8221; (quoted p. 36). The author considers that the Japanese pedagogical left was put on the back foot by the ministry, failing to decide between equality and taking each person's particularities into account (pp. 110-111).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;While the Liberal Democratic Party (LDP) has remained in power almost uninterruptedly since the postwar period, it made a clear break with egalitarianism in 2006, with the reform of the Fundamental Law on Education. &#8220;The new law imposes nothing in itself ; it merely makes possible what was not possible before&#8221; (p. 114) : the share of local authorities in education funding increased, while the private education sector was supported. As for content, local authorities now have prerogatives equivalent to those of the state - a first since the beginning of the Meiji era. The reform even removed mention of the length of compulsory education, &#8220;nine years,&#8221; and of coeducation of girls and boys ; officially, because the latter had already been achieved.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Averagism&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Equality of antecedents, equality of access, capabilism, and equality of treatment : four pillars of Japanese-style school egalitarianism have already been presented. &#8220;&lt;i&gt;Averagism&lt;/i&gt;&#8221; - a term borrowed from Karl Polanyi - is the last, described in the fourth chapter. For Polanyi, averagism designated the overvaluation of the average as a social norm of reference in American society ; but in Japan, it is the school itself that compels the individual to become &#8220;average,&#8221; &#8220;normal.&#8221; Averagism has a properly pedagogical aspect, as with the example of the hensachi seen above, but also a behavioral side. This is how the existence of &#8220;abusive school regulations&#8221; should be understood : their hardening took place in the 1960s in response to social protest. The uniform then became the norm in almost all lower and upper secondary schools. Pupils circumventing the constraint, school institutions produced new regulations that send shivers down the spine : the length of pupils' clothing was measured at the entrance, tape measure in hand, when the color of lower-secondary girls' underwear was not being checked ; pupils with naturally curly hair had to present a certificate... The excesses of the 1980s would be met by denunciations in the 2010s, with mixed results. Nationalist policies readily embrace this behavioral averagism, demanding that schools produce &#8220;true Japanese.&#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Another affliction of Japanese schooling is refusal to go to school (&lt;i&gt;fut&#244;k&#244;&lt;/i&gt;). The ministry began measuring absences of more than 50 days in 1966 ; they declined until the early 1970s, then increased again, reaching 11.8 pupils per thousand in 2022 and 31.7 per thousand (17 per thousand in elementary school and 59.8 per thousand in lower secondary school) in 2022 - their highest level ever. While in the 1950s and 1960s the apprehension of this public problem was first economic (child labor), social (orphans, etc.), and medical (poor health), it later became clinical and psychological. But in the 1970s, school refusal came into contradiction with the Japanese obligation of school attendance (&lt;i&gt;gimu sh&#251;gaku&lt;/i&gt;) - characteristic of averagism - at a time when the upper-secondary enrollment rate now exceeded 90% of an age cohort. Pedagogues and sociologists then took up the problem : as early as 1990, a report stated that &#8220;refusal to go to school can concern any child.&#8221; Eventually, the obligation to attend a school establishment was called into question : recognizing that the causes of school refusal are internal to school, equality of treatment was bent by multiplying adaptations for the pupils concerned : adaptation of school attendance, curricula, and even adapted classes. In short : &#8220;the Japanese school, set up to train Japanese people who are &#8216;average' and future ideal adults on the same model, was never thought out or organized to function differently, rejecting or externalizing everything that deviates from the expectations for which it was designed&#8221; (p. 264)&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb14&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Similarly, specific measures that would allow the schooling of children of (&#8230;)&#034; id=&#034;nh14&#034;&gt;14&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Averagism discredits competition, but also difference within the institution. The chapter closes with the extreme case of the &#8220;Sakakibara affair,&#8221; the name chosen for himself by a lower-secondary school pupil from Kobe after attacking and killing several younger children in 1997. In his letter to a newspaper, he said he was taking revenge on &#8220;compulsory education&#8221; and on &#8220;society&#8221; that had established it, since it had made him a &#8220;transparent being&#8221; who &#8220;does not exist.&#8221; The chapter is striking, and perfectly justifies the choice to take Japanese egalitarianism itself as an object : clearly, it is not limited to pedagogical &#8220;equality of treatment&#8221; strictly speaking.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;The Juku&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Another &#8220;pragmatic and economic response of the &#8216;real' to educational egalitarianism&#8221; (p. 172) : the &lt;i&gt;juku&lt;/i&gt;, presented at the end of the third chapter. These are for-profit businesses falling not under the Ministry of Education (Monbukagakush&#244;) but under the Ministry of Economy, Trade and Industry (Keizaisangy&#244;sh&#244;). Some offer extracurricular activities, but it is the school-oriented juku (&lt;i&gt;gakush&#251; juku&lt;/i&gt;) that interest the author. They enjoy total freedom over their programs and pedagogical practices, as well as over the recruitment and payment of their teachers. They come in two kinds : &#8220;preparatory juku for entrance examinations,&#8221; or &#8220;to get ahead&#8221; (&lt;i&gt;shingaku juku&lt;/i&gt;) - with, at the extreme, the yobik&#244; preparing students for university entrance examinations - and &#8220;support and remedial juku&#8221; (&lt;i&gt;hosh&#251; juku&lt;/i&gt;), whose limiting version is the &#8220;juku for helping dropouts&#8221; (&lt;i&gt;ochikobore ky&#251;sai juku&lt;/i&gt;). The evolution of their attendance is difficult to grasp statistically. Surveys by the Ministry of Education indicate that between 1976 and 2007, the proportion of elementary pupils attending them rose from 12% to 25.9%, while lower-secondary pupils rose from 38% to 53.5% - these proportions increasing from the beginning of elementary school to the end of lower secondary school. This rise is admittedly explained by the fall in the birth rate - which makes it possible to spend more money per child - but also by the lowering of the age of entry into school competition : those who have the means no longer aim at entry into a good upper-secondary school, but into a good lower-secondary school.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Galan then presents a 1995 survey of 1,813 fifth- and sixth-year elementary pupils&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb15&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Fukaya Masashi, Dobashi Minoru, and Saegusa Keiko, &#034;Gakush&#363; Juku,&#034; (&#8230;)&#034; id=&#034;nh15&#034;&gt;15&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; : one third attended a juku &#8220;to get ahead,&#8221; one fifth a support juku, 27% a mixed juku, and fewer than one in five another type of school-oriented juku. Attendance rates increase according to pupils' results, and those who seem to benefit most are already high-performing pupils. Having divided pupils into five level groups, the authors show that the recruitment of &lt;i&gt;juku&lt;/i&gt; &#8220;to get ahead&#8221; takes place mainly among very good or good pupils, 62.4% of their clientele, whereas support &lt;i&gt;juku&lt;/i&gt; recruit primarily good and average pupils, 68.4% of their clientele. Even in the latter, weak or struggling pupils represented no more than a quarter of the clientele. The latest ministerial survey on &lt;i&gt;juku&lt;/i&gt;, conducted in 2007 among several tens of thousands of elementary and lower-secondary pupils and their parents, confirms that only 10% of the elementary pupils and 20% of the lower-secondary pupils concerned say they attend a &lt;i&gt;juku&lt;/i&gt; to make up for a learning delay ; the vast majority go there to prepare homework, get ahead, or prepare for entry into upper secondary school. Families choosing private education from elementary school onward then invest heavily in &lt;i&gt;juku&lt;/i&gt; to aim for entry into a reputed private lower-secondary school, whereas parents remaining in the public system defer these expenditures until lower secondary school, aiming for the best possible upper-secondary school (fig. 14, p. 199).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The author emphasizes the double use of &lt;i&gt;juku&lt;/i&gt; - cramming, but &lt;i&gt;also&lt;/i&gt; academic support (p. 179). His interpretation is that &lt;i&gt;juku&lt;/i&gt; constitute &#8220;the response of the real to an egalitarianism so little in touch with reality and with the interests of families and individuals&#8221; (p. 172), which reduces all children &#8220;to a single pupil-learner [...] without singularity/ies&#8221; (p. 207). It seems to me, however, that the statistics provided invalidate the symmetry suggested by Galan : juku benefit above all the best pupils and the most ambitious and wealthiest families. I would therefore agree much more with the author when he writes that the objective of egalitarianism is &#8220;on the one hand, to socialize all individuals on the same model and, on the other hand, to &lt;i&gt;doubly externalize school competition&lt;/i&gt; outside the walls of the school and outside the state budget,&#8221; through &lt;i&gt;juku&lt;/i&gt; (p. 208, my emphasis). We shall return to this in the conclusion of this review.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;The Collapse of Belief in Egalitarianism : The Effect of Economic Crisis and Neoliberal Dismantling&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;As should now be clear, &#8220;the coherence of the system was very strong&#8221; (p. 516). How, then, can one explain the sudden collapse of families' belief in egalitarianism ? Galan points to two clusters of causes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The first concerns the country's economic situation, described in particular at the end of chapter 5 : if Japanese schooling was not &#8220;egalitarian&#8221; in the second half of the twentieth century - in the sense that, as in other capitalist countries, there was in truth a strong correlation between an individual's social position and their social background - at least strong economic growth guaranteed parents that they would see their children's income and comfort improve, even when those children did not enter university. &#8220;Thus was validated the idea that the system was truly egalitarian and meritocratic, because everyone could rise socially according to the efforts made by each person and by their family&#8221; (p. 394). The economic crisis of the early 1990s put an end to this hope : the perception is now acute that only access to the most prestigious universities guarantees success. Yet this access is, as we shall see, very directly linked to families' economic capital&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb16&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;The conclusion of the fifth chapter (pp. 392&#8211;395) summarizes this reasoning (&#8230;)&#034; id=&#034;nh16&#034;&gt;16&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;So much for the end of &lt;i&gt;belief&lt;/i&gt; in egalitarianism - and perhaps especially, I would add, belief in the &#8220;principle of aptitudes&#8221; (&lt;i&gt;n&#244;ryoku shugi&lt;/i&gt;) that holds the individual efforts of the pupil and their parents accountable for the pupil's fate. But on the other hand - and this is the second cluster of causes - it is also this &lt;i&gt;egalitarianism itself&lt;/i&gt; whose constitutive pillars are &lt;i&gt;effectively and actually &lt;/i&gt; dismantled by successive LDP governments. If I had to be more precise, I would suggest that it is above all the attacks on &#8220;equality of treatment,&#8221; and above all in its less directly pedagogical side - concerning, therefore, the orientation of flows of pupils and the school institutions that take them in - that Galan documents. We shall return to this as well at the end of this review&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb17&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;To avoid making this review too long, the focus has been on the most salient (&#8230;)&#034; id=&#034;nh17&#034;&gt;17&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;When should the end of LDP support for egalitarianism and its conversion to neoliberalism be dated ? Although the term of Nakasone Yasuhiro as prime minister (1982-1987) was marked by reformist hopes, the author documents its failure, mainly due to the Ministry of Education's attachment to centralism. The brief term of Obuchi Keiz&#244;, from July 1998 to his sudden death in April 2000, by contrast set the movement for the decades that followed : in addition to launching the objective of reducing the number of civil servants by a quarter in ten years, it saw the publication of the report of the Commission &#8220;Vision for Japan in the 21st Century.&#8221; The aim was to open an ever larger part of the Japanese education system to the market ; it was necessary to stop considering that each individual has a &#8220;right to education.&#8221; On the contrary, individuals have toward the state a &#8220;duty of education,&#8221; of the same order as... paying taxes and obeying the law.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;The Cost of Education&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The fifth chapter focuses on the cost of education for families, in a context where public investment in education has hovered around 3.5% of GDP since the early 1990s - far below all other G7 countries, but also South Korea and India (figs. 70-71, pp. 376-377). The period saw a sharp fall in household income : average income fell from &#8364;51,150 in 1993 to &#8364;40,730 in 2013, while median income dropped from &#8364;42,350 in 1995 to &#8364;33,110 in 2021. The share of households with very high incomes also declined : households earning more than 15 million yen (&#8364;115,500) fell from 5.1% in 1995 to 3.6% in 2021.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yet over the same period, education costs continued to rise. Admittedly, at the level of compulsory education, elementary and lower secondary, the Fundamental Law on Education of 1947 prohibits &#8220;tuition fees&#8221; (jugy&#244;-ry&#244;) in public institutions managed by local authorities as well as in the rare national institutions directly managed by the state. Nevertheless, a whole series of other fees may be required : &#8220;school contribution&#8221; fees for current classroom expenses, &#8220;books, school supplies and consumables,&#8221; travel, and so on. And this already incomplete framework does not exist in the private sector : while the latter remains weakly developed at the level of compulsory education - schooling 1.3% of elementary pupils and 7.7% of lower-secondary pupils in 2021 - it takes in almost all pre-elementary children, 87.2%, a good third of upper-secondary pupils, 34.4%, and three quarters of students, 76%. Japanese families have the dubious privilege of paying out of pocket 48% of educational expenditure in pre-elementary education - almost three times the OECD average - and 64.5% in higher education. Only England and Colombia do worse at the latter level, according to the 2021 OECD report.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;At the pre-elementary level, there are two main types of institutions. Historically taking in children from the lower classes, &#8220;educational nurseries&#8221; (&lt;i&gt;hoikujo&lt;/i&gt;) depend on the Ministry of Health and Labor, and employ educators or childcare workers who take care of children from birth. &#8220;Kindergartens&#8221; (&lt;i&gt;y&#244;chien&lt;/i&gt;), for their part, have a more marked school dimension : they fall under the Ministry of Education, have national curricula coherent with those of elementary schools, and only school children between the ages of three and six, in the first part of the day. Despite significant free-of-charge measures taken in 2019, educational expenditure still amounted to &#8364;1,269 per child per year in the private sector in 2021, to which &#8364;1,110 in extracurricular educational expenditure, notably juku, had to be added. For a year in &#8220;free&#8221; public elementary school, parents still had to count no less than &#8364;2,700 in 2021, which they supplemented with &#8364;1,907 in extracurricular expenditure. In lower secondary school, &#8364;1,310 per year in the public sector, extracurricular expenses equalize between public- and private-sector parents, at just over... &#8364;2,800 annually : the latter have already secured a pathway to success for their offspring, while the former increase their efforts in the hope of entry into a good upper-secondary school. In upper secondary school, by contrast, the game is largely decided, and popular culture - the manga &lt;i&gt;Great Teacher Onizuka&lt;/i&gt; (1997-2002), for example - echoes two distinct school realities : while pupils in the most prestigious upper-secondary schools continue intensive cramming, the study time of the others falls sharply. The difference in recruitment between public and private plays out in the middle of the distribution : private upper-secondary schools are less numerous than public ones, 16% versus 24%, in recruiting pupils whose average &lt;i&gt;hensachi&lt;/i&gt; is between 45 and 49, but slightly more numerous, 15% versus 13%, with an average &lt;i&gt;hensachi&lt;/i&gt; between 50 and 54 (fig. 50, p. 319). The rare national upper-secondary schools are prestigious and recruit very high in the distribution. Finally, the situation of universities is paradoxical : although since 2018 the number of places has exceeded the number of 18-year-olds in the archipelago, in 2022 only 60.4% of young people enrolled (p. 328). Cost is a decisive obstacle, potentially reaching thirty to forty thousand euros for a four-year course at a private university. Reading this chapter - the longest in the book - is generally rather tedious ; the first sections string together lists of fees and calculations. It would have been better to begin with the final sections, which present the overall situation, as this review has done, and then present the cost at each level of schooling more synthetically.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;A &#8220;Center-Peripheries&#8221; Model&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The sixth chapter proposes an analysis of the Japanese education system using a &#8220;center-peripheries&#8221; model, an analysis rarely undertaken, according to the author. It is not entirely clear that we grasp the perspective in question, since the characteristics of a center-periphery model are never detailed ; on reading, one understands that it concerns territorial inequalities, essentially between departments/prefectures&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb18&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Japan has 47 administrative units, of which 43 have the status of ken (&#8230;)&#034; id=&#034;nh18&#034;&gt;18&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, but also at the scale of a few large metropolises. The author offers a comparison of school results between departments/prefectures, based on the national assessments that the ministry set up in 2007 to support the &#8220;school choice&#8221; system. Pupils in the public sector are assessed in Japanese and mathematics at the end of elementary and lower secondary school, and, for lower-secondary pupils only, in English. In 2019, the best-performing departments/prefectures at the end of elementary school - Akita, Ishikawa, Fukui... and even Okinawa, in sixth position - were not especially &#8220;expected&#8221; : no particular correlation is observed between school performance and the social composition of the department/prefecture. &#8220;[E]lementary school - in terms of pupils' academic performance at least - plays its role as guarantor of equality for all in education better than public lower secondary school does&#8221; (p. 414) : at this level, indeed, negative correlations are clear between success rates on tests and various indices of precarity, such as relative poverty rates among households raising children, divorce rates, or rates of single-parent families. Okinawa is now dead last. One cause here is the flight of the best pupils to the private sector - which, let us recall, does not participate in the assessments : in a large metropolis such as Tokyo, there seems to be a positive correlation between the success rate in end-of-elementary assessments and the rate of enrollment in a private lower-secondary school in each ward, varying from 10.3% to 40.4%. For access to universities, interdepartmental/interprefectural inequalities are even clearer : in 2020, the seven departments/prefectures of Kant&#244;, the Tokyo region, hosted one third of the country's 798 universities, and the seven of Kansai, the Osaka and Kyoto region, one fifth ; Hokkaid&#244; and the five departments/prefectures of Aichi, Fukuoka, Niigata, Okayama, and Hiroshima together hosted 22.6% ; the remaining 27 departments/prefectures shared less than a quarter.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The chapter closes with a fine and original statistical case study of the department/prefecture of K&#244;chi. K&#244;chi is in fact a more &#8220;unexpected&#8221; periphery than Okinawa, or than the southwest and far north of the country : it is certainly characterized by its lack of economic dynamism, its aging population in great economic difficulty, and a weak presence of universities. But elementary schools maintain a level above the national average ; there are 32.46 of them per 100,000 inhabitants, the highest rate in the country. Public lower-secondary schools, by contrast, pay dearly for the flight toward national and private lower-secondary schools, which concerns 20.44% of pupils - the second highest rate in the country after Tokyo ! The pupils they still take in, now below national averages, display a &#8220;renunciation of any strategy of social ascent&#8221; (p. 424) : high absenteeism and low attendance at juku. The author concludes that one can speak of &#8220;schools of the periphery&#8221; in Agn&#232;s Van Zanten's sense&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb19&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Agn&#232;s Van Zanten, L'&#233;cole de la p&#233;riph&#233;rie. Scolarit&#233; et s&#233;gr&#233;gation en (&#8230;)&#034; id=&#034;nh19&#034;&gt;19&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, in the case of K&#244;chi just as much as in disadvantaged districts of large metropolises - which might perhaps have deserved discussion.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;An Egalitarian Pedagogy... with Inegalitarian Effects ?&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;As should be clear from reading this review, the book provides French readers with a great wealth of information on the Japanese school system. It deserves to be read. Two criticisms, however. First, essential information on the Japanese education system, such as the length of compulsory education or the evolution of enrollment rates at different levels of schooling over recent decades (fig. 32, p. 244), is not presented at the outset but scattered throughout the pages. Since the book aims to introduce Japan into French-language debates among education researchers who are not specialists (p. 43), a dedicated appendix would have been deserved, as would an index of proper names. Second negative point : from the third chapter onward, the imbalance is too great between, on the one hand, the presentation of empirical data - very rich, as noted - and long quotations from legal texts or researchers, sometimes barely commented on ; and, on the other hand, passages offering an overall interpretation that would allow the reader to step back from the facts. The latter - in particular the end of chapter 5 (pp. 392-395) and the beginning of the book's conclusion (pp. 515-518) - are fascinating, but too brief and too late.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;To conclude this review, it is this overall interpretation that I would like to discuss. Galan is broadly critical of equality of treatment. Quoting a remark by Jacques Fijalkow on the teaching of reading, he adopts the idea that &#8220;an egalitarian pedagogy in a world of inequalities can only have inegalitarian effects.&#8221;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb20&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Jacques Fijalkow, Entrer dans l'&#233;crit, Paris, Mignard, 1993, p. 8 (cited pp. (&#8230;)&#034; id=&#034;nh20&#034;&gt;20&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; He can display uninhibited relativism toward the most notable achievement to be credited to equality of treatment, namely making all pupils acquire basic knowledge. In a passage dealing with the financial cost of Japanese studies, especially university studies, he thus writes :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; PISA evaluates education systems on what makes the strength of the Japanese education system, on what this system was designed for [...] For Japanese parents, however, the challenges and stakes relating to their children's education begin, so to speak, where PISA ends [at the end of lower secondary school, then]. The fact that PISA values their country's performance during the period of compulsory education &lt;i&gt;does not bring them much individually&lt;/i&gt;. Indeed, it in no way resolves &lt;i&gt;the problems they have to face on a daily basis, [...] which are essentially economic and financial problems&lt;/i&gt;, problems that affect the results and post-lower-secondary future of [their children]. (p. 383, my emphasis)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The author instead calls for an &#8220;equality of success.&#8221; Its contours remain vague, but one understands that it would involve applying different treatment to each pupil, respectful of their individuality ; rights &#8220;to difference, diversity, autonomy, childhood, in particular&#8221; (p. 79). Is it surprising, then ? Galan is obliged to note several times that the proposals of Japanese pedagogical progressives - modulation of timetables, of curricular content, abolition of compulsory school attendance - coincide with those of... neoliberals. He insists that the two points of view are &#8220;hardly reconcilable&#8221; (p. 517), &#8220;fundamentally irreconcilable&#8221; (p. 80), and aim at &#8220;radically different objectives&#8221; (p. 502). But what can be the nature of these very different objectives, when the proposed public policies are the same ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;For our part, we are convinced that enabling an entire age cohort to acquire mastery of the fundamental knowledge of written culture has value in itself, intrinsically. &#8220;An egalitarian pedagogy in a world of inequalities can only have inegalitarian effects&#8221; ? But this is exactly the opposite of what chapter 6 showed regarding results on national assessments at the end of elementary school. The passage deserves to be quoted at some length :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; In the case of pupils' results on national tests of academic competences, by contrast, these two Japans [opposing, on one side, the large metropolises, Kansai and Kant&#244;, and on the other, increasingly marginalized peripheries as one moves away from the center] dissolve, &lt;i&gt;especially at the elementary-school level&lt;/i&gt;, into &lt;i&gt;another spatial reality&lt;/i&gt; that is both more geographically fragmented and &lt;i&gt;more compressed in terms of gaps&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;based on the real &#8220;effectiveness&#8221; of said elementary school and on the local conditions of its implementation&lt;/i&gt;, which most of the time manage &lt;i&gt;to counterbalance differences in socio-family environment&lt;/i&gt;. (p. 428, my emphasis)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;And immediately after the passage just quoted, the author adds :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; An important element also comes into play here : the fact that families with the most advanced elitist strategies still overwhelmingly school their children in the public sector at this level.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In other words : &lt;i&gt;only a particularly strict application of equal treatment&lt;/i&gt;&#8212;students receiving exactly the same education, in the same public institution&#8212;&lt;i&gt;is capable of enabling an equal acquisition of fundamental knowledge&lt;/i&gt;, neutralizing the effect of the social background.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Could the Japanese pedagogical left draw any lesson from this ? Let us attempt this thought experiment. If Japanese egalitarianism has shone in the transmission of fundamental knowledge to an entire age cohort, it has perfectly accommodated the maintenance of school competition, reflected both within it by the school averagism of the &lt;i&gt;hensachi&lt;/i&gt; and outside it by the &#8220;double externalization&#8221; - outside the school walls and outside the state budget - of school competition into &lt;i&gt;juku&lt;/i&gt;. It has been accompanied by a behavioral averagism that has become unbearable to large fractions of younger generations, seriously thwarting the nationalist ambitions of LDP politicians. We agree with Galan when he calls for the necessary consideration of &#8220;different&#8221; pupils, whether children of immigrants, children who have spent time abroad, or children with disabilities. It is also clear that equality of treatment must not lead to forbidding the teaching of written reasoning in its long form, of the &#8220;how to think&#8221; so constitutive of literature and the humanities&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb21&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;See note 10. Read on this site : J&#233;r&#244;me Deauvieau, &#034;What Teaching for (&#8230;)&#034; id=&#034;nh21&#034;&gt;21&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. But these considerations aside, genuine school democratization visibly calls for a systematization of equality of treatment. From the standpoint of the organization of the school system, this can only imply the abolition of competition : that is, the nationalization of the private education sector and the closure of juku, beginning with the juku &#8220;to get ahead&#8221; (&lt;i&gt;shingaku juku&lt;/i&gt;)&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb22&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;I focus here on the internal situation of the school institution. On the (&#8230;)&#034; id=&#034;nh22&#034;&gt;22&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. We can wager that once this competition is abolished, the &#8220;cramming&#8221; type of drift in the pedagogical practices of Japanese teachers themselves will quickly appear superfluous.&lt;br class='autobr' /&gt;
(Transleted with checked ai)&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;It is particularly William K. Cummings, &lt;i&gt;Educational Equality in Japan&lt;/i&gt; (Princeton University Press, 1980), who is targeted in the introduction of the work. Following the publication of the report by Christopher Jencks and his colleagues on educational inequalities in the United States, the back cover of Cummings' book proclaimed that &#034;the Japanese have succeeded where the Americans have failed.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;The author is a professor of Japanese language and civilization at the University of Toulouse-Jean Jaur&#232;s, a researcher at the French Institute for Research on East Asia (IFRAE, Inalco / University of Paris Cit&#233; / CNRS), and co-editor of the journal &lt;i&gt;&#201;tudes japonaises&lt;/i&gt;, which he co-founded in 2024. It should be noted that his early work focused on the teaching of reading, a subject extensively covered on the GRDS website.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;In the book, Japanese titles are transcribed in r&#333;maji (Latin alphabet, according to the so-called &#034;modified Hepburn&#034; system), followed by a French translation. The transcription of personal names follows the Japanese convention of citing the family name first, then the given name.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;The following texts constitute an early version of certain chapters : &#034;Eugenics and Education in Postwar Japan,&#034; &lt;i&gt;Cipango. Cahiers d'&#233;tudes japonaises&lt;/i&gt;, vol. 24, 2021, Isabelle Konuma (ed.), &#034;Eugenics in Modern and Contemporary Japan,&#034; pp. 163&#8211;207 (for chapter 1) ; &#034;The Evolution of the Concept of 'Postwar Education',&#034; in Michael Lucken, Anne Bayard-Sakai, and Emmanuel Lozerand (eds.), &lt;i&gt;Le Japon apr&#232;s la guerre&lt;/i&gt;, Arles, Philippe Picquier, 2006, pp. 47&#8211;81 (reissued under the title &lt;i&gt;Sengo, Le Japon apr&#232;s la guerre&lt;/i&gt;, Paris, Presses de l'Inalco, 2017, pp. 47&#8211;82) (ch. 2) ; &#034;A Strategy of Disorder : Relaxation of School Sectorization in Japan,&#034; &lt;i&gt;Dossiers des sciences de l'&#233;ducation&lt;/i&gt;, 2012, no. 27, Christian Galan and Claude L&#233;vi Alvar&#232;s (eds.), &#034;Educational Earthquake in Japan,&#034; pp. 87&#8211;101 (beginning of ch. 3) ; &#034;The Japanese Educational System through the 'Center-Periphery' Model&#034; [2021], in Aline Henninger and Mayumi Shimosakai (eds.),&lt;i&gt; Japon pluriel 14. P&#233;riph&#233;ries et centres. Actes du quatorzi&#232;me colloque de la Soci&#233;t&#233; fran&#231;aise d'&#233;tudes japonaises&lt;/i&gt;, Arles, Philippe Picquier, 2023, pp. 43&#8211;85 (ch. 6) ; presentation &#034;Covid-19 and the Japanese Educational System : Tensions, Challenges, and (Missed ?) Opportunities,&#034; Journ&#233;es d'&#233;tude &#171; La soci&#233;t&#233; japonaise face &#224; la Covid-&#8288;19 &#187; research group Populations japonaises &#8211; IFRAE / CRCAO, University of Paris Cit&#233;, November 18-19, 2021 (ch. 7).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Afterword to the Japanese translation of Michael J. Sandel, &lt;i&gt;The Tyranny of Merit : What's Become of the Common Good ?&lt;/i&gt; (London, Allen Lane, 2020 ; Japanese trans., Hayakawa Shob&#333;, 2023, cited p. 63, note 1).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;On the notion of aptitudes, see on this site : Fabienne Andr&#233;, &#034;Learning. Aptitudes, Life and Death, and Dehaene,&#034; 2025 : &lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article361&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article361&lt;/a&gt; ; and Jean-Pierre Terrail, &#034;Faces of Educational Progressivism in France (1880-2021) : Meritocracy or Democracy ?,&#034; 2021 : &lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article338&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article338&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb7&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#034;Meritocracy&#034; corresponds more to &lt;i&gt;jitsuryoku shugi&lt;/i&gt; (&#034;system based on abilities&#034;), mainly used from 1990 onwards. This expression replaced &lt;i&gt;gakureki shakai&lt;/i&gt; (&#034;degree-based society&#034;), widely used from the 1970s to the late 1990s, but much less today. [[Meritokurash&#299;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb8&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh8&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 8&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;8&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;n&#244;ryoku shugi&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb9&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh9&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 9&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;9&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Hensachi&lt;/i&gt; = [(student's score - cohort average) / cohort standard deviation] &#215; 10 + 50. The &lt;i&gt;hensachi&lt;/i&gt; is therefore between 25 and 75 for almost all (98.76%) of a cohort. A &lt;i&gt;hensachi&lt;/i&gt; of 50 places a student exactly at the average of their cohort.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb10&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh10&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 10&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;10&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;The characterization of these pedagogical practices is not the focus of the book. More details can be found in the following texts : Christian Galan, &#034;Japon : l'uniformit&#233; comme principe p&#233;dagogique&#034; in Collective, &lt;i&gt;Actes du colloque &#171; D&#233;fendre et transformer l'&#233;cole pour tous &#187;&lt;/i&gt; University of Provence, Marseille, October 3-5, 1997, published on CD-ROM by IUFM Aix-Marseille, 1998 (https://hal.science/hal-02399202/) ; and Christian Galan, Yves Cadot, and Aline Henninger, &#034;Neutralizing (Even More) the 'Teacher Variable',&#034; in &lt;i&gt;Loyaut&#233; et patriotisme (le retour). &#201;ducation et n&#233;o-conservatisme dans le Japon du XXIe si&#232;cle&lt;/i&gt;, PUR, &#034;Histoire,&#034; 2023, pp. 79-108 (&lt;a href=&#034;https://doi.org/10.4000/books.pur.189255&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://doi.org/10.4000/books.pur.189255&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb11&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh11&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 11&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;11&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Equal treatment also has consequences for evaluation methods, as suggested in the book's conclusion. Since students can only be assessed on what it is certain they have all acquired under the same conditions, multiple-choice questionnaires and other brief responses are the rule. Text commentary and essays are entirely absent ; reading entire works, too variable according to the individual, is rare.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb12&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh12&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 12&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;12&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;The author himself indicates (p. 45) that he had never considered the link between eugenics and education before writing the article that served as the basis for this chapter (see note 4).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb13&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh13&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 13&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;13&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Equal access therefore excludes students with disabilities, relegated to specialized education. The author does not address their case in the book and refers in particular to the work of Anne-Lise Mithout. On immigrant students or those who have stayed abroad, see the following note.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb14&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh14&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 14&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;14&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Similarly, specific measures that would allow the schooling of children of immigrants, or even simply those who have stayed abroad, remain almost non-existent to date. The author has left this question aside here but has devoted previous work to it.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb15&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh15&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 15&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;15&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Fukaya Masashi, Dobashi Minoru, and Saegusa Keiko, &#034;Gakush&#363; Juku,&#034; Monogurafu &#8211; Sh&#333;gakusei Nau (Monographs &#8211; Schoolchildren Today), vol. 15-6, 1995.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb16&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh16&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 16&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;16&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;The conclusion of the fifth chapter (pp. 392&#8211;395) summarizes this reasoning particularly well.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb17&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh17&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 17&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;17&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;To avoid making this review too long, the focus has been on the most salient characteristics of the Japanese educational system. The beginning of the third chapter, devoted to the partial implementation of a &#034;school choice&#034; policy, as well as the seventh chapter, which analyzes the first months of the Covid-19 pandemic, has been left aside.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb18&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh18&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 18&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;18&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Japan has 47 administrative units, of which 43 have the status of ken (departments). For convenience, the author calls them all &#034;departments.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb19&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh19&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 19&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;19&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Agn&#232;s Van Zanten, &lt;i&gt;L'&#233;cole de la p&#233;riph&#233;rie. Scolarit&#233; et s&#233;gr&#233;gation en banlieue&lt;/i&gt;, Paris, PUF, &#034;Le lien social,&#034; 2001.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb20&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh20&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 20&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;20&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Jacques Fijalkow, &lt;i&gt;Entrer dans l'&#233;crit&lt;/i&gt;, Paris, Mignard, 1993, p. 8 (cited pp. 172&#8211;173). See also p. 395 : &#034;An egalitarian education in a fundamentally unequal society actually amplifies the existing inequalities within it by increasingly restricting the part of the population able to objectively participate in school competition, i.e., with a real chance of 'winning something,' even if little.&#034; And p. 522 : &#034;An egalitarian education and pedagogy in a world of inequalities can only reinforce these inequalities. Giving everyone the same when all are different favors those best endowed with economic, social, and cultural capital.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb21&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh21&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 21&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;21&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;See note 10. Read on this site : J&#233;r&#244;me Deauvieau, &#034;What Teaching for Thinking about the Social World ? Some Reflections and Proposals,&#034; &lt;i&gt;GRDS&lt;/i&gt;, 2017 : &lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article259&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article259&lt;/a&gt; ; and also Nicole Grataloup, &#034;Writing to Think and to Philosophize,&#034; in Jean-Pierre Terrail (ed.), &lt;i&gt;P&#233;dagogies de l'exigence. R&#233;cits de pratiques enseignantes en milieux populaires&lt;/i&gt;, La Dispute, &#034;L'enjeu scolaire,&#034; pp. 169&#8211;187. (&lt;a href=&#034;https://doi.org/10.3917/disp.terra.2020.01.0169&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://doi.org/10.3917/disp.terra.2020.01.0169&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb22&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh22&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 22&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;22&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;I focus here on the internal situation of the school institution. On the families' side, the current, particularly detrimental, situation is characterized both by the collapse of belief in &#034;equality of backgrounds&#034; &#8211; replaced by the disillusioned recognition of the existence of a &#034;parental lottery&#034; (&lt;i&gt;oya-gacha&lt;/i&gt;) &#8211; and by the continued attachment to academic &lt;i&gt;hensachi&lt;/i&gt;, perceived as objective and therefore fair. &#034;If many Japanese &#8211; especially the young &#8211; have become aware of social and school inequalities influencing the acquisition of a higher or lower &lt;i&gt; &lt;i&gt;hensachi&lt;/i&gt; &lt;/i&gt;, it is precisely the unequal conditions of this acquisition that they denounce, not the tool that measures them.&#034; (p. 519) People remain attached to the &#034;fair&#034; measurement of their relative value, even if they keenly feel that not everyone started from the same starting line : it is clear that only maintaining school competition explains this desperate position.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="fr">
		<title>Japon : l'&#233;galitarisme scolaire, de l'esprit &#224; la lettre&#8230; et &#224; sa remise en cause</title>
		<link>https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article62</link>
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		<dc:date>2026-07-08T14:18:41Z</dc:date>
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		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Rapha&#235;l Glaser</dc:creator>



		<description>
&lt;p&gt;La chose semble aujourd'hui acquise dans les pays d&#233;velopp&#233;s : depuis quelques d&#233;cennies, c'est toute une classe d'&#226;ge qui acc&#232;de aux premiers niveaux d'une scolarit&#233; dont le terme peut mener chacun &#224; des &#233;tudes longues. Pour autant, comment convient-il de traiter l'ensemble de ces &#233;l&#232;ves une fois franchies les portes de l'institution scolaire ? Et quels raisonnements philosophiques, politiques, scientifiques&#8230; peuvent-ils &#234;tre invoqu&#233;s &#224; l'appui de ce choix ? &lt;br class='autobr' /&gt;
Se pose d'une part la question (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?rubrique9" rel="directory"&gt;Vu du Japon. Views from Japan&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/logo/capture_d_e_cran_2026-07-04_a_12.51_01-2.png?1783520443' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='107' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;La chose semble aujourd'hui acquise dans les pays d&#233;velopp&#233;s : depuis quelques d&#233;cennies, c'est toute une classe d'&#226;ge qui acc&#232;de aux premiers niveaux d'une scolarit&#233; dont le terme peut mener chacun &#224; des &#233;tudes longues. Pour autant, comment convient-il de traiter l'ensemble de ces &#233;l&#232;ves une fois franchies les portes de l'institution scolaire ? Et quels raisonnements philosophiques, politiques, scientifiques&#8230; peuvent-ils &#234;tre invoqu&#233;s &#224; l'appui de ce choix ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se pose d'une part la question des ant&#233;c&#233;dents et de l'environnement familial des &#233;l&#232;ves : sont-ils tous aptes et dispos&#233;s &#224; recevoir un enseignement intellectuellement exigeant ? L'&#233;cole japonaise semble r&#233;pondre par l'affirmative. Ce faisant, elle parvient effectivement &#224; amener toute une classe d'&#226;ge &#224; une excellente ma&#238;trise des savoirs fondamentaux, comme en attestent inlassablement les &#233;valuations internationales. Mais cette forte conviction en &#171; l'&#233;galit&#233; d'ant&#233;c&#233;dents &#187; a &#233;t&#233; conquise historiquement au prix du d&#233;sint&#233;r&#234;t pour les enfants &#171; non aptes &#187; : hier, enfants handicap&#233;s victimes de l'eug&#233;nisme et de la rel&#233;gation dans l'&#233;ducation sp&#233;cialis&#233;e ; aujourd'hui, enfants d'immigr&#233;s, ou m&#234;me simplement de retour de l'&#233;tranger, &#224; qui tout dispositif de scolarisation sp&#233;cifique est refus&#233;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deuxi&#232;me question : celle de la p&#233;dagogie qu'on destinera &#224; l'ensemble d'une classe d'&#226;ge. Mais cette question ne doit-elle pas &#234;tre rapproch&#233;e de la premi&#232;re ? Face au constat que l'&#233;galit&#233; d'ant&#233;c&#233;dents est relative, limit&#233;e, le camp progressiste peut cependant d&#233;fendre une &#171; &#233;galit&#233; de traitement &#187; qui expose toute une classe d'&#226;ge &#224; une p&#233;dagogie uniforme, voire fortement uniformis&#233;e (manuels prescrits, le&#231;ons script&#233;es). Christian Galan plaide quant &#224; lui pour l'option inverse : convaincu qu'&#171; une p&#233;dagogie &#233;galitaire dans un monde d'in&#233;galit&#233;s ne peut qu'avoir des effets in&#233;galitaires &#187;, il d&#233;fend la prise en compte de la diversit&#233; individuelle, en &#233;cho aux recommandations de diff&#233;renciation p&#233;dagogique.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enfin, une chose est d'ouvrir &#224; tous la possibilit&#233; de conduire des &#233;tudes longues ; mais cette possibilit&#233; doit-elle devenir pour tous une r&#233;alit&#233; ? Que doit-il advenir, autrement dit, de la comp&#233;tition scolaire et sur le march&#233; du travail ? La soci&#233;t&#233; japonaise a fait le choix de la laisser intacte, et consid&#232;re de sa responsabilit&#233; d'y pr&#233;parer vigoureusement ses &#233;l&#232;ves par une id&#233;ologie &#171; moyenniste &#187;. Il s'agit de rappeler &#224; chacun qu'il doit se conformer, mais aussi se confronter &#224; ses voisins : le bachotage et la notation relative des performances sont la r&#232;gle ; des r&#232;glements scolaires tatillons vont jusqu'&#224; fixer la longueur des v&#234;tements et la coupe des cheveux. &#171; Capabiliste &#187;, son &#233;cole ne conduit ses &#233;l&#232;ves qu'&#224; un &#8211; certes tr&#232;s bon &#8211; niveau &#171; moyen &#187;, &#171; normal &#187;. La comp&#233;tition scolaire est externalis&#233;e dans les&lt;i&gt; juku&lt;/i&gt;, ces entreprises priv&#233;es disposant de toute latitude dans leurs programmes et le recrutement de leurs enseignants. Quant &#224; l'&#233;ducation obligatoire elle-m&#234;me, elle reste &#224; ce jour limit&#233;e &#224; l'&#233;cole &#233;l&#233;mentaire et au coll&#232;ge ; en dehors de ces deux niveaux, le secteur &#233;ducatif priv&#233; est largement d&#233;velopp&#233; &#8211; et co&#251;teux. La d&#233;fense de l'efficacit&#233; p&#233;dagogique pr&#233;sente-t-elle alors encore un int&#233;r&#234;t, puisque les plus faibles seront de toute fa&#231;on expos&#233;s &#224; la concurrence, &#224; des &#233;tudes on&#233;reuses, et au rendement d&#233;croissant de leurs dipl&#244;mes ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nourri par l'apport des enqu&#234;tes les plus r&#233;centes, l'ouvrage de Christian Galan donne &#224; r&#233;fl&#233;chir sur l'ensemble de ces points. S'il se fait le d&#233;fenseur d'options p&#233;dagogiques &#171; diff&#233;renciatrices &#187; avec lesquelles nous aurons l'occasion d'exprimer nos divergences, il livre aussi la d&#233;monstration du co&#251;t gigantesque du secteur priv&#233;, ce qui ne peut qu'inciter &#224; l'unification des parcours scolaires autour d'un enseignement public long. Trouver des mots d'ordres communs aux partisans de la d&#233;mocratisation s'av&#232;re d'autant plus pressant qu'au Japon comme ailleurs, le camp conservateur appara&#238;t tiraill&#233; entre un p&#244;le &#171; moyenniste &#187; et un p&#244;le n&#233;olib&#233;ral. Si ces deux p&#244;les se plient au principe de la mise en concurrence scolaire, les n&#233;olib&#233;raux peuvent parfaitement s'accommoder des mots d'ordre de prise en compte de l'individu et de diff&#233;renciation p&#233;dagogique chers aux progressistes. De son c&#244;t&#233;, le p&#244;le moyenniste, en normant les comportements, mais aussi la p&#233;dagogie, se pr&#233;sente volontiers comme le garant du rendement du syst&#232;me &#233;ducatif, en m&#234;me temps que&#8230; l'alli&#233; des &#233;l&#232;ves des milieux populaires : ne d&#233;fend-il pas une p&#233;dagogie efficace, seule &#224; m&#234;me de leur donner une chance dans la lutte des places ? Une r&#233;ponse progressiste n'abandonnant rien de son ambition de d&#233;mocratisation scolaire est donc &#224; l'ordre du jour.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L&#224; o&#249; les ouvrages des ann&#233;es 1980 s'en tenaient au constat &#8211; par ailleurs discutable &#8211; de l'&#233;galit&#233; sociale permise par le syst&#232;me &#233;ducatif japonais&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;C'est particuli&#232;rement William K. Cummings, Educational equality in Japan (&#8230;)&#034; id=&#034;nh1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, Christian Galan a pour ambition de mettre au jour les raisons de la croyance des familles japonaises en l'&#233;galit&#233; du syst&#232;me, en refusant pour cela toute explication culturaliste&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;L'auteur est professeur des universit&#233;s en langue et civilisation japonaises (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Il revendique ce faisant un point de vue ext&#233;rieur, rarement, voire jamais adopt&#233; dans les publications des chercheurs japonais. La premi&#232;re partie de l'ouvrage (chapitres 1 &#224; 4) analyse donc la mise en place de l'&#171; &#233;galitarisme &#187; scolaire &#8211; notion que nous allons bient&#244;t pr&#233;ciser &#8211; au mitan des ann&#233;es 1950, dans les esprits comme dans les pratiques p&#233;dagogiques. Mais la croyance des familles japonaises en l'&#233;galit&#233; s'est brusquement effondr&#233;e au tournant des ann&#233;es 1990-2000, au point que les jeunes Japonais d&#233;noncent aujourd'hui fr&#233;quemment la &#171; loterie parentale &#187; responsable de leur devenir scolaire. La deuxi&#232;me partie de l'ouvrage (chapitres 5 &#224; 7) se centre donc sur les &#233;volutions des derni&#232;res d&#233;cennies, et sur la visibilisation accrue des processus in&#233;galitaires.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pour mener cette d&#233;monstration ambitieuse, l'ouvrage s'appuie une riche documentation. L'auteur exploite notamment les statistiques du minist&#232;re de l'&#201;ducation japonais, caract&#233;ris&#233;es tant par la vari&#233;t&#233; de leurs objets que par leur niveau de d&#233;tail. Des tableaux statistiques sont reproduits, ainsi que quelques cartes. C. Galan s'appuie aussi sur divers rapports de recherche ou d'expertise. Enfin, il n'h&#233;site pas &#224; citer longuement des textes de loi, et parfois aussi d'autres chercheurs en &#233;ducation, essentiellement japonais&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Dans l'ouvrage, les titres japonais sont transcrits en r&#244;maji (en alphabet (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. L'auteur pr&#233;vient que l'ouvrage &#171; n'a sans doute ni commencement ni fin &#187;, parce qu'il repose sur &#171; diff&#233;rents travaux &#233;bauch&#233;s ou termin&#233;s (croyions-nous) et publi&#233;s durant ces vingt derni&#232;res ann&#233;es, [&#8230;] parfois modifi&#233;s apr&#232;s avoir &#233;t&#233; achev&#233;s ou repris [&#8230;], tant&#244;t verbatim tant&#244;t r&#233;&#233;crits en tout ou partie&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Les textes suivants constituent une premi&#232;re version de certains chapitres : (&#8230;)&#034; id=&#034;nh4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; &#187; (p. 45). Pour autant, soulignons d'embl&#233;e que les renvois entre chapitres sont nombreux, &#233;vitant les redites et facilitant le travail du lecteur qui souhaiterait se rem&#233;morer un &#233;l&#233;ment d&#233;j&#224; mentionn&#233;.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;Les piliers de l'&#233;galitarisme scolaire &#224; la japonaise&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Le premier chapitre aborde le r&#244;le des politiques et pens&#233;e eug&#233;nistes dans l'&#233;ducation de l'apr&#232;s-guerre. Avant m&#234;me l'adoption de la &#034;Loi de protection eug&#233;nique&#034; (&lt;i&gt;Y&#251;sei hogo h&#244;&lt;/i&gt;) de 1948, l'eug&#233;nisme est au programme des lyc&#233;es et des universit&#233;s, et le restera jusqu'aux directives de 1968-1970, appliqu&#233;es jusqu'en 1978. Les manuels de la mati&#232;re &#171; Sant&#233; et &#233;ducation physique &#187; comportent tous des contenus pro-eug&#233;niques. C'est avant tout le bien-&#234;tre social &#8211; plut&#244;t que, comme avant-guerre, la puret&#233; ethnique &#8211; qui est invoqu&#233; pour justifier les st&#233;rilisations forc&#233;es de personnes handicap&#233;es, y compris lorsqu'elles sont atteintes de maladies non g&#233;n&#233;tiques. Sous l'influence du courant &#233;tasunien des &lt;i&gt;reform eugenics&lt;/i&gt;, l'environnement devient &#224; cette &#233;poque une raison suffisante de pratiquer l'eug&#233;nisme. On veut permettre &#224; l'individu de se d&#233;velopper ; mais on assimile ce dernier &#224; ses &#171; capacit&#233;s &#187; (&lt;i&gt;n&#244;ryoku&lt;/i&gt;). &#171; L'enfant handicap&#233; n'ayant rien &#224; apporter aux autres, il ne peut donc se r&#233;aliser pleinement et, de fait, acc&#233;der lui-m&#234;me au bonheur &#187; (p. 61) : il est donc souhaitable qu'il ne naisse pas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Capabilisme, &#233;galit&#233; d'ant&#233;c&#233;dents, &#233;galit&#233; de traitement&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;C'est donc le &#171; &lt;strong&gt;capabilisme&lt;/strong&gt; &#187; &#8211; premier pilier de &#171; l'&#233;galitarisme &#187; &#224; la japonaise &#8211; qui s'&#233;tend tant au monde du travail qu'&#224; celui de l'&#233;ducation. Par ce n&#233;ologisme, l'auteur cherche &#224; traduire l'expression &#171; &lt;i&gt;n&#244;ryoku shugi&lt;/i&gt; &#187;, c'est-&#224;-dire &#171; principe des capacit&#233;s / comp&#233;tences &#187;. La traduction courante par &#171; m&#233;ritocratie &#187; rel&#232;ve en effet du contre-sens : comme l'&#233;crit Honda Yuki, professeure &#224; l'universit&#233; de T&#244;ky&#244;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Postface &#224; la traduction japonaise de Michael J. Sandel, The tyranny of (&#8230;)&#034; id=&#034;nh5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, &lt;i&gt;n&#244;ryoku&lt;/i&gt; (&#171; capacit&#233; &#187;, &#171; aptitude &#187;) renvoie aux qualit&#233;s inh&#233;rentes &#224; la personne consid&#233;r&#233;e&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Sur la notion d'aptitudes, voir sur ce site : Fabienne Andr&#233;, &#171; Apprendre. (&#8230;)&#034; id=&#034;nh6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; (l&#224; o&#249; m&#233;rite dans le sens de &#171; contribution, service rendu, accomplissement important &#187; correspond &#224; &lt;i&gt;k&#244;seki&lt;/i&gt;)&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#171; M&#233;ritocratie &#187; correspond plut&#244;t &#224; jitsuryoku shugi (&#171; syst&#232;me fond&#233; sur (&#8230;)&#034; id=&#034;nh7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Dans le monde du travail, &lt;i&gt;n&#244;ryoku shugi&lt;/i&gt; devient un mot d'ordre central dans le discours manag&#233;rial &#224; partir de la fin des ann&#233;es 1950 et du d&#233;but des ann&#233;es 1960, qui permet de remettre en cause le salaire &#224; l'anciennet&#233; ou bas&#233; sur le dipl&#244;me. Du c&#244;t&#233; de l'&#233;cole, un affrontement p&#233;dagogique a lieu. Pour les tenants du capabilisme, &#171; la priorit&#233; &#233;tait l'acquisition rapide et syst&#233;matique des capacit&#233;s li&#233;es &#224; la ma&#238;trise des diff&#233;rents savoirs ou savoir-faire &#233;num&#233;r&#233;s dans les programmes scolaires et/ou consid&#233;r&#233;s comme indispensables &#224; la vie en soci&#233;t&#233; &#187; (p. 64). &#192; l'image de l'influent linguiste Tokieda Motoki, ils d&#233;fendent une s&#233;paration nette entre &#233;cole et soci&#233;t&#233; : l'&#233;cole ne doit pas enseigner des connaissances extraites de la vie dans son ensemble, mais des connaissances fondamentales qui permettront ult&#233;rieurement de faire son chemin dans la vie. Leurs adversaires d&#233;fendent les p&#233;dagogies reposant sur le &#171; principe de l'exp&#233;rience &#187; (keiken shugi) et sur la &#171; nouvelle &#233;ducation &#187; (shinky&#244;iku), largement venues des &#201;tats-Unis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;D&#232;s 1955-1958, le minist&#232;re privil&#233;gie le capabilisme : il s'agira de se centrer sur la quantit&#233; et la rapidit&#233; de l'acquisition des comp&#233;tences et des connaissances au programme. La mesure par des outils num&#233;riques objectifs et normatifs devient alors cruciale : c'est l'essor du &lt;i&gt;hensachi&lt;/i&gt;, indice caract&#233;ristique de la philosophie du capabilisme, puisqu'il &#233;value le niveau de l'&#233;l&#232;ve non pour lui-m&#234;me, mais par rapport &#224; la moyenne de l'ensemble de sa cohorte&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb8&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Hensachi = [(r&#233;sultat de l'&#233;l&#232;ve - moyenne de la cohorte) / &#233;cart-type de la (&#8230;)&#034; id=&#034;nh8&#034;&gt;8&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Per&#231;u comme objectif, le hensachi des admis est affich&#233; publiquement par les lyc&#233;es et universit&#233;s pour permettre d'&#233;valuer la difficult&#233; de leur concours.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L'eug&#233;nisme fonctionne donc comme garant, en amont, de la &#171; normalit&#233; &#187; de tous les &#233;l&#232;ves, puisqu'il garantit que le handicap n'entre pas dans l'&#233;cole : c'est ce que C. Galan nomme &#171; &lt;strong&gt;&#233;galit&#233; d'ant&#233;c&#233;dents&lt;/strong&gt; &#187;, second pilier de l'&#233;galitarisme scolaire japonais. Or, comme l'affirme la Constitution de 1947 : &#171; Chacun a le droit de recevoir une &#233;ducation &#233;gale correspondant &#224; ses capacit&#233;s &#187;. L'&#233;galit&#233; d'ant&#233;c&#233;dents rend donc possible la conviction largement partag&#233;e &#8211; y compris par les enseignants &#8211; que tous les enfants ont la capacit&#233; d'&#233;tudier efficacement et d'assimiler parfaitement les programmes. Cette conviction d&#233;bouche sur le troisi&#232;me pilier de l'&#233;galitarisme japonais, que l'auteur appelle &#171; &lt;strong&gt;&#233;galit&#233; de traitement &lt;/strong&gt; &#187;, soit une uniformisation particuli&#232;rement stricte des pratiques p&#233;dagogiques des enseignants&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb9&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;La caract&#233;risation de ces pratiques p&#233;dagogiques n'est pas au c&#339;ur de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh9&#034;&gt;9&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; : les directives officielles ont force de loi ; tous les manuels doivent s'y conformer, et sont valid&#233;s par le minist&#232;re ; le redoublement comme le saut de classe, attentatoires &#224; l'&#233;galit&#233;, sont interdits&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb10&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;L'&#233;galit&#233; de traitement entra&#238;ne aussi des cons&#233;quences sur les modes (&#8230;)&#034; id=&#034;nh10&#034;&gt;10&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Inversement, les enseignants se refusent &#224; signaler les enfants &#171; diff&#233;rents &#187; ou &#171; &#224; probl&#232;me &#187; : il n'existait pas de psychologues scolaires jusqu'au milieu des ann&#233;es 2000. Cons&#233;quence : les diff&#233;rences qui apparaissent entre &#233;l&#232;ves ne peuvent &#234;tre que le fruit des effets de l'environnement sur les enfants &#8211; et donc principalement des efforts individuels fournis, et de l'action, directe ou indirecte, des parents. La d&#233;monstration de l'auteur est s&#233;duisante ; notons tout de m&#234;me que la seconde partie du chapitre constitue la partie la plus sp&#233;culative de l'ouvrage, et qu'un &#233;tayage empirique un peu plus solide aurait peut-&#234;tre &#233;t&#233; n&#233;cessaire, pour d&#233;montrer l'influence de l'eug&#233;nisme sur l'enseignement &#171; normal &#187;, au-del&#224; de la seule &#233;ducation sp&#233;cialis&#233;e&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb11&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;L'auteur pr&#233;cise lui-m&#234;me (p. 45) qu'il n'avait jamais envisag&#233; le lien (&#8230;)&#034; id=&#034;nh11&#034;&gt;11&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;L'&#233;galit&#233; d'acc&#232;s&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le deuxi&#232;me chapitre pr&#233;cise la bascule qui s'est faite entre l'imm&#233;diat apr&#232;s-guerre et la fin des ann&#233;es 1950, qui a vu la mise en place de l'&#233;galitarisme. Imm&#233;diatement apr&#232;s la d&#233;faite, le minist&#232;re de l'&#201;ducation promeut l'instruction des &#233;l&#232;ves en tant qu'individus, dans le but de soutenir la paix et la d&#233;mocratie. Dans son allocution du Nouvel An 1946, l'empereur ravive les r&#234;ves p&#233;dagogiques humanistes du d&#233;but de l'&#232;re Meiji, qui avaient &#233;t&#233; neutralis&#233;s avec le Rescrit imp&#233;rial sur l'&#233;ducation de 1886. Cette direction p&#233;dagogique p&#232;se sur la Loi fondamentale sur l'&#233;ducation du 31 mars 1947, li&#233;e &#224; la Constitution vot&#233;e le 3 novembre 1946. La Loi sur l'&#233;ducation scolaire, vot&#233;e le m&#234;me jour, cr&#233;e un nouveau syst&#232;me &#171; 6-3-3-4 &#187;, correspondant respectivement &#224; la dur&#233;e de l'&#233;cole &#233;l&#233;mentaire, du coll&#232;ge, du lyc&#233;e et de l'universit&#233;. L'&#233;ducation obligatoire (&lt;i&gt;gimu ky&#244;iku&lt;/i&gt;), avec ses manuels scolaires gratuits, concernera d&#233;sormais aussi le coll&#232;ge, passant donc de six &#224; neuf ans. D&#232;s la r&#233;ouverture de ce nouveau coll&#232;ge unique, il est fr&#233;quent&#233; par 99 % d'une classe d'&#226;ge, permettant ce que l'auteur appelle &#171; &lt;strong&gt;l'&#233;galit&#233; d'acc&#232;s &lt;/strong&gt; &#187; &#224; l'institution scolaire&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb12&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#201;galit&#233; d'acc&#232;s dont demeurent donc exclus les &#233;l&#232;ves en situation de (&#8230;)&#034; id=&#034;nh12&#034;&gt;12&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. En &#233;cho aux p&#233;dagogues de l'&#232;re Taish&#244; (1912-1926), la loi accorde par ailleurs une totale autonomie aux enseignants sur le plan p&#233;dagogique. Elle permet une forte d&#233;centralisation de l'autorit&#233; &#233;ducative, via les comit&#233;s d'&#233;ducation (&lt;i&gt;ky&#244;iku iinkai&lt;/i&gt;) impos&#233;s par l'occupant &#233;tasunien, et &#233;lus par la population (loi de juillet 1948). M&#234;me les emplois du temps quotidien et hebdomadaire pourront &#234;tre adapt&#233;s aux r&#233;alit&#233;s locales. Le progressisme p&#233;dagogique culmine avec les programmes du 10 juillet 1951, &#171; directives [&#8230;] sans doute les plus r&#233;volutionnaires et les plus progressistes que le Japon [ait] jamais connues &#187; (p. 97)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais l'occupant &#233;tasunien craint que le pays ne suive la Chine et ne bascule dans le communisme. Des &#171; purges rouges &#187; ont lieu d&#232;s 1949 ; avec le recouvrement de la souverainet&#233; en avril 1952, les autorit&#233;s nationales souhaitent retrouver le contr&#244;le sur le monde &#233;ducatif. En 1958, les programmes sont r&#233;form&#233;s et reviennent &#224; l'organisation p&#233;dagogique d'avant-guerre : les programmes horaires sont fix&#233;s &#224; l'unit&#233; pr&#232;s, l'autonomie p&#233;dagogique est abandonn&#233;e, les contenus et m&#233;thodes sont centralis&#233;s. Les comit&#233;s d'&#233;ducation ne sont plus &#233;lus, mais nomm&#233;s par les autorit&#233;s locales. La r&#233;forme est soutenue par le patronat, qui y voit un levier du d&#233;veloppement &#233;conomique. Mais le minist&#232;re se revendique aussi explicitement de l'&#233;galit&#233; : seul un syst&#232;me centralis&#233; sera &#224; m&#234;me de permettre &#224; tous de b&#233;n&#233;ficier de conditions d'enseignement identiques.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le point de vue de l'auteur sur cette &#233;volution est clairement n&#233;gatif : on s'est centr&#233; sur les &#233;galit&#233;s d'acc&#232;s et de traitement (&#171; tous les enfants acc&#232;dent &#224; l'&#233;ducation obligatoire et re&#231;oivent exactement la m&#234;me chose &#187; (p. 105)), ce qui constituerait une &#171; compr&#233;hension biais&#233;e du principe d'&#233;galit&#233; inscrit dans la Constitution et dans la Loi fondamentale sur l'&#233;ducation &#187; (p. 65). C'est l'objectif d'&#171; &#233;galit&#233; des chances de r&#233;ussite &#187; qui a &#233;t&#233; abandonn&#233;, c'est-&#224;-dire de &#171; donner diff&#233;remment &#224; chacun en fonction de ce qu'il est et de ses besoins r&#233;els pour lui permettre de r&#233;ussir aussi bien que tous les autres &#187; (p. 105), ou encore, dans les mots de Horio Teruhisa &#8211; sp&#233;cialiste du syst&#232;me &#233;ducatif japonais et d&#233;fenseur des droits de l'enfant, cit&#233; &#224; plusieurs reprises &#8211;, de &#171; faire &#233;merger l'individualit&#233; de chaque enfant de mani&#232;re &#233;galitaire et sans discrimination &#187; (cit&#233; p. 36). L'auteur estime que la gauche p&#233;dagogique japonaise a &#233;t&#233; mise en porte-&#224;-faux par le minist&#232;re, ne parvenant pas &#224; trancher entre l'&#233;galit&#233; et la prise en compte des particularit&#233;s de chacun (pp. 110-&#8288;111).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alors que le Parti lib&#233;ral-d&#233;mocrate (PLD) est rest&#233; au pouvoir de mani&#232;re quasi ininterrompue depuis l'apr&#232;s-guerre, il op&#232;re une nette rupture avec l'&#233;galitarisme en 2006, avec la r&#233;forme de la &lt;i&gt;Loi fondamentale sur l'&#233;ducation&lt;/i&gt;. &#171; La nouvelle loi n'impose rien en elle-m&#234;me, elle rend juste possible ce qui, avant, ne l'&#233;tait pas &#187; (p. 114) : la part des collectivit&#233;s locales dans le financement de l'&#233;ducation s'accro&#238;t, tandis qu'on soutient le secteur &#233;ducatif priv&#233;. En ce qui concerne les contenus, les collectivit&#233;s ont d&#233;sormais des pr&#233;rogatives &#233;quivalentes &#224; l'&#201;tat &#8211; une premi&#232;re depuis le d&#233;but de l'&#232;re Meiji. On va jusqu'&#224; supprimer la mention de la dur&#233;e de l'&#233;ducation obligatoire (&#171; de neuf ans &#187;), et celle&#8230; de la mixit&#233; filles-gar&#231;ons ; officiellement, car celle-ci serait d&#233;j&#224; atteinte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Le &#034;moyennisme&#034;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#201;galit&#233; d'ant&#233;c&#233;dents, &#233;galit&#233; d'acc&#232;s, capabilisme et &#233;galit&#233; de traitement : quatre piliers de l'&#233;galitarisme scolaire &#224; la japonaise ont d&#233;j&#224; &#233;t&#233; pr&#233;sent&#233;s. Le &#171; &lt;strong&gt;moyennisme&lt;/strong&gt; &#187; &#8211; terme repris &#224; Karl Polanyi (&lt;i&gt;averagism&lt;/i&gt;) &#8211; est le dernier, d&#233;crit dans le quatri&#232;me chapitre. Pour Polanyi, le moyennisme d&#233;signait la survalorisation de la moyenne comme norme sociale de r&#233;f&#233;rence dans la soci&#233;t&#233; &#233;tasunienne ; mais au Japon, c'est l'&#233;cole elle-m&#234;me qui impose &#224; l'individu de devenir &#171; moyen &#187;, &#171; normal &#187;. Le moyennisme pr&#233;sente un aspect proprement p&#233;dagogique (avec l'exemple du hensachi que nous avons vu), mais aussi un versant comportemental. C'est ainsi qu'il faut comprendre l'existence des &#171; r&#232;glements scolaires abusifs &#187; : leur durcissement se met en place dans les ann&#233;es 1960, en r&#233;ponse &#224; la contestation sociale. L'uniforme devient alors la norme dans la quasi-totalit&#233; des coll&#232;ges et lyc&#233;es. Les &#233;l&#232;ves rusant avec la contrainte, les institutions scolaires produisent de nouveaux r&#232;glements qui font fr&#233;mir : on mesure la longueur des v&#234;tements des &#233;l&#232;ves &#224; l'entr&#233;e, m&#232;tre ruban &#224; l'appui, quand on ne v&#233;rifie pas la couleur des sous-v&#234;tements des coll&#233;giennes ; les &#233;l&#232;ves aux cheveux naturellement fris&#233;s doivent pr&#233;senter un certificat&#8230; &#192; la surench&#232;re des ann&#233;es 1980 r&#233;pondront les d&#233;nonciations des ann&#233;es 2010, aux r&#233;sultats mitig&#233;s. Les politiques nationalistes &#233;pousent volontiers ce moyennisme comportemental, exigeant de l'&#233;cole qu'elle produise de &#171; vrais Japonais &#187;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Autre mal de l'&#233;cole japonaise, le refus d'aller &#224; l'&#233;cole (fut&#244;k&#244;). Le minist&#232;re mesure les absences sup&#233;rieures &#224; 50 jours d&#232;s 1966 ; elles d&#233;croissent jusqu'au d&#233;but des ann&#233;es 1970, puis r&#233;augmentent, atteignant 11,8 &#233;l&#232;ves pour mille en 2022 et 31,7 &#8240; (17 &#8240; en &#233;l&#233;mentaire et 59,8 &#8240; au coll&#232;ge) en 2022 &#8211; leur plus haut niveau jamais atteint. Si dans les ann&#233;es 1950-1960, l'appr&#233;hension de ce probl&#232;me public est d'abord &#233;conomique (travail des enfants), sociale (orphelins&#8230;) et m&#233;dicale (mauvaise sant&#233;), elle se fait ensuite clinique et psychologique. Mais dans les ann&#233;es 1970, le refus scolaire entre en contradiction avec l'obligation japonaise de fr&#233;quentation scolaire (&lt;i&gt;gimu sh&#251;gaku&lt;/i&gt;) &#8211; caract&#233;ristique du moyennisme &#8211;, alors que le taux de scolarisation au lyc&#233;e d&#233;passe d&#233;sormais les 90 % d'une classe d'&#226;ge. P&#233;dagogues et sociologues s'emparent alors du probl&#232;me : d&#232;s 1990, un rapport affirme que &#171; le refus d'aller &#224; l'&#233;cole peut concerner n'importe quel enfant &#187;. On accepte finalement de remettre en cause l'obligation de fr&#233;quentation d'un &#233;tablissement scolaire : reconnaissant que les causes du refus scolaire sont internes &#224; l'&#233;cole, on tord l'&#233;galit&#233; de traitement en multipliant les adaptations pour les &#233;l&#232;ves concern&#233;s (adaptation de la fr&#233;quentation scolaire, des programmes&#8230;, et m&#234;me classes adapt&#233;es). Bref : &#171; l'&#233;cole japonaise, mise en place pour former sur un m&#234;me mod&#232;le des Japonais &#171; moyens &#187; et de futurs adultes id&#233;aux, n'a jamais &#233;t&#233; pens&#233;e ni organis&#233;e pour fonctionner diff&#233;remment, rejetant ou externalisant tout ce qui d&#233;roge aux attentes pour lesquelles elle a &#233;t&#233; con&#231;ue &#187; (p. 264)&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb13&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;De m&#234;me, les dispositifs sp&#233;cifiques qui permettraient de scolariser les (&#8230;)&#034; id=&#034;nh13&#034;&gt;13&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Le moyennisme discr&#233;dite la comp&#233;tition, mais aussi la diff&#233;rence au sein de l'institution. Le chapitre se cl&#244;t sur le cas extr&#234;me de &#171; l'affaire Sakakibara &#187;, nom qu'avait choisi pour lui-m&#234;me un coll&#233;gien de K&#244;be apr&#232;s avoir agress&#233; et tu&#233; plusieurs enfants plus jeunes en 1997. Dans sa lettre adress&#233;e &#224; un journal, il disait se venger de &#171; l'&#233;ducation obligatoire &#187; et de &#171; la soci&#233;t&#233; &#187; qui l'avait mise en place, puisqu'elle avait fait de lui un &#171; &#234;tre transparent &#187; qui &#171; n'existe pas &#187;. Le chapitre est saisissant, et justifie parfaitement le choix de prendre pour objet l'&#233;galitarisme nippon lui-m&#234;me : il est clair que celui-ci ne se limite pas &#224; &#171; l'&#233;galit&#233; de traitement &#187; p&#233;dagogique stricto sensu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Les &#034;juku&#034;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Autre &#171; r&#233;ponse pragmatique et &#233;conomique du &#171; r&#233;el &#187; &#224; l'&#233;galitarisme &#233;ducatif &#187; (p. 172) : les &lt;i&gt;juku&lt;/i&gt;, pr&#233;sent&#233;s &#224; la fin du troisi&#232;me chapitre. Il s'agit d'entreprises &#224; but lucratif relevant, non du minist&#232;re de l'&#201;ducation (&lt;i&gt;Monbukagakush&#244;&lt;/i&gt;), mais de celui de l'&#201;conomie, du Commerce et de l'Industrie (&lt;i&gt;Keizaisangy&#244;sh&#244;&lt;/i&gt;). Certains proposent des activit&#233;s extrascolaires, mais ce sont les juku scolaires (&lt;i&gt;gakush&#251; juku&lt;/i&gt;) qui int&#233;ressent l'auteur. Ils jouissent d'une totale libert&#233; sur leurs programmes et leurs pratiques p&#233;dagogiques, ainsi que sur le recrutement et le paiement de leurs enseignants. Ils se d&#233;clinent en deux sortes : les &#171; juku pr&#233;paratoires aux concours &#187; ou &#171; pour aller de l'avant &#187; (&lt;i&gt;shingaku juku&lt;/i&gt;) &#8211; avec &#224; l'extr&#234;me les yobik&#244; pr&#233;parant aux concours d'entr&#233;e &#224; l'universit&#233; &#8211;, et les &#171; juku de soutien et de rattrapage &#187; (&lt;i&gt;hosh&#251; juku&lt;/i&gt;), dont la version limite sont les &#171; juku d'aide aux d&#233;crocheurs &#187; (&lt;i&gt;ochikobore ky&#251;sai juku&lt;/i&gt;). L'&#233;volution de leur fr&#233;quentation est difficile &#224; saisir statistiquement. Les enqu&#234;tes du minist&#232;re de l'&#201;ducation indiquent qu'entre 1976 et 2007, on serait pass&#233; de 12 % &#224; 25,9 % d'&#233;coliers en fr&#233;quentant, tandis que les coll&#233;giens seraient pass&#233;s de 38 % &#224; 53,5 % &#8211; ces proportions croissant du d&#233;but de l'&#233;l&#233;mentaire &#224; la fin du coll&#232;ge. Cette hausse s'explique certes par la chute de la natalit&#233; &#8211; qui permet de d&#233;penser plus d'argent par enfant &#8211;, mais aussi par l'abaissement de l'&#226;ge d'entr&#233;e dans la comp&#233;tition scolaire : ceux qui en ont les moyens ne visent d&#233;sormais plus l'entr&#233;e dans un bon lyc&#233;e, mais dans un bon coll&#232;ge.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;C. Galan pr&#233;sente ensuite une enqu&#234;te de 1995 sur 1 813 &#233;l&#232;ves de cinqui&#232;me et sixi&#232;me ann&#233;es d'&#233;l&#233;mentaire&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb14&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Fukaya Masashi, Dobashi Minoru et Saegusa Keiko, &#171; Gakush&#251; juku &#187;, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh14&#034;&gt;14&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; : un tiers fr&#233;quente un juku &#171; pour aller de l'avant &#187;, un cinqui&#232;me un juku de soutien, 27 % un juku mixte, et moins d'un sur cinq un autre type de juku scolaire. Le taux de fr&#233;quentation augmente en fonction des r&#233;sultats des &#233;l&#232;ves, et ceux qui en tirent le plus grand b&#233;n&#233;fice semblent &#234;tre les &#233;l&#232;ves d&#233;j&#224; performants. Ayant r&#233;parti les &#233;l&#232;ves en cinq groupes de niveau, les auteurs montrent que le recrutement des juku &#171; pour aller de l'avant &#187; se fait essentiellement parmi les &#233;l&#232;ves tr&#232;s bons ou bons (62,4 % du public), l&#224; o&#249; celui des juku &#171; de soutien &#187; concerne en priorit&#233; les &#233;l&#232;ves bons et moyens (68,4 % du public). M&#234;me dans ces derniers, les &#233;l&#232;ves faibles ou en difficult&#233; ne repr&#233;sentaient pas plus du quart du public. La derni&#232;re enqu&#234;te minist&#233;rielle sur les juku, men&#233;e en 2007 aupr&#232;s de plusieurs dizaines de milliers d'&#233;coliers et coll&#233;giens et de leurs parents, confirme que seuls 10 % des &#233;coliers et 20 % des coll&#233;giens concern&#233;s indiquent fr&#233;quenter un juku pour combler un retard dans les apprentissages ; la grande majorit&#233; y pr&#233;pare ses devoirs, prend de l'avance, ou pr&#233;pare l'entr&#233;e au lyc&#233;e. Les familles faisant le choix du priv&#233; d&#232;s l'&#233;l&#233;mentaire investissent alors fortement dans les juku pour viser l'entr&#233;e dans un coll&#232;ge priv&#233; r&#233;put&#233;, l&#224; o&#249; les parents restant dans le public diff&#232;rent ces d&#233;penses au coll&#232;ge, visant le meilleur lyc&#233;e possible (fig. 14, p. 199).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L'auteur insiste sur la double utilisation des juku &#8211; bachotage, mais aussi soutien scolaire (p. 179). Son interpr&#233;tation est que les juku constituent &#171; la r&#233;ponse du r&#233;el &#224; un &#233;galitarisme si peu en prise avec la r&#233;alit&#233; et les int&#233;r&#234;ts des familles et des individus &#187; (p. 172), qui r&#233;duit tous les enfants &#171; &#224; un &#233;l&#232;ve-apprenant unique [&#8230;] sans singularit&#233;&#183;s &#187; (p. 207). Il me semble pourtant que les statistiques fournies invalident la sym&#233;trie sugg&#233;r&#233;e par C. Galan : les juku profitent avant tout aux meilleurs &#233;l&#232;ves et aux familles les plus ambitieuses et les plus fortun&#233;es. Je rejoindrai donc bien davantage l'auteur quand il &#233;crit que l'objectif de l'&#233;galitarisme est &#171; d'une part, de socialiser tous les individus sur un m&#234;me mod&#232;le et, d'autre part, de &lt;i&gt;doublement externaliser la comp&#233;tition scolaire&lt;/i&gt; en dehors des murs de l'&#233;cole et en dehors du budget de l'&#201;tat &#187;, &#224; travers les juku (p. 208, je souligne). On y reviendra dans la conclusion de ce compte-rendu.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;L'effondrement de la croyance en l'&#233;galitarisme, effet de la crise &#233;conomique et du d&#233;mant&#232;lement n&#233;olib&#233;ral&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;On l'aura compris : &#171; la coh&#233;rence du syst&#232;me &#233;tait tr&#232;s forte &#187; (p. 516). Comment alors expliquer le brusque effondrement de la croyance des familles dans l'&#233;galitarisme ? C. Galan pointe vers deux faisceaux de causes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Croissance et crise &#233;conomique&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le premier tient &#224; la situation &#233;conomique du pays (d&#233;crite notamment &#224; la fin du chapitre 5) : si l'&#233;cole japonaise n'&#233;tait pas &#171; &#233;galitaire &#187; dans la seconde moiti&#233; du XXe si&#232;cle &#8211; au sens o&#249;, comme dans les autres pays capitalistes, il existait en v&#233;rit&#233; une forte corr&#233;lation entre la position sociale occup&#233;e par l'individu et son milieu social d'origine &#8211;, du moins une solide croissance &#233;conomique garantissait-elle aux parents qu'ils verraient les revenus et le confort de leurs enfants s'am&#233;liorer, m&#234;me lorsque ceux-ci n'entraient pas &#224; l'universit&#233;. &#171; Se trouvait ainsi valid&#233;e l'id&#233;e selon laquelle le syst&#232;me &#233;tait vraiment &#233;galitaire et m&#233;ritocratique du fait que tous pouvaient s'&#233;lever socialement en fonction des effort fournis par chacun et par sa famille. &#187; (p. 394) La crise &#233;conomique du d&#233;but des ann&#233;es 1990 a mis un terme &#224; cet espoir : la perception est vive d&#233;sormais que seul l'acc&#232;s aux universit&#233;s les plus prestigieuses garantit la r&#233;ussite. Or celui-ci est, comme on va le voir, tr&#232;s directement li&#233; au capital &#233;conomique des familles&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb15&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;La conclusion du cinqui&#232;me chapitre (pp. 392-&#8288;395) r&#233;sume particuli&#232;rement (&#8230;)&#034; id=&#034;nh15&#034;&gt;15&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Mise en cause de l'&#233;galitarisme&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Voil&#224; pour la fin de la croyance en l'&#233;galitarisme, et sans doute particuli&#232;rement, pr&#233;ciserais-je, de la croyance dans le &#171; principe des aptitudes &#187; (&lt;i&gt;n&#244;ryoku shugi&lt;/i&gt;) qui rend les efforts individuels de l'&#233;l&#232;ve et de ses parents comptables de son destin. Mais d'autre part &#8211; et c'est le deuxi&#232;me faisceau de causes &#8211;, c'est aussi cet &#233;galitarisme lui-m&#234;me dont les piliers constitutifs sont effectivement, r&#233;ellement d&#233;mantel&#233;s par les gouvernements successifs du PLD. S'il fallait pr&#233;ciser, je sugg&#233;rerais que ce sont avant tout les attaques contre l'&#171; &#233;galit&#233; de traitement &#187;, et avant tout dans le versant le moins directement p&#233;dagogique de celle-ci &#8211; concernant donc l'orientation des flux d'&#233;l&#232;ves et les institutions scolaires qui les prennent en charge &#8211; que documente C. Galan. On y reviendra &#233;galement &#224; la fin de ce compte-rendu&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb16&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Afin de ne pas trop allonger ce compte-rendu, on s'est concentr&#233; sur les (&#8230;)&#034; id=&#034;nh16&#034;&gt;16&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#192; quand dater la fin du soutien du PLD &#224; l'&#233;galitarisme, et sa conversion au n&#233;olib&#233;ralisme ? Si le mandat comme premier ministre de Nakasone Yasuhiro (1982-1987) est marqu&#233; par des espoirs r&#233;formateurs, l'auteur documente son &#233;chec, principalement d&#251; &#224; l'attachement du minist&#232;re de l'&#201;ducation au centralisme. Le bref mandat d'Obuchi Keiz&#244;, de juillet 1998 &#224; son soudain d&#233;c&#232;s en avril 2000, imprime en revanche le mouvement pour les d&#233;cennies qui suivent : en plus de lancer l'objectif de r&#233;duire le nombre de fonctionnaires d'un quart en dix ans, il voit la publication du rapport de la Commission &#171; Vision pour le Japon au XXIe si&#232;cle &#187;. Il s'agit d'ouvrir au march&#233; une part toujours plus grande du syst&#232;me &#233;ducatif japonais ; il faut cesser de consid&#233;rer que chaque individu a un &#171; droit &#224; l'&#233;ducation &#187;. Il a au contraire envers l'&#201;tat un &#171; devoir d'&#233;ducation &#187;, du m&#234;me ordre que&#8230; le paiement de ses imp&#244;ts, et le respect de la loi.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Les co&#251;ts de l'&#233;ducation&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le cinqui&#232;me chapitre est centr&#233; sur le co&#251;t de l'&#233;ducation pour les familles, dans un contexte o&#249; l'investissement public dans l'&#233;ducation tourne autour des 3,5 % du PIB depuis le d&#233;but des ann&#233;es 1990 &#8211; tr&#232;s en de&#231;&#224; de tous les autres pays du G7, mais aussi de la Cor&#233;e du Sud et de l'Inde (fig. nos 70-&#8288;71, pp. 376-&#8288;377). La p&#233;riode voit une forte chute du revenu des m&#233;nages : le revenu moyen est tomb&#233; de 51 150 &#8364; en 1993 &#224; 40 730 &#8364; en 2013, le revenu m&#233;dian chutant de 42 350 &#8364; en 1995 &#224; 33 110 &#8364; en 2021. La part des m&#233;nages disposant de tr&#232;s hauts revenus est &#233;galement en baisse : on passe de 5,1 % de m&#233;nages gagnant plus de 15 millions de yens (115 500 &#8364;) en 1995 &#224; &#224; 3,6 % en 2021.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Or, sur la m&#234;me p&#233;riode, les co&#251;ts de l'&#233;ducation n'ont cess&#233; d'augmenter. Certes, au niveau de l'&#233;ducation obligatoire (&#233;l&#233;mentaire et coll&#232;ge), la Loi fondamentale sur l'&#233;ducation de 1947 interdit les &#171; frais de cours &#187; (&lt;i&gt;jugy&#244;-ry&#244;&lt;/i&gt;) dans les &#233;tablissements publics (g&#233;r&#233;s par les collectivit&#233;s locales) ainsi que dans les rares &#233;tablissements nationaux (directement g&#233;r&#233;s par l'&#201;tat). Une kyrielle d'autres frais est n&#233;anmoins exigible : frais &#171; de cotisations scolaires &#187; pour les d&#233;penses courantes de la classe, de &#171; livres, fournitures scolaires et consommables &#187;, de d&#233;placement&#8230; Et cet encadrement, d&#233;j&#224; incomplet, est inexistant dans le secteur priv&#233; : si ce dernier reste faiblement d&#233;velopp&#233; au niveau de l'&#233;ducation obligatoire &#8211; scolarisant 1,3 % des &#233;coliers et 7,7 % des coll&#233;giens en 2021 &#8211;, il prend en charge la quasi-totalit&#233; des enfants du pr&#233;-&#233;l&#233;mentaire (87,2%), un gros tiers des lyc&#233;ens (34,4%) et les trois quarts des &#233;tudiants (76%). Les familles japonaises ont le privil&#232;ge douteux de payer de leur poche 48 % des d&#233;penses &#233;ducatives en pr&#233;-&#233;l&#233;mentaire &#8211; presque le triple de la moyenne de l'OCDE &#8211;, et 64,5 % dans l'enseignement sup&#233;rieur. Seules l'Angleterre et la Colombie font pire &#224; ce dernier niveau (rapport OCDE 2021).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Au pr&#233;-&#233;l&#233;mentaire existent deux grands types d'institutions. Accueillant historiquement les enfants des basses classes, les &#171; cr&#232;ches &#233;ducatives &#187; (&lt;i&gt;hoikujo&lt;/i&gt;) d&#233;pendent du minist&#232;re de la Sant&#233; et du Travail, et emploient des &#233;ducateurs ou pu&#233;riculteurs qui prennent en charge les enfants d&#232;s leur naissance. Les &#171; jardins d'enfants &#187; (&lt;i&gt;y&#244;chien&lt;/i&gt;) pr&#233;sentent, eux, une dimension scolaire plus marqu&#233;e : ils rel&#232;vent du minist&#232;re de l'&#201;ducation, ont des programmes nationaux coh&#233;rents avec ceux des &#233;coles &#233;l&#233;mentaires, et ne scolarisent les enfants qu'entre trois et six ans, en premi&#232;re partie de journ&#233;e. Malgr&#233; d'importantes mesures de gratuit&#233; prises en 2019, les d&#233;penses &#233;ducatives s'&#233;levaient encore &#224; 1 269 &#8364; par enfant et par an dans le priv&#233; en 2021, auxquels s'ajoutaient 1 110 &#8364; de d&#233;penses &#233;ducatives extrascolaires (juku notamment). Pour une ann&#233;e &#224; l'&#233;cole &#233;l&#233;mentaire publique &#171; gratuite &#187;, il fallait encore compter en 2021 pas moins de 2 700 &#8364;, que les parents compl&#233;taient par 1 907 &#8364; de d&#233;penses extrascolaires. Au coll&#232;ge (1 310 &#8364; par an dans le public), les d&#233;penses extrascolaires s'&#233;galisent entre parents du public et du priv&#233; (&#224; un peu plus de&#8230; 2 800 &#8364; annuels) : les seconds ont en effet d&#233;j&#224; assur&#233; &#224; leur prog&#233;niture un parcours de r&#233;ussite, quand les premiers augmentent leurs efforts en esp&#233;rant l'entr&#233;e dans un bon lyc&#233;e. Au lyc&#233;e en revanche, les jeux sont largement faits, et la culture populaire (le manga &lt;i&gt;Great teacher Onizuka&lt;/i&gt; (1997-2002), par exemple) se fait l'&#233;cho de deux r&#233;alit&#233;s scolaires distinctes : l&#224; o&#249; les &#233;l&#232;ves des lyc&#233;es les plus prestigieux poursuivent leur bachotage intensif, le temps d'&#233;tude des autres chute fortement. La diff&#233;rence de recrutement entre public et priv&#233; se joue au milieu de la distribution : les lyc&#233;es priv&#233;s sont moins nombreux que le public (16 % contre 24 %) &#224; recruter des lyc&#233;ens dont le hensachi moyen est compris entre 45 et 49, mais un peu plus nombreux (15 % contre 13 %) avec un hensachi moyen compris entre 50 et 54 (fig. 50, p. 319). Les rares lyc&#233;es nationaux sont prestigieux, et recrutent (tr&#232;s) haut dans la distribution. La situation des universit&#233;s, enfin, est paradoxale : alors que depuis 2018, le nombre de places est sup&#233;rieur au nombre de jeunes de 18 ans dans l'archipel, en 2022 seuls 60,4 % des jeunes s'y inscrivent (p. 328). Le co&#251;t est un obstacle dirimant, pouvant atteindre trente &#224; quarante mille euros pour une scolarit&#233; en quatre ans dans une universit&#233; priv&#233;e. La lecture de ce chapitre &#8211; le plus long de l'ouvrage &#8211; est globalement assez fastidieuse ; les premi&#232;res sections encha&#238;nent les listes de frais et de calculs. Il aurait mieux valu commencer par les derni&#232;res sections, pr&#233;sentant globalement la situation (comme on l'a fait dans ce compte-rendu), puis pr&#233;senter le co&#251;t &#224; chaque niveau des scolarit&#233;s de mani&#232;re plus synth&#233;tique.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;&#201;tablissements du centre, &#233;tablissements des p&#233;riph&#233;ries&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le sixi&#232;me chapitre propose une analyse du syst&#232;me &#233;ducatif japonais &#224; l'aide d'un mod&#232;le &#171; centre-p&#233;riph&#233;ries &#187;, analyse rarement entreprise si on en croit l'auteur. On n'est pas certain de bien saisir la perspective en question, puisque les caract&#233;ristiques d'un mod&#232;le centre-p&#233;riph&#233;ries ne sont jamais d&#233;taill&#233;es ; &#224; la lecture, on comprend qu'il s'agit d'in&#233;galit&#233;s territoriales, essentiellement entre d&#233;partements&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb17&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Le Japon compte 47 unit&#233;s administratives, dont 43 ont le statut de ken (&#8230;)&#034; id=&#034;nh17&#034;&gt;17&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, mais aussi &#224; l'&#233;chelle de quelques grandes m&#233;tropoles. L'auteur propose une comparaison des r&#233;sultats scolaires entre d&#233;partements, sur la base des &#233;valuations nationales que le minist&#232;re a mises en place en 2007 pour soutenir le syst&#232;me du &#171; choix de l'&#233;cole &#187;. Les &#233;l&#232;ves du secteur public sont &#233;valu&#233;s en japonais et math&#233;matiques en fin d'&#233;l&#233;mentaire et de coll&#232;ge, ainsi que, pour les seuls coll&#233;giens, en anglais. En 2019, les d&#233;partements les plus performants en fin d'&#233;l&#233;mentaire &#8211; Akita, Ishikawa, Fukui&#8230; et m&#234;me Okinawa, en sixi&#232;me position &#8211; n'&#233;taient pas sp&#233;cialement &#8216;attendus' : on n'observe aucune corr&#233;lation particuli&#232;re entre la performance des &#233;coles et la composition sociale du d&#233;partement. &#171; [L]'&#233;cole &#233;l&#233;mentaire &#8211; sur le plan des performances scolaires des &#233;l&#232;ves tout au moins &#8211; joue mieux son r&#244;le de garant de l'&#233;galit&#233; de tous en mati&#232;re d'&#233;ducation que ne le fait le coll&#232;ge public &#187; (p. 414) : &#224; ce niveau, en effet, les corr&#233;lations n&#233;gatives sont nettes entre le taux de r&#233;ussite aux &#233;preuves et divers indices de pr&#233;carit&#233; (taux de pauvret&#233; relative des m&#233;nages &#233;levant des enfants, de divorces, ou de familles monoparentales). Okinawa est d&#233;sormais bonne derni&#232;re. C'est notamment la fuite des meilleurs &#233;l&#232;ves vers le secteur priv&#233; &#8211; qui, rappelons-le, ne participent pas aux &#233;valuations &#8211; qui est en cause ici : dans une grande m&#233;tropole comme T&#244;ky&#244;, il semble exister une corr&#233;lation positive entre le pourcentage de r&#233;ussite aux &#233;valuations de fin d'&#233;l&#233;mentaire et le taux d'inscription dans un coll&#232;ge priv&#233; de chaque arrondissement (qui varie de 10,3 % &#224; 40,4 %). Pour l'acc&#232;s aux universit&#233;s, les in&#233;galit&#233;s interd&#233;partementales sont encore plus nettes : en 2020, les sept d&#233;partements du Kant&#244; (r&#233;gion de T&#244;ky&#244;) accueillaient un tiers des 798 universit&#233;s du pays, et les sept du Kansai (r&#233;gion d'&#212;saka et Ky&#244;to) un cinqui&#232;me ; le Hokkaid&#244; et les cinq d&#233;partements d'Aichi, Fukuoka, Niigata, Okayama et Hiroshima en accueillent ensemble 22,6 % ; les 27 d&#233;partements restants s'en partagent moins du quart.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le chapitre se cl&#244;t par une &#233;tude de cas statistique sur le d&#233;partement de K&#244;chi, fine et originale. Le K&#244;chi est en effet une p&#233;riph&#233;rie plus &#8216;inattendue' qu'Okinawa, ou que le sud-ouest et l'extr&#234;me nord du pays : il se caract&#233;rise certes par son manque de dynamisme &#233;conomique, sa population &#226;g&#233;e et en grande difficult&#233; &#233;conomique, et une faible implantation d'universit&#233;s. Mais les &#233;coles &#233;l&#233;mentaires maintiennent un niveau sup&#233;rieur &#224; la moyenne nationale ; il y en a 32,46 pour 100 000 habitants, le taux le plus &#233;lev&#233; du pays. Les coll&#232;ges publics, en revanche, paient ch&#232;rement la fuite vers les coll&#232;ges nationaux et priv&#233;s, qui concerne 20,44 % des &#233;l&#232;ves &#8211; soit le deuxi&#232;me taux le plus &#233;lev&#233; du pays apr&#232;s T&#244;ky&#244; ! Les &#233;l&#232;ves qu'ils accueillent encore, d&#233;sormais en-de&#231;&#224; des moyennes nationales, pr&#233;sentent un &#171; renoncement &#224; toute strat&#233;gie d'ascension sociale &#187; (p. 424) : fort absent&#233;isme et faible fr&#233;quentation des juku. L'auteur conclut qu'on peut parler d'&#171; &#233;coles de la p&#233;riph&#233;rie &#187; au sens d'Agn&#232;s Van Zanten&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb18&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Agn&#232;s Van Zanten, L'&#233;cole de la p&#233;riph&#233;rie. Scolarit&#233; et s&#233;gr&#233;gation en (&#8230;)&#034; id=&#034;nh18&#034;&gt;18&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; , dans le cas du K&#244;chi tout aussi bien que des arrondissements d&#233;favoris&#233;s des grandes m&#233;tropoles &#8211; ce qui aurait peut-&#234;tre m&#233;rit&#233; discussion.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;Une p&#233;dagogie &#233;galitaire&#8230; aux effets in&#233;galitaires ?&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;On l'aura compris &#224; la lecture de ce compte-rendu, l'ouvrage fournit au lecteur fran&#231;ais une grande richesse d'informations sur le syst&#232;me scolaire japonais. Il m&#233;rite d'&#234;tre lu. Deux critiques toutefois. D'abord, des informations essentielles sur le syst&#232;me &#233;ducatif nippon, telles que la dur&#233;e de l'&#233;ducation obligatoire, ou l'&#233;volution du taux de scolarisation aux diff&#233;rents niveaux de la scolarit&#233; au cours des derni&#232;res d&#233;cennies (fig. no 32, p. 244), ne sont pas pr&#233;sent&#233;es d'embl&#233;e, mais diss&#233;min&#233;es au fil des pages. L'ouvrage visant &#224; introduire le Japon dans les d&#233;bats francophones aupr&#232;s de chercheurs en &#233;ducation non sp&#233;cialistes (p. 43), cela aurait m&#233;rit&#233; une annexe d&#233;di&#233;e, ainsi qu'un index des noms propres. Deuxi&#232;me point n&#233;gatif : &#224; partir du troisi&#232;me chapitre, le d&#233;s&#233;quilibre est trop important entre, d'une part, la pr&#233;sentation des donn&#233;es empiriques &#8211; tr&#232;s riche, on l'a dit &#8211; et de longues citations de textes de loi ou de chercheurs, parfois tr&#232;s peu comment&#233;es ; et d'autre part, les passages proposant une interpr&#233;tation d'ensemble permettant de prendre du recul sur les faits. Ces derniers &#8211; en particulier la fin du chapitre 5 (pp. 392-&#8288;395) et le d&#233;but de la conclusion de l'ouvrage (pp. 515-&#8288;518) &#8211; sont passionnants, mais trop brefs et tardifs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;&#201;l&#233;ments d'interpr&#233;tation et de discussion&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pour conclure ce compte-rendu, c'est cette interpr&#233;tation d'ensemble que j'aimerais discuter. C. Galan se montre globalement critique de l'&#233;galit&#233; de traitement. Citant un propos de Jacques Fijalkow sur l'enseignement de la lecture, il fait sienne l'id&#233;e qu'&#171; une p&#233;dagogie &#233;galitaire dans un monde d'in&#233;galit&#233;s ne peut qu'avoir des effets in&#233;galitaires &#187;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb19&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Jacques Fijalkow, Entrer dans l'&#233;crit, Paris, Mignard, 1993, p. 8 (cit&#233; pp. (&#8230;)&#034; id=&#034;nh19&#034;&gt;19&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Il peut faire montre d'un relativisme d&#233;complex&#233; quant &#224; la r&#233;ussite la plus notable &#224; porter au cr&#233;dit de l'&#233;galit&#233; de traitement, &#224; savoir de faire acqu&#233;rir &#224; tous les &#233;l&#232;ves les savoirs de base. Dans un passage portant sur le co&#251;t financier des &#233;tudes japonaises, notamment universitaires, il &#233;crit ainsi que &#034;PISA &#233;value les syst&#232;mes &#233;ducatifs sur ce qui fait la force du syst&#232;me &#233;ducatif japonais, sur ce pour quoi ce syst&#232;me a &#233;t&#233; con&#231;u [&#8230;] Pour les parents japonais, les d&#233;fis et les enjeux relatifs &#224; l'&#233;ducation de leurs enfants commencent toutefois, si l'on peut dire, l&#224; o&#249; PISA s'arr&#234;te [&#224; l'issue du coll&#232;ge, donc]. Le fait que PISA valorise les performances de leur pays durant la p&#233;riode de l'&#233;ducation obligatoire &lt;i&gt;ne leur apporte pas grand-chose sur le plan individuel&lt;/i&gt;. Cela ne r&#233;sout en effet en rien &lt;i&gt;les probl&#232;mes auxquels ils doivent faire face au quotidien, [&#8230;] qui sont essentiellement &#233;conomiques et financiers&lt;/i&gt;, des probl&#232;mes qui impactent les r&#233;sultats et l'avenir post-coll&#232;ge de [leurs enfants]&#034; (p. 383, je souligne).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L'auteur appelle au contraire de ses v&#339;ux une &#171; &#233;galit&#233; de r&#233;ussite &#187;. Les contours en restent flous, mais on comprend qu'il s'agirait d'appliquer un traitement diff&#233;rent &#224; chaque &#233;l&#232;ve, respectueux de son individualit&#233; ; de droits &#171; &#224; la diff&#233;rence, &#224; la diversit&#233;, &#224; l'autonomie, &#224; l'enfance, notamment &#187; (p. 79). S'en &#233;tonnera-t-on alors ? C. Galan est oblig&#233; de noter &#224; plusieurs reprises que les propositions des progressistes p&#233;dagogiques japonais &#8211; modulation des horaires, du contenu des programmes, suppression de l'obligation de fr&#233;quentation scolaire &#8211; rejoignent celles&#8230; des n&#233;olib&#233;raux. Il assure que les deux points de vue sont &#171; peu conciliables &#187; (p. 517), &#171; fondamentalement irr&#233;conciliables &#187; (p. 80), et visent &#171; des objectifs radicalement diff&#233;rents &#187; (p. 502). Mais quelle peut &#234;tre la nature de ces objectifs si diff&#233;rents, quand les politiques publiques propos&#233;es sont les m&#234;mes ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pour notre part, nous sommes convaincu(s) que faire acqu&#233;rir &#224; toute une classe d'&#226;ge la ma&#238;trise des savoirs fondamentaux de la culture &#233;crite a une valeur en soi, intrins&#232;que. &#171; Une p&#233;dagogie &#233;galitaire dans un monde d'in&#233;galit&#233;s ne peut qu'avoir des effets in&#233;galitaires &#187; ? Mais c'est exactement l'inverse qu'a montr&#233; le sixi&#232;me chapitre &#224; propos des r&#233;sultats aux &#233;valuations nationales en fin d'&#233;cole &#233;l&#233;mentaire. Le passage m&#233;rite d'&#234;tre cit&#233; un peu longuement :&lt;br class='autobr' /&gt;
&#034;Dans le cas des r&#233;sultats des &#233;l&#232;ves aux tests nationaux sur les comp&#233;tences scolaires, en revanche, ces deux Japon [opposant d'un c&#244;t&#233; les grandes m&#233;tropoles, Kansai et Kant&#244;, et de l'autre, des p&#233;riph&#233;ries de plus en plus marginalis&#233;es &#224; mesure qu'on s'&#233;loigne du centre] se dissolvent, &lt;i&gt;notamment au niveau de l'&#233;cole &#233;l&#233;mentaire, dans une autre r&#233;alit&#233; spatiale&lt;/i&gt; &#224; la fois plus &#233;clat&#233;e g&#233;ographiquement et &lt;i&gt;plus resserr&#233;e sur le plan des &#233;carts, fond&#233;e sur la r&#233;elle &#171; efficacit&#233; &#187; de ladite &#233;cole &#233;l&#233;mentaire et sur les conditions locales de sa mise en place&lt;/i&gt; qui parviennent la plupart du temps &#224; &lt;i&gt;contrebalancer les diff&#233;rences d'environnement socio-familial&lt;/i&gt;.&#034; (p. 428, je souligne)&lt;br class='autobr' /&gt;
Et imm&#233;diatement apr&#232;s le passage qu'on vient de citer, l'auteur ajoute :&lt;br class='autobr' /&gt;
&#034;Un &#233;l&#233;ment important entre &#233;galement en jeu ici : le fait que les familles aux strat&#233;gies &#233;litistes les plus pouss&#233;es scolarisent encore &#224; ce niveau, dans leur immense majorit&#233;, leurs enfants dans le public.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Autrement dit : seule&lt;i&gt; une application particuli&#232;rement stricte de l'&#233;galit&#233; de traitement&lt;/i&gt; &#8211; les &#233;l&#232;ves b&#233;n&#233;ficiant exactement du m&#234;me enseignement, dans la m&#234;me institution publique &#8211; est &#224; m&#234;me de &lt;i&gt;permettre une appropriation &#233;gale des savoirs fondamentaux&lt;/i&gt;, neutralisant l'effet du milieu social d'origine.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La gauche p&#233;dagogique japonaise pourrait-elle en tirer quelque enseignement ? Tentons cette exp&#233;rience de pens&#233;e. S'il a brill&#233; dans la transmission de savoirs fondamentaux &#224; toute une classe d'&#226;ge, l'&#233;galitarisme japonais s'est parfaitement accommod&#233; du maintien de la concurrence scolaire, que traduisent tant, en son sein, le moyennisme scolaire du hensachi que, en dehors de lui, la &#171; double externalisation &#187; &#8211; hors les murs de l'&#233;cole, et hors le budget de l'&#201;tat &#8211; de la comp&#233;tition scolaire dans les juku. Il s'est accompagn&#233; d'un moyennisme comportemental devenu insupportable &#224; de larges franges des jeunes g&#233;n&#233;rations, contrecarrant s&#233;rieusement les ambitions nationalistes des politiciens du PLD. On rejoindra C. Galan quand il appelle de ses v&#339;ux la n&#233;cessaire prise en compte des &#233;l&#232;ves &#171; diff&#233;rents &#187;, s'agissant des enfants d'immigr&#233;s, ayant s&#233;journ&#233; &#224; l'&#233;tranger, ou en situation de handicap. Il est clair aussi que l'&#233;galit&#233; de traitement ne devra pas conduire &#224; interdire l'enseignement du raisonnement &#233;crit sous sa forme longue, du &#171; comment penser &#187; si constitutif de la litt&#233;rature et des sciences humaines&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb20&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Voir note 10. Lire, sur ce site : J&#233;r&#244;me Deauvieau, &#171; Quel enseignement pour (&#8230;)&#034; id=&#034;nh20&#034;&gt;20&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Mais ces consid&#233;rations mises &#224; part, une v&#233;ritable d&#233;mocratisation scolaire appelle visiblement &lt;i&gt;une syst&#233;matisation&lt;/i&gt; de l'&#233;galit&#233; de traitement. Au point de vue de l'organisation du syst&#232;me scolaire, cela ne peut impliquer que la suppression de la concurrence : soit la nationalisation du secteur &#233;ducatif priv&#233;, et la fermeture des juku, en commen&#231;ant par les juku &#171; pour aller de l'avant &#187; (&lt;i&gt;shingaku juku&lt;/i&gt;)&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb21&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Je me centre ici sur la situation interne &#224; l'institution scolaire. Du c&#244;t&#233; (&#8230;)&#034; id=&#034;nh21&#034;&gt;21&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Gageons qu'une fois cette concurrence abolie, les d&#233;rives de type &#171; bachotage &#187;, dans les pratiques p&#233;dagogiques des enseignants japonais eux-m&#234;mes, auront t&#244;t fait d'appara&#238;tre superflues.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;C'est particuli&#232;rement William K. Cummings, &lt;i&gt;Educational equality in Japan &lt;/i&gt; (Princeton University Press, 1980), qui est vis&#233; dans l'introduction de l'ouvrage. Suite &#224; la publication du rapport de Christopher Jencks et de ses coll&#232;gues sur les in&#233;galit&#233;s &#233;ducatives aux &#201;tats-Unis, la quatri&#232;me de couverture du livre de Cummings proclamait que &#171; les Japonais ont r&#233;ussi l&#224; o&#249; les Am&#233;ricains ont &#233;chou&#233; &#187;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;L'auteur est professeur des universit&#233;s en langue et civilisation japonaises &#224; l'universit&#233; Toulouse-Jean Jaur&#232;s, chercheur &#224; l'Institut fran&#231;ais de recherches sur l'Asie de l'Est (IFRAE, Inalco / Universit&#233; Paris Cit&#233; / CNRS) et co-directeur de la revue &lt;i&gt;&#201;tudes japonaises&lt;/i&gt;, qu'il a co-fond&#233;e en 2024. Signalons que ses premiers travaux ont port&#233; sur l'enseignement de la lecture, sujet amplement trait&#233; sur le site du GRDS.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Dans l'ouvrage, les titres japonais sont transcrits en r&#244;maji (en alphabet latin, selon le syst&#232;me dit &#171; Hepburn modifi&#233; &#187;), suivis d'une traduction en fran&#231;ais. La transcription des noms de personne respecte l'usage japonais qui est de citer d'abord le nom de famille, puis le nom personnel.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Les textes suivants constituent une premi&#232;re version de certains chapitres : &#171; Eug&#233;nisme et &#233;ducation dans le Japon d'apr&#232;s-guerre &#187;,&lt;i&gt;Cipango. Cahiers d'&#233;tudes japonaises&lt;/i&gt;, vol. 24, 2021, Isabelle Konuma (coord.), &#171; Eug&#233;nisme dans le Japon moderne et contemporain &#187;, pp. 163-&#8288;207 (pour le chapitre 1) ; &#171; L'&#233;volution du concept d'&#8220;&#233;ducation d'apr&#232;s-guerre&#8221; &#187;, in Michael Lucken, Anne Bayard-Sakai et Emmanuel Lozerand (dir.), &lt;i&gt;Le Japon apr&#232;s la guerre&lt;/i&gt;, Arles, Philippe Picquier, 2006, pp. 47-&#8288;81 (ouvrage r&#233;&#233;dit&#233; sous le titre &lt;i&gt;Sengo, le Japon apr&#232;s la guerre&lt;/i&gt;, Paris, Presses de l'Inalco, 2017, pp. 47-&#8288;82) (ch. 2) ; &#171; Une strat&#233;gie du d&#233;sordre : l'assouplissement de la sectorisation scolaire au Japon &#187;, &lt;i&gt;Dossiers des sciences de l'&#233;ducation&lt;/i&gt;, 2012, no 27, Christian Galan et Claude L&#233;vi Alvar&#232;s (coord.), &#171; S&#233;isme &#233;ducatif au Japon &#187;, pp. 87-&#8288;101 (d&#233;but du ch. 3) ; &#171; Le syst&#232;me &#233;ducatif japonais au prisme du mod&#232;le &#8220;centre-p&#233;riph&#233;rie(s)&#8221; &#187; [2021], in Aline Henninger et Mayumi Shimosakai (dir.), &lt;i&gt;Japon pluriel 14. P&#233;riph&#233;ries et centres&lt;/i&gt;. Actes du quatorzi&#232;me colloque de la Soci&#233;t&#233; fran&#231;aise d'&#233;tudes japonaises, Arles, Philippe Picquier, 2023, pp. 43-&#8288;85 (ch. 6) ; communication &#171; La Covid-&#8288;19 et le syst&#232;me &#233;ducatif japonais : tensions, d&#233;fis et opportunit&#233;s (manqu&#233;es ?) &#187;, journ&#233;es d'&#233;tude &#171; La soci&#233;t&#233; japonaise face &#224; la Covid-&#8288;19 &#187; du groupe de recherche &lt;i&gt;Populations japonaises &#8211; IFRAE / CRCAO&lt;/i&gt;, universit&#233; Paris Cit&#233;, 18-&#8288;19 novembre 2021 (ch. 7).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Postface &#224; la traduction japonaise de Michael J. Sandel, &lt;i&gt;The tyranny of merit : what's become of the common good ? &lt;/i&gt; (Londres, Allen Lane, 2020 ; trad. jap. &lt;i&gt;Hayakawa shob&#244;&lt;/i&gt;, 2023, cit&#233;e p. 63, note 1.)&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Sur la notion d'aptitudes, voir sur ce site : Fabienne Andr&#233;, &#171; &lt;i&gt;Apprendre. Les &#171; aptitudes &#187;, vie et mort, et Dehaene &#187;&lt;/i&gt;, 2025 : https:&lt;a href=&#034;http://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article361&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article361&lt;/a&gt; ; et Jean-Pierre Terrail, &#171; &lt;i&gt;Visages du progressisme scolaire en France (1880-2021) : m&#233;ritocratie ou d&#233;mocratie ?&lt;/i&gt; &#187;, 2021 : &lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article338&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article338&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb7&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#171; M&#233;ritocratie &#187; correspond plut&#244;t &#224; &lt;i&gt;jitsuryoku shugi&lt;/i&gt; (&#171; syst&#232;me fond&#233; sur les comp&#233;tences &#187;), utilis&#233; surtout &#224; partir de 1990. Cette expression remplace &lt;i&gt;gakureki shakai&lt;/i&gt; (&#171; soci&#233;t&#233; fond&#233;e sur les dipl&#244;mes &#187;), tr&#232;s utilis&#233;e des ann&#233;es 1970 jusqu'&#224; la fin des ann&#233;es 1990, mais beaucoup moins aujourd'hui. &lt;i&gt;Meri(t)tokurash&#238;&lt;/i&gt; reste marginal.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb8&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh8&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 8&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;8&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Hensachi&lt;/i&gt; = [(r&#233;sultat de l'&#233;l&#232;ve - moyenne de la cohorte) / &#233;cart-type de la cohorte] x 10 + 50. Le hensachi est donc compris entre 25 et 75 pour la quasi-totalit&#233; (98,76 %) d'une cohorte. Un hensachi de 50 situe un &#233;l&#232;ve exactement &#224; la moyenne de sa cohorte.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb9&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh9&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 9&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;9&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;La caract&#233;risation de ces pratiques p&#233;dagogiques n'est pas au c&#339;ur de l'ouvrage. On trouvera plus de d&#233;tails dans les textes suivants : Christian Galan, &#171; Japon : l'uniformit&#233; comme principe p&#233;dagogique &#187;, in Collectif, Actes du colloque &#171; D&#233;fendre et transformer l'&#233;cole pour tous &#187;, universit&#233; de Provence, Marseille, 3-&#8288;4-&#8288;5 octobre 1997, &#233;dit&#233;s sur CD-Rom par l'IUFM d'Aix-Marseille, 1998 (https://hal.science/hal-02399202/) ; et Christian Galan, Yves Cadot et Aline Henninger, &#171; Neutraliser (toujours plus) la &#171; variable enseignant &#187; &#187;, in &lt;i&gt;Loyaut&#233; et patriotisme (le retour). &#201;ducation et n&#233;o-conservatisme dans le Japon du XXIe si&#232;cle&lt;/i&gt;, PUR, &#171; Histoire &#187;, 2023, pp. 79-&#8288;108 (&lt;a href=&#034;https://doi.org/10.4000/books.pur.189255&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://doi.org/10.4000/books.pur.189255&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb10&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh10&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 10&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;10&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;L'&#233;galit&#233; de traitement entra&#238;ne aussi des cons&#233;quences sur les modes d'&#233;valuation, comme il est sugg&#233;r&#233; dans la conclusion de l'ouvrage. Puisqu'on ne peut &#233;valuer les &#233;l&#232;ves que sur ce que l'on est certain qu'ils ont tous acquis dans les m&#234;mes conditions, les questionnaires &#224; choix multiples et autres r&#233;ponses br&#232;ves sont la r&#232;gle. Le commentaire de texte et la dissertation sont totalement absents ; la lecture d'&#339;uvres int&#233;grales, trop variable selon l'individu, est rare.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb11&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh11&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 11&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;11&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;L'auteur pr&#233;cise lui-m&#234;me (p. 45) qu'il n'avait jamais envisag&#233; le lien entre eug&#233;nisme et &#233;ducation avant l'&#233;criture de l'article qui a servi de base &#224; ce chapitre (voir note 4).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb12&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh12&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 12&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;12&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&#201;galit&#233; d'acc&#232;s dont demeurent donc exclus les &#233;l&#232;ves en situation de handicap, rel&#233;gu&#233;s dans l'&#233;ducation sp&#233;cialis&#233;e. L'auteur ne traite pas leur cas dans l'ouvrage, et renvoie notamment aux travaux d'Anne-Lise Mithout. Sur les &#233;l&#232;ves immigr&#233;s ou ayant s&#233;journ&#233; &#224; l'&#233;tranger, voir la note suivante.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb13&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh13&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 13&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;13&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;De m&#234;me, les dispositifs sp&#233;cifiques qui permettraient de scolariser les enfants d'immigr&#233;s, ou m&#234;me simplement ceux ayant s&#233;journ&#233; &#224; l'&#233;tranger, demeurent quasi inexistants &#224; ce jour. L'auteur a ici laiss&#233; de c&#244;t&#233; cette question, mais y a consacr&#233; de pr&#233;c&#233;dents travaux.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb14&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh14&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 14&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;14&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Fukaya Masashi, Dobashi Minoru et Saegusa Keiko, &#171; Gakush&#251; juku &#187;, &lt;i&gt;Monogurafu &#8211; sh&#244;gakusei nau&lt;/i&gt; (Monographies &#8211; les &#233;coliers aujourd'hui), vol. 15-&#8288;6, 1995.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb15&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh15&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 15&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;15&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;La conclusion du cinqui&#232;me chapitre (pp. 392-&#8288;395) r&#233;sume particuli&#232;rement bien ce raisonnement.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb16&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh16&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 16&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;16&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Afin de ne pas trop allonger ce compte-rendu, on s'est concentr&#233; sur les caract&#233;ristiques les plus saillantes du syst&#232;me &#233;ducatif nippon. On a laiss&#233; de c&#244;t&#233; le d&#233;but du troisi&#232;me chapitre, consacr&#233; &#224; la mise en place partielle d'une politique de &#171; choix de l'&#233;cole &#187;, ainsi que le septi&#232;me chapitre, qui analyse les premiers mois de la pand&#233;mie de Covid-&#8288;19.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb17&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh17&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 17&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;17&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Le Japon compte 47 unit&#233;s administratives, dont 43 ont le statut de ken (d&#233;partements). Par commodit&#233;, l'auteur les appelle toutes &#171; d&#233;partements &#187;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb18&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh18&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 18&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;18&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Agn&#232;s Van Zanten, &lt;i&gt;L'&#233;cole de la p&#233;riph&#233;rie. Scolarit&#233; et s&#233;gr&#233;gation en banlieue&lt;/i&gt;, Paris, PUF, &#171; Le lien social &#187;, 2001.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb19&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh19&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 19&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;19&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Jacques Fijalkow, &lt;i&gt;Entrer dans l'&#233;crit&lt;/i&gt;, Paris, Mignard, 1993, p. 8 (cit&#233; pp. 172-&#8288;173). Voir aussi page 395 : &#171; une &#233;ducation &#233;galitariste dans une soci&#233;t&#233; fondamentalement in&#233;galitaire amplifi[e] en r&#233;alit&#233; les in&#233;galit&#233;s existant au sein de celle-ci en restreignant toujours plus la part de la population pouvant objectivement participer &#224; la comp&#233;tition scolaire, c'est-&#224;-dire avec une chance r&#233;elle de &#171; gagner quelque chose &#187;, f&#251;t-ce peu. &#187;. Et page 522 : &#171; une &#233;ducation et une p&#233;dagogie &#233;galitaristes dans un monde d'in&#233;galit&#233;s ne peuvent que renforcer les in&#233;galit&#233;s en question. Donner &#224; tous la m&#234;me chose quand tous sont diff&#233;rents revient &#224; favoriser les mieux dot&#233;s en capital &#233;conomique, social et culturel. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb20&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh20&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 20&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;20&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Voir note 10. Lire, sur ce site : J&#233;r&#244;me Deauvieau, &#171; Quel enseignement pour penser le monde social ? Quelques r&#233;flexions et propositions &#187;, GRDS, 2017 : &lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article259&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article259&lt;/a&gt; ; et aussi Nicole Grataloup, &#171; &#201;crire pour penser et pour philosopher &#187;, in Jean-Pierre Terrail (coord.), &lt;i&gt;P&#233;dagogies de l'exigence. R&#233;cits de pratiques enseignantes en milieux populaires&lt;/i&gt;, La Dispute, &#171; L'enjeu scolaire &#187;, pp. 169-&#8288;187. (&lt;a href=&#034;https://doi.org/10.3917/disp.terra.2020.01.0169&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://doi.org/10.3917/disp.terra.2020.01.0169&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb21&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh21&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 21&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;21&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Je me centre ici sur la situation interne &#224; l'institution scolaire. Du c&#244;t&#233; des familles, la situation actuelle, particuli&#232;rement d&#233;l&#233;t&#232;re, se caract&#233;rise &#224; la fois par l'effondrement de la croyance en une &#171; &#233;galit&#233; d'ant&#233;c&#233;dents &#187; &#8211; remplac&#233;e par le constat d&#233;sabus&#233; de l'existence d'une &#171; loterie parentale &#187; (oya-gacha) &#8211; &lt;i&gt;et&lt;/i&gt; par le maintien de l'attachement au moyennisme acad&#233;mique incarn&#233; par le hensachi, per&#231;u comme objectif, donc juste. &#171; Si [&#8230;] beaucoup de Japonais &#8211; et notamment les jeunes &#8211; ont pris conscience de l'existence d'in&#233;galit&#233;s sociales et scolaires pouvant agir sur l'obtention d'un hensachi plus ou moins &#233;lev&#233;, ce sont bien les conditions in&#233;galitaires de cette obtention que ceux-ci d&#233;noncent et non l'outil qui les mesure. &#187; (p. 519) On reste attach&#233; &#224; la &#171; juste &#187; mesure de sa valeur relative, quand bien m&#234;me on ressent vivement que tous ne sont pas partis de la m&#234;me ligne de d&#233;part : on voit bien qu'il n'y a que le maintien de la comp&#233;tition scolaire pour expliquer cette position d&#233;sesp&#233;r&#233;e.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="fr">
		<title>L'&#233;cole finlandaise : la chute d'une ic&#244;ne (et ses enseignements)</title>
		<link>https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article60</link>
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		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Fabienne Andr&#233;</dc:creator>



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&lt;p&gt;Des succ&#232;s, un d&#233;clin, et un besoin d'explication &lt;br class='autobr' /&gt; On se souvient peut-&#234;tre de la surprise provoqu&#233;e par les donn&#233;es de la premi&#232;re enqu&#234;te PISA, publi&#233;es en 2001, dont ressortaient les super scores de l'&#233;cole finlandaise, en t&#234;te de tous les pays de l'OCDE en mati&#232;re de ma&#238;trise de la langue &#233;crite, quatri&#232;me en sciences, cinqui&#232;me en maths. Nous avions rendu compte ici de l'ouvrage de Paul Robert qui, en 2008, avait salu&#233; ces succ&#232;s et soulign&#233; ce qui alors avait frapp&#233; les esprits et (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?rubrique6" rel="directory"&gt;Vu de France/Views from France&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/logo/capture_d_e_cran_2026-05-13_a_12.30_17-2.png?1778685715' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='126' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;Des succ&#232;s, un d&#233;clin, et un besoin d'explication&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt; On se souvient peut-&#234;tre de la surprise provoqu&#233;e par les donn&#233;es de la premi&#232;re enqu&#234;te PISA, publi&#233;es en 2001, dont ressortaient les super scores de l'&#233;cole finlandaise, en t&#234;te de tous les pays de l'OCDE en mati&#232;re de ma&#238;trise de la langue &#233;crite, quatri&#232;me en sciences, cinqui&#232;me en maths&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Pour l'essentiel : financ&#233;e par l'OCDE et con&#231;ue par des chercheurs (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Nous avions rendu compte ici de l'ouvrage de Paul Robert qui, en 2008, avait salu&#233; ces succ&#232;s et soulign&#233; ce qui alors avait frapp&#233; les esprits et &#233;t&#233; consid&#233;r&#233; comme un &#233;l&#233;ment essentiel d'explication : la r&#233;forme des ann&#233;es 1970 et la mise en place d'une &#233;cole fondamentale pour tous, jusqu'&#224; 16 ans, tronc v&#233;ritablement commun : sans redoublements, sans notes pendant les six ann&#233;es du cycle initial, sans classes de niveau, donc sans classement ni hi&#233;rarchisation des &#233;l&#232;ves, et m&#234;me sans examen &#224; la sortie&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Jean-Pierre Terrail, Paul Robert, La Finlande : un mod&#232;le &#233;ducatif pour la (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Le GRDS ne pouvait qu'&#234;tre sensible &#224; la r&#233;ussite d'un syst&#232;me &#233;ducatif dans lequel, notions-nous, &#171; L'objectif affich&#233; d'&#171; une bonne &#233;cole pour tous &#187; est ici pris au s&#233;rieux : tout semble fait dans la pratique pour que tous les &#233;l&#232;ves sortent du tronc commun en possession du m&#234;me bagage cognitif et culturel de base. Les enseignants ont une forte responsabilit&#233; dans la gestion du dispositif de rem&#233;diation. D&#232;s que des difficult&#233;s apparaissent dans une mati&#232;re donn&#233;e, des s&#233;ances d'aide sont organis&#233;es, pendant ou apr&#232;s la classe, avec l'appui d'assistants d'&#233;ducation. &#187; Et nous ajoutions, toujours &#224; partir du travail de Paul Robert, &#171; Le scepticisme initial d'une partie des enseignants quant au r&#233;alisme de cette ambition a &#233;t&#233; surmont&#233; au cours de n&#233;gociations qui ont abouti &#224; r&#233;duire la taille des classes, et assur&#233; de bonnes conditions de travail gr&#226;ce &#224; une libert&#233; et une responsabilit&#233; p&#233;dagogiques maximales (accompagn&#233;es de la suppression de l'inspection). &#187;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Probl&#232;me : dix ans apr&#232;s, l'ic&#244;ne &#233;tait d&#233;chue. Certes la chute est relative ; elle a suscit&#233; beaucoup moins de commentaires que les performances de 2001, mais elle est manifeste&#8230; et surtout elle appelle &#224; son tour une explication.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;strong&gt;Classement de la Finlande dans les enqu&#234;tes PISA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class='spip_document_77 spip_document spip_documents spip_document_image spip_documents_center spip_document_center'&gt;
&lt;figure class=&#034;spip_doc_inner&#034;&gt; &lt;a href='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/png/capture_d_e_cran_2026-05-13_a_12.23_57.png' class=&#034;spip_doc_lien mediabox&#034; type=&#034;image/png&#034;&gt; &lt;img src='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/png/capture_d_e_cran_2026-05-13_a_12.23_57.png?1778685639' width='500' height='95' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Dans TIMSS, un test international plus ax&#233; sur les programmes scolaires, les &#233;l&#232;ves finlandais de 13 ans ont vu leurs scores en math&#233;matiques chuter de 38 points entre 1999 et 2011 &#8211; laissant les &#233;l&#232;ves de 14 ans du pays obtenir des r&#233;sultats l&#233;g&#232;rement inf&#233;rieurs en 2011 par rapport &#224; ceux de 13 ans en 1999&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;TIMSS (Trends in Mathematics and Science Study) est une &#233;tude comparative (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-3&#034;&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;C'est en 2015 que parut en Angleterre un rapport de recherche universitaire (non traduit en fran&#231;ais), publi&#233; par le Centre for Policy Studies de la London School of Economics, se proposant d'exposer &#171; &lt;i&gt;Ce que sont en r&#233;alit&#233; les le&#231;ons de la Finlande&lt;/i&gt; &#187;, et annon&#231;ant en sous-titre : &#171; &lt;i&gt;La v&#233;ritable histoire d'une superpuissance &#233;ducative &lt;/i&gt; &#187;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Gabriel Heller Sahlgren, Real Finnish Lessons. The true story of an (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-4&#034;&gt;4&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Son auteur, Gabriel Heller Sahlgren, chercheur su&#233;dois (Stockholm), a directement enqu&#234;t&#233; au long de l'ann&#233;e 2014, pour la r&#233;alisation de sa th&#232;se de doctorat, aupr&#232;s des &#233;tablissements, des enseignants, et des responsables &#233;ducatifs finlandais. Il en a tir&#233; une &#233;tude solidement document&#233;e qui, afin de proposer une interpr&#233;tation convaincante du d&#233;clin des performances cognitives des adolescents finlandais au cours des ann&#233;es 2000, commence par revenir sur les conditions r&#233;elles des succ&#232;s de leur syst&#232;me &#233;ducatif tels qu'ils ont &#233;t&#233; relev&#233;s au d&#233;but de la d&#233;cennie gr&#226;ce &#224; PISA. Nous reprendrons, dans ce qui suit, les lin&#233;aments de son argumentation.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;Reprendre l'analyse des raisons du succ&#232;s&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Sahlgren a doublement mis la logique de son c&#244;t&#233;. D'une part en consid&#233;rant qu'une explication cr&#233;dible du d&#233;clin des performances des jeunes finlandais supposait que les facteurs de leurs succ&#232;s ant&#233;rieurs aient &#233;t&#233; identifi&#233;s de fa&#231;on pertinente, et qu'il fallait donc commencer par reprendre cette identification &#224; nouveaux frais &#8211; sans se contenter des interpr&#233;tations qui ont fleuri au moment des premiers constats, au d&#233;but des ann&#233;es 2000. Et d'autre part en se refusant, aux fins de cette identification, aux facilit&#233;s des commentaires les plus faciles et les plus fr&#233;quents : ceux qui se contentent de mettre en relation les r&#233;sultats de PISA avec telles ou telles caract&#233;ristiques des syst&#232;mes &#233;ducatifs concern&#233;s, telles qu'elles se donnent &#224; voir au moment de l'enqu&#234;te, sans trop se soucier de v&#233;rifier que les corr&#233;lations observ&#233;es rel&#232;vent effectivement d'une relation de causalit&#233;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pour commencer, donc, reprendre l'analyse des raisons du succ&#232;s. Parmi celles qui ont &#233;t&#233; avanc&#233;es dans les premi&#232;res ann&#233;es 2000, Sahlgren retient l'unification du syst&#232;me &#233;ducatif supprimant le dispositif ant&#233;rieur &#224; deux fili&#232;res par la r&#233;forme de 1972 ; mais aussi la fin des contr&#244;les standardis&#233;s (des enseignants comme des &#233;l&#232;ves), la collaboration autonome des enseignants, ainsi que la qualit&#233; professionnelle de ces derniers, issus d'une tr&#232;s forte s&#233;lection et tous pourvus d'un master. Or il conteste cette vision des choses de fa&#231;on assez radicale : &#171; En r&#233;alit&#233;, &#233;crit-il, il y a peu de fondements &#224; ces arguments &#187;. Pour une raison qui est d'abord d'ordre chronologique : les performances du d&#233;but des ann&#233;es 2000 ont &#233;t&#233; attribu&#233;es &#224; une organisation du syst&#232;me scolaire qui commen&#231;ait juste alors &#224; se mettre en place, et qui caract&#233;rise plut&#244;t&#8230; la p&#233;riode de leur d&#233;clin :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#171; Jusqu'aux ann&#233;es 1990, le syst&#232;me &#233;ducatif finlandais &#233;tait centralis&#233; et contr&#244;l&#233; par l'&#201;tat. Le programme national &#233;tait d&#233;taill&#233; et prescriptif, et tous les enseignants devaient suivre une formation approfondie en cours d'emploi, tout en &#233;tant tenus de consigner ce qui &#233;tait enseign&#233; heure par heure dans des journaux de classe pour garantir qu'ils respectaient le contenu obligatoire. Il existait &#233;galement une inspection active des &#233;coles, et tous les manuels scolaires devaient &#234;tre approuv&#233;s par le Conseil national de l'&#233;ducation. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;On sait bien qu'on ne transforme pas les institutions, et la culture professionnelle qui va avec, celle du monde enseignant ne faisant pas exception &#224; la r&#232;gle, bien au contraire, par d&#233;cret. Les r&#233;formes dont le principe a &#233;t&#233; con&#231;u dans les ann&#233;es 1970 ont pris de fait beaucoup de temps pour prendre corps. L'autonomie des &#233;coles, comme l'abolition des inspections scolaires et de l'approbation des manuels de classe, ne sont devenues r&#233;alit&#233;s que dans la deuxi&#232;me partie des ann&#233;es 1990. Elles ne sauraient d&#232;s lors, rel&#232;ve Sahlgren, &#234;tre &#224; l'origine des remarquables performances des adolescents de 15 ans enqu&#234;t&#233;s par PISA en 2000 :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#171; Il semble que la mont&#233;e en puissance de la Finlande ait principalement acc&#233;l&#233;r&#233; sous l'ancien syst&#232;me centralis&#233;. Alors que les r&#233;sultats ont augment&#233; d'environ l'&#233;quivalent de 23 points TIMSS entre 1965 et 1980, ils ont augment&#233; de 32 points suppl&#233;mentaires dans les ann&#233;es 1980. Ils ont &#233;galement augment&#233; de 34 points suppl&#233;mentaires dans les ann&#233;es 1990, mais ont commenc&#233; &#224; se stabiliser dans la derni&#232;re partie de la d&#233;cennie, pour finalement commencer &#224; d&#233;cliner au milieu des ann&#233;es 2000. En fait, &#233;tant donn&#233; l'&#226;ge des &#233;l&#232;ves test&#233;s, les gains les plus importants ont eu lieu lorsque les &#233;l&#232;ves fr&#233;quentaient principalement l'&#233;cole avant que l'ancien syst&#232;me ne soit enti&#232;rement aboli &#8211; et le pic se produit peu apr&#232;s son abolition compl&#232;te. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Et Sahlgren multiplie les observations &#224; l'appui de cette th&#232;se :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#171; Entre 1970 et 1983, les performances en sciences des &#233;l&#232;ves finlandais de dix ans ont augment&#233; de l'&#233;quivalent de 48 &#224; 59 points TIMSS, selon l'ajustement effectu&#233;, un gain plus important que celui de tout autre pays. En 1983, la Finlande s'est donc class&#233;e premi&#232;re en sciences, &#224; &#233;galit&#233; avec le Japon et la Cor&#233;e du Sud. Parmi les &#233;l&#232;ves de 14 ans, les scores en sciences de la Finlande ont augment&#233; de l'&#233;quivalent de 11 &#224; 22 points entre 1970 et 1983, pla&#231;ant le pays statistiquement significativement derri&#232;re seulement la Hongrie, le Japon et les Pays-Bas parmi les 26 syst&#232;mes &#233;ducatifs au total en 1983.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De m&#234;me, en 1991, &#224; la fin du syst&#232;me centralis&#233;, les &#233;l&#232;ves finlandais de 9 et 14 ans surpassaient tous les autres pays en lecture. En fait, les &#233;l&#232;ves finlandais avaient d&#233;j&#224; obtenu des positions de t&#234;te dans un test similaire d&#232;s 1970, se classant troisi&#232;mes dans les deux groupes d'&#226;ge. Et en math&#233;matiques, les scores des &#233;l&#232;ves du secondaire inf&#233;rieur en Finlande ont augment&#233; davantage en termes absolus entre le milieu des ann&#233;es 1960 et le d&#233;but des ann&#233;es 1980 que dans tous les autres neuf pays ayant particip&#233; aux deux occasions, &#224; l'exception des Pays-Bas, bien que la Finlande n'ait &#233;merg&#233; comme un pays performant qu'avec les premiers r&#233;sultats du PISA en 2000. D'autres donn&#233;es soutiennent la trajectoire g&#233;n&#233;rale de mont&#233;e et de d&#233;clin dans les enqu&#234;tes internationales. Les scores moyens des tests des conscrits masculins finlandais &#226;g&#233;s de 18 &#224; 20 ans ont augment&#233; d'environ l'&#233;quivalent de 24 points PISA entre 1988 et 1997, tandis qu'ils ont diminu&#233; entre 1997 et 2009 d'environ 21 points PISA. En d'autres termes, les performances se sont am&#233;lior&#233;es lorsque les jeunes hommes fr&#233;quentaient principalement l'&#233;cole primaire et secondaire inf&#233;rieure avant que l'ancien syst&#232;me ne soit enti&#232;rement aboli, et ont commenc&#233; &#224; diminuer lorsqu'ils ont &#233;t&#233; davantage expos&#233;s au nouveau syst&#232;me. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quant &#224; l'impact de la r&#233;forme de la formation des enseignants, &#171; &#233;tant donn&#233; le temps n&#233;cessaire pour renouveler l'ensemble du corps enseignant en laissant les candidats passer par le nouveau syst&#232;me, il est &#233;galement improbable que les changements dans leur formation soient une bonne explication des premiers r&#233;sultats du PISA (&#8230;) En fait, le d&#233;part &#224; la retraite des enseignants form&#233;s sous l'ancien r&#233;gime co&#239;ncide avec la stagnation des performances du pays et son d&#233;clin &#233;ventuel. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conclusion : &#171; Les v&#233;ritables causes de l'ascension de la Finlande dans les tests internationaux sont peu susceptibles d'&#234;tre trouv&#233;es en examinant les caract&#233;ristiques du syst&#232;me &#233;ducatif actuel&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;En 2015 donc (ndlr).&#034; id=&#034;nh2-5&#034;&gt;5&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Les donn&#233;es pr&#233;sent&#233;es jusqu'&#224; pr&#233;sent indiquent que nous devons remonter plus loin dans le temps pour trouver des explications. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;&#201;cole et construction nationale&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Selon Sahlgren, la politique scolaire a constitu&#233; de longue date un instrument majeur de la construction de la Finlande comme nation ind&#233;pendante, alors qu'elle n'&#233;tait au d&#233;part qu'une r&#233;gion autonome de l'empire tsariste. La scolarisation devait assurer la diffusion de l'&#233;thique patriotique, tout en int&#233;grant les r&#233;gions rurales finnophones dans un ensemble culturellement unifi&#233;. Cette double mission fut confi&#233;e &#224; des enseignants formant &#171; une arm&#233;e bien disciplin&#233;e d'&#233;ducateurs &#187; au service du nationalisme finlandais, et que la seconde guerre mondiale a rendu encore plus imp&#233;rative. Sorte de hussards noirs de la r&#233;publique version finnoise, ces enseignants b&#233;n&#233;ficiaient du m&#234;me coup d'un statut social particulier et tr&#232;s reconnu. La profession &#233;tait enviable, la s&#233;lection &#233;tait forte et retenait des candidats dont la comp&#233;tence n'&#233;tait sans doute pas pour rien dans l'efficience du syst&#232;me &#233;ducatif. Le respect dont ils jouissaient permettait de maintenir un enseignement de type magistral et autoritaire : &#171; Quelle que soit l'activit&#233; sp&#233;cifique dans laquelle les &#233;l&#232;ves s'engagent, souligne Sahlgren &#224; cet &#233;gard, la caract&#233;ristique cl&#233; de ce style &#233;ducatif est que le mode d'instruction est dirig&#233; par l'enseignant. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Or nombre de t&#233;moignages semblent attester que ce type de rapport p&#233;dagogique, solidement ancr&#233; dans la tradition du monde &#233;ducatif finlandais, a perdur&#233; jusqu'aux ann&#233;es 2000, bien apr&#232;s donc les r&#233;formes institutionnelles des ann&#233;es 1970 :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#171; &#192; la fin des ann&#233;es 1980, des chercheurs ont analys&#233; des enregistrements vid&#233;o de cours et ont conclu que la dynamique en classe dans le pays ne semblait pas avoir beaucoup chang&#233; au cours des 50 ann&#233;es pr&#233;c&#233;dentes, les enseignants parlant plus des deux tiers du temps et les &#233;l&#232;ves donnant des r&#233;ponses courtes aux questions des enseignants.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;En 1996, quatre ans avant la premi&#232;re &#233;tude PISA, un groupe de chercheurs britanniques de l'Universit&#233; d'East Anglia a visit&#233; 50 &#233;coles finlandaises et a rapport&#233; :&lt;br class='autobr' /&gt;
&#171; Toute une classe suivant ligne par ligne ce qui est &#233;crit dans le manuel, &#224; un rythme d&#233;termin&#233; par l'enseignant. Rang&#233;es et rang&#233;es d'enfants faisant tous la m&#234;me chose de la m&#234;me mani&#232;re. &#187; En 2003, une &#233;quipe de chercheurs finlandais a interrog&#233; environ 3 600 &#233;l&#232;ves de 15 ans dans 61 &#233;coles s&#233;lectionn&#233;es au hasard sur les m&#233;thodes d'enseignement utilis&#233;es dans les cours de sciences. Ils ont constat&#233; que &#171; les cours de sciences semblent &#234;tre assez traditionnels. L'enseignement direct, la r&#233;solution de probl&#232;mes de base, la lecture de manuels et la r&#233;alisation de travaux pratiques sont souvent utilis&#233;s &#187;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De m&#234;me, au milieu des ann&#233;es 2000, un chercheur a film&#233; des cours de math&#233;matiques avec dix enseignants finlandais s&#233;lectionn&#233;s au hasard et a rapport&#233; que &#171; les enseignants finlandais sont plut&#244;t traditionnels et conservateurs sur le plan p&#233;dagogique en classe [&#8230;] [et] m&#232;nent leurs cours de mani&#232;re assez uniforme &#187;. [&#8230;] Nous n'avons pas vu beaucoup de preuves, par exemple, d'un apprentissage centr&#233; sur l'&#233;l&#232;ve ou d'un apprentissage ind&#233;pendant. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#171; En d'autres termes, souligne Sahlgren, les m&#233;thodes p&#233;dagogiques finlandaises sont rest&#233;es traditionnelles tout au long de l'&#232;re des am&#233;liorations &#233;ducatives, en contraste marqu&#233; avec l'id&#233;al constructiviste et progressiste. Elles semblent &#233;galement avoir &#233;t&#233; uniformes entre les enseignants et les &#233;coles, malgr&#233; l'autonomie &lt;i&gt;de jure &lt;/i&gt; dont jouissaient les enseignants. &#187; Et il en conclut que &#171; les m&#233;thodes traditionnelles utilis&#233;es en Finlande pendant son ascension dans les enqu&#234;tes internationales sont efficaces pour produire des scores &#233;lev&#233;s aux tests. Cela renforce l'id&#233;e que la pr&#233;servation d'une culture d'autorit&#233;, tout en traversant des changements soci&#233;taux rapides, est une explication partielle des performances &#233;ducatives croissantes du pays au cours du XXe si&#232;cle. Ce constat converge avec ce que l'on sait d'apr&#232;s le travail de John Hattie&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Voir &#224; ce sujet Olivier Mottint, Faut-il renoncer aux p&#233;dagogies actives ? (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-6&#034;&gt;6&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; comme des r&#233;sultats d&#233;sastreux de l'exp&#233;rience qu&#233;becoise des ann&#233;es 2000&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-7&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;A propos du &#171; Renouveau p&#233;dagogique &#187; au Qu&#233;bec, voir Jean-Pierre Terrail, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-7&#034;&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Et l'auteur d'en conclure : &#171; Les m&#233;thodes d'enseignement autoritaires semblent pr&#233;f&#233;rables, du moins pour atteindre l'objectif traditionnel d'am&#233;liorer les performances cognitives. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;Les effets de la modernisation sociale et p&#233;dagogique&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;La modernisation tardive de la Finlande et son d&#233;veloppement &#233;conomique alors rapide ont eu deux cons&#233;quences.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quand le pays a commenc&#233; &#224; se d&#233;velopper &#233;conomiquement, l'&#233;ducation de masse s'est v&#233;ritablement mise en place, en b&#233;n&#233;ficiant de l'efficacit&#233; des m&#233;thodes d'enseignement traditionnelles qui se perp&#233;tuaient : c'est alors, au d&#233;but des ann&#233;es 2000, que l'&#233;cole finlandaise obtient ses plus grands succ&#232;s. Mais ce m&#234;me d&#233;veloppement a tr&#232;s vite commenc&#233; &#224; saper les fondements culturels et sociaux du syst&#232;me &#233;ducatif, sous l'impact de la transformation des valeurs et des modes de vie promus par les jeunes g&#233;n&#233;rations. Parmi ces derni&#232;res, &#171; les attitudes favorables &#224; l'apprentissage ont diminu&#233; entre 2001 et 2012. Entre 2000 et 2009, la part des &#233;l&#232;ves finlandais de 15 ans qui lisaient plus de 30 minutes par jour est pass&#233;e de 48 % &#224; 34 %. &#187; On peut invoquer ici le poids &#171; des am&#233;liorations technologiques, en particulier la mont&#233;e des r&#233;seaux sociaux &#187;. &#201;galement le reflux du respect de l'ob&#233;issance, que rel&#232;vent beaucoup d'enseignants, favoris&#233; sans doute par les parents eux-m&#234;mes, moins nombreux &#224; souhaiter l'inculquer &#224; leurs enfants, et plus critiques eux-m&#234;mes vis-&#224;-vis des enseignants, car plus instruits. Soit &#171; Les pressions de la soci&#233;t&#233; post-industrielle &#233;rodent de nombreux fondements sur lesquels reposaient les performances &#233;ducatives de la Finlande, tout comme elles ont &#233;t&#233; &#233;limin&#233;es dans la plupart des pays occidentaux plus t&#244;t dans l'histoire. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Et au plan des pratiques p&#233;dagogiques ? Le signal du changement est donn&#233; par le programme national de 1994 &#171; selon lequel toutes les &#233;coles devaient concevoir leurs propres programmes d'&#233;tudes de mani&#232;re &#224; am&#233;liorer l'enseignement et l'apprentissage selon les id&#233;es &#233;ducatives constructivistes. &#187; Mais il a fallu du temps pour que les pratiques changent majoritairement, au point que les ann&#233;es 2000 sont celles de l'apog&#233;e des m&#233;thodes traditionnelles. Celles-ci restent encore r&#233;pandues dans les ann&#233;es 2010, marqu&#233;es toutefois par la mont&#233;e en puissance progressive d'une p&#233;dagogie beaucoup plus centr&#233;e sur les &#233;l&#232;ves, leur activit&#233; individuelle, leurs questionnements. &#171; Entre 1994 et 2010, la part moyenne des &#233;l&#232;ves finnois de 11, 13 et 15 ans qui ont explicitement d&#233;clar&#233; que leurs enseignants les encourageaient &#224; exprimer leurs opinions en classe est pass&#233;e de 36 % &#224; 54 %. La part de ceux qui ont explicitement d&#233;clar&#233; que leurs enseignants s'int&#233;ressaient &#224; leur vie est pass&#233;e de 18 % &#224; 32 %, tandis que la part de ceux qui &#233;taient en d&#233;saccord explicite a diminu&#233; de 39 % &#224; 24 %. &#187; Et cette transformation de la relation p&#233;dagogique est encourag&#233;e par les pouvoirs publics. Le programme national de 2016 ne stipule-t-il pas que &#171; les &#233;l&#232;ves devraient avoir plus d'influence sur l'enseignement &#187; ? &#171; Cette &#233;volution, commente Sahlgren, montre que les enseignants finlandais ont rejoint leurs coll&#232;gues du monde entier dans la transition vers des m&#233;thodes d'apprentissage dirig&#233;es par les &#233;l&#232;ves depuis le pic de performance &#233;ducative du pays. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;C'est &#224; partir du moment o&#249; l'&#233;cole finlandaise rentre ainsi dans le rang mondial de la modernisation p&#233;dagogique que les performances de ses &#233;l&#232;ves se mettent &#224; r&#233;gresser. Difficile d&#232;s lors de ne pas consid&#233;rer, avec Sahlgren, que le recul voire l'abandon de la p&#233;dagogie magistrale traditionnelle est pour le moins &#171; une raison pour laquelle le pays a commenc&#233; &#224; d&#233;cliner &#187; dans les classements internationaux des syst&#232;mes &#233;ducatifs.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;&#201;l&#233;ments de discussion et de r&#233;flexion&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Le monde change, l'&#233;cole doit changer&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sahlgren souligne &#224; juste titre tout ce que ce recul doit &#224; la pression exerc&#233;e sur l'institution scolaire par les transformations de la vie sociale. &#171; Les m&#233;thodes autoritaires ne sont plus consid&#233;r&#233;es comme adapt&#233;es ou possibles dans une soci&#233;t&#233; post-industrielle o&#249; les &#233;l&#232;ves deviennent moins dociles et ob&#233;issants (&#8230;) Lorsque le monde &#233;tait plus autoritaire en g&#233;n&#233;ral, les &#233;l&#232;ves acceptaient plus facilement les enseignants autoritaires. (&#8230;) Les m&#233;thodes p&#233;dagogiques changent tout simplement parce qu'il n'est plus possible de contr&#244;ler la classe avec les anciennes m&#233;thodes (&#8230;) Les m&#233;thodes constructivistes ont probablement &#233;merg&#233; pour aligner ce qui se passe dans les &#233;coles avec la soci&#233;t&#233; ext&#233;rieure (&#8230;) La soci&#233;t&#233; et les pratiques scolaires semblent avoir chang&#233; simultan&#233;ment de mani&#232;re qui pourrait nuire aux performances des &#233;l&#232;ves, refl&#233;tant un sch&#233;ma observ&#233; dans d'autres pays occidentaux en g&#233;n&#233;ral. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quelle que soit la force de ce processus, il se garde cependant d'en faire une destin&#233;e fatale, hors de tout contr&#244;le possible. &#171; Aujourd'hui, la soci&#233;t&#233; est moins ax&#233;e sur l'autorit&#233; et l'ob&#233;issance, et davantage sur la libert&#233; et l'ind&#233;pendance. Par cons&#233;quent, selon cet argument, les &#233;coles doivent adopter ces valeurs. Mais c'est une erreur. Les &#233;coles ne sont pas cens&#233;es &#234;tre des microcosmes du monde ext&#233;rieur. Elles sont cens&#233;es &#234;tre des institutions qui pr&#233;parent les &#233;l&#232;ves &#224; ce monde. Les &#233;l&#232;ves ne sont pas des citoyens adultes et ne devraient pas &#234;tre trait&#233;s comme tels. Ainsi, bien que la soci&#233;t&#233; &#233;volue vers moins d'autorit&#233; et plus d'ind&#233;pendance, cela ne signifie pas que l'&#233;ducation doit suivre cette trajectoire. En fait, on pourrait soutenir qu'il devient encore plus important que les &#233;coles conservent certaines structures autoritaires pour garantir que les &#233;l&#232;ves acceptent l'institution scolaire. Si ce raisonnement est juste, le changement de m&#233;thodes pourrait en r&#233;alit&#233; avoir contribu&#233; &#224; une diminution de l'acceptation de l'autorit&#233; dans les &#233;coles, plut&#244;t que l'inverse (&#8230;) Apr&#232;s tout, si les adultes ne se comportent pas comme des autorit&#233;s, pourquoi les enfants les consid&#233;reraient-ils comme tels ? &#187; Et de conclure : &#171; La le&#231;on politique [de l'exp&#233;rience finlandaise] la plus forte est le danger de rejeter l'autorit&#233; dans les &#233;coles, en particulier en abandonnant l'enseignement structur&#233; et centr&#233; sur les enseignants. &#187;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sahlgren a certainement raison de souligner l'impact de la pression de parents plus instruits, d'enfants plus agit&#233;s, moins attentifs et moins respectueux, incitant les enseignants &#224; adopter une p&#233;dagogie moins directive et les responsables politiques &#224; pr&#244;ner le recours aux m&#233;thodes actives. Le ph&#233;nom&#232;ne affecte tous les pays d&#233;velopp&#233;s de fa&#231;on comparable, et avec une contemporan&#233;it&#233; croissante (mondialisation, internet, r&#233;seaux). Qu'il ait eu sur les performances de l'&#233;cole finlandaise des effets aussi ostensibles tient &#224; la longue r&#233;sistance que lui a oppos&#233; une p&#233;dagogie traditionnelle efficiente, laquelle a c&#233;d&#233; &#224; son tour, mais plus tardivement qu'ailleurs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Serait-il souhaitable, ou m&#234;me possible, comme il le pr&#233;conise, de pr&#233;server les relations &#233;ducatives des transformations qui affectent, hors &#233;cole, l'ensemble de la vie sociale ? Proposons quelques remarques &#224; cet &#233;gard.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;R&#233;formes de structure et posture p&#233;dagogique&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Un fait m&#233;rite d'abord d'&#234;tre soulign&#233;. Dans la foul&#233;e des toutes premi&#232;res enqu&#234;tes PISA, la plupart des commentateurs ont associ&#233; les brillants r&#233;sultats de l'&#233;cole finlandaise aux r&#233;formes des ann&#233;es 1970, au premier rang desquels le Fran&#231;ais Paul Robert, qui y voit explicitement, en 2009, &#171; le secret de la r&#233;ussite &#187; et un &#171; mod&#232;le &#187; possible pour la France. Or ces r&#233;formes concernaient l'organisation des parcours de scolarisation (tronc commun jusqu'&#224; 16 ans, suppression des redoublements, des notes et du classement des &#233;l&#232;ves), mais sans se prononcer sur la nature de la relation p&#233;dagogique elle-m&#234;me, dont la gestion devait &#234;tre librement assum&#233;e par des enseignants dont l'autonomie de d&#233;cision se voyait renforc&#233;e. Ce que montrent les indicateurs mobilis&#233;s par Sahlgren, c'est la force d'inertie de la culture professionnelle d'un monde enseignant qui, trois d&#233;cennies plus tard, continue massivement &#224; pratiquer la p&#233;dagogie h&#233;rit&#233;e de la tradition. Forg&#233;e dans l'histoire nationale, c'est paradoxalement cette p&#233;dagogie qui assure, gr&#226;ce &#224; son efficience en mati&#232;re de transmission cognitive, les succ&#232;s du pays dans les premi&#232;res ann&#233;es 2000. Voil&#224; qui rappelle avec insistance que l'essentiel des apprentissages scolaires se joue dans la classe&#8230; et que les transformations de la relation p&#233;dagogique sont le moteur d&#233;cisif de leur am&#233;lioration ou de leur d&#233;t&#233;rioration. L'impact des r&#233;formes du dispositif structurel de scolarisation d&#233;pend toujours de ce qui se passe au plan des relations d'enseignement, et donc de leurs effets &#224; cet &#233;gard. C'est bien ce que nous disions d&#233;j&#224; il y un quart de si&#232;cle dans notre compte-rendu de l'ouvrage de Paul Robert, et gr&#226;ce &#224; quoi, alors m&#234;me que nous approuvions au GRDS le principe de r&#233;formes de structure qui au final ne se sont pas av&#233;r&#233;es d&#233;cisives, les apports de la recherche de Sahlgren ne nous prennent pas aujourd'hui &#224; revers. Citons la fin de notre compte-rendu :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &#171; Paul Robert insiste &#233;norm&#233;ment sur ce que l'efficacit&#233; de l'enseignement finlandais doit &#224; des apprentissages qui s'op&#232;rent dans une atmosph&#232;re bienveillante et d&#233;tendue, sans stress et sans pression (&#8230;). Peu d'enseignants je suppose contesteraient qu'il soit plus agr&#233;able de travailler dans une ambiance confiante et calme (&#8230;). Mais l'on ne saurait confondre les conditions de travail et le travail lui-m&#234;me. L'efficacit&#233; cognitive d'un syst&#232;me &#233;ducatif d&#233;pend des proc&#233;dures d'apprentissage proprement dites (&#8230;) Et Paul Robert, agr&#233;g&#233; de lettres classiques, sait bien que l'absence de stress ne suffit pas &#224; faire des forts en th&#232;me. Il ne nous dit pourtant pratiquement rien sur les modalit&#233;s d'apprentissage pratiqu&#233;es en Finlande. &#187;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-8&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Jean-Pierre Terrail, Paul Robert, &#034;La Finlande : un mod&#232;le &#233;ducatif pour la (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-8&#034;&gt;8&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt; (soulign&#233; par nous, F.A.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Quelle &#171; autorit&#233; &#187; pour garantir la qualit&#233; des apprentissages ?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rappelons la conclusion essentielle de la recherche de Sahlgren : &#171; La le&#231;on politique la plus forte est le danger de rejeter l'autorit&#233; dans les &#233;coles, en particulier en abandonnant l'enseignement structur&#233; et centr&#233; sur les enseignants. &#187; L'emploi de la notion d'autorit&#233; m&#233;rite &#233;videmment ici d'&#234;tre sp&#233;cifi&#233;, sauf &#224; para&#238;tre faire fi du lourd passif historique accumul&#233;, du ma&#238;tre du fouet des &#233;coles sum&#233;riennes aux turpitudes de B&#233;tharram, par l'exercice du pouvoir sur les enfants dans les enceintes scolaires. Ce que souligne en fait l'exp&#233;rience finlandaise, et cette mention sans doute aurait suffi, c'est l'efficience d'un &#171; enseignement structur&#233; et centr&#233; sur les enseignants &#187; : l'efficience donc d'apprentissages scolaires organis&#233;s et pilot&#233;s de pr&#232;s par les enseignants.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La mise en &#233;vidence, par l'analyse de Sahlgren, des cons&#233;quences r&#233;gressives du renoncement &#224; un guidage ferme des apprentissages cognitifs n'a rien de vraiment tr&#232;s surprenant. Les m&#234;mes cons&#233;quences ont &#233;t&#233; constat&#233;es et document&#233;es par les milliers d'&#233;tudes dont l'&#233;quipe n&#233;o-z&#233;landaise de Hattie a fait la synth&#232;se&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-9&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Hattie, J. (2009). Visible Learning : A Synthesis of Over 800 Meta-Analyses (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-9&#034;&gt;9&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, par le suivi de l'exp&#233;rience du &#171; Renouveau p&#233;dagogique &#187; au Qu&#233;bec, comme par l'analyse des conditions de la baisse des performances des &#233;l&#232;ves fran&#231;ais depuis les ann&#233;es 1980&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-10&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Jean-Pierre Terrail, Mais pourquoi donc le niveau des &#233;l&#232;ves baisse-t-il ?, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-10&#034;&gt;10&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;. Le cas finlandais vient donc s'ajouter &#224; une exp&#233;rience internationale d&#233;j&#224; abondamment fournie.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Certes, &#233;voquer un &#171; guidage ferme des apprentissages &#187; est une fa&#231;on de rappeler l'asym&#233;trie de la relation &#233;ducative. L'&#233;ducateur et l'&#233;duqu&#233; ne sont pas des camarades, comme le voudrait le p&#233;dagogue br&#233;silien Paulo Freire, car l'enseignant occupe une position surplombante dans le processus de transmission des connaissances. Ce surplomb peut s'accompagner d'une maltraitance des &#233;l&#232;ves, ou tout simplement d'une inculcation peu attentive &#224; ses effets sur ces derniers. Il peut toutefois aussi, de la part d'enseignants conscients d'&#234;tre les &#171; alli&#233;s dans la place &#187; de leurs &#233;l&#232;ves, &#234;tre mis &#224; profit pour cr&#233;er les conditions d'une appropriation r&#233;fl&#233;chie par leur public des savoirs &#224; transmettre. Dans ce dernier cas l'&#171; autorit&#233; &#187; du ma&#238;tre lui est toujours d&#233;l&#233;gu&#233;e par l'institution, mais sa v&#233;ritable reconnaissance par les &#233;l&#232;ves doit l'essentiel &#224; leur sentiment de r&#233;ussir gr&#226;ce &#224; lui des apprentissages difficiles, et d'&#234;tre ainsi entendus et respect&#233;s. Cette autorit&#233;-l&#224; est toujours indispensable, et elle l'est d'autant plus que les &#233;volutions de la vie sociale tendent &#224; fragiliser, voire &#224; effriter celle que l'on pr&#234;te spontan&#233;ment &#224; l'institution. Pr&#233;server &#171; l'autorit&#233; dans les &#233;coles &#187;, comme le recommande Sahlgren, passe donc aujourd'hui de plus en plus par la capacit&#233; des enseignants &#224; engager leurs &#233;l&#232;ves dans des activit&#233;s intellectuelles exigeantes dont ils sauront surmonter les difficult&#233;s&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb2-11&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;On lira avec profit, &#224; cet &#233;gard, l'ouvrage de Nicolas Kaczmarek, Manuel (&#8230;)&#034; id=&#034;nh2-11&#034;&gt;11&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb2-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Pour l'essentiel : financ&#233;e par l'OCDE et con&#231;ue par des chercheurs australiens, PISA soumet tous les trois ans (2 000, 2 003, 2 006, etc.), dans chacun des pays enqu&#234;t&#233;s (57 en 2006), environ 5 000 jeunes scolaires de 15 ans &#224; une &#233;preuve de &#171; comp&#233;tences &#187; de 210 minutes portant sur trois domaines : la compr&#233;hension de l'&#233;crit, la culture math&#233;matique, la culture scientifique. L'enqu&#234;te porte en outre sur les caract&#233;ristiques &#233;conomiques et socioculturelles des familles des &#233;l&#232;ves enqu&#234;t&#233;s (et le profil de leur &#233;tablissement scolaire). Elle permet ainsi de comparer les performances des adolescents sous l'angle tant de leur moyenne que de leur dispersion dans chaque pays ; et de rapporter ces performances aux ressources des familles, en mesurant ainsi ce qu'elles doivent en propre &#224; l'action des syst&#232;mes scolaires.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2-2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Jean-Pierre Terrail, &lt;i&gt;Paul Robert, La Finlande : un mod&#232;le &#233;ducatif pour la France ? Les secrets de la r&#233;ussite&lt;/i&gt;, ESF, Paris, 2009, GRDS, 2010.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-3&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-3&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2-3&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;TIMSS (&lt;i&gt;Trends in Mathematics and Science Study&lt;/i&gt;) est une &#233;tude comparative internationale qui mesure le niveau des connaissances scolaires des &#233;l&#232;ves de CM1 et de 4e en math&#233;matiques et en sciences.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-4&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-4&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2-4&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Gabriel Heller Sahlgren,&lt;i&gt; Real Finnish Lessons. The true story of an education superpower&lt;/i&gt;, Center for Policy Studies, GB, 2015.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-5&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-5&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2-5&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;En 2015 donc (ndlr).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-6&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-6&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2-6&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Voir &#224; ce sujet Olivier Mottint, &lt;i&gt;Faut-il renoncer aux p&#233;dagogies actives ?&lt;/i&gt; GRDS, 2018, &lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article287&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article287&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-7&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-7&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2-7&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;A propos du &#171; Renouveau p&#233;dagogique &#187; au Qu&#233;bec, voir Jean-Pierre Terrail, &lt;i&gt;La Crise de l'&#233;cole et les moyens d'en sortir&lt;/i&gt;, La Dispute, coll. L'enjeu scolaire, Paris, 2024, pp. 66-69.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-8&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-8&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2-8&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;8&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Jean-Pierre Terrail, &lt;i&gt;Paul Robert, &#034;La Finlande : un mod&#232;le &#233;ducatif pour la France ? Les secrets de la r&#233;ussite&#034;, ESF, Paris, 2009&lt;/i&gt;, GRDS, 2010, &lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article68&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article68&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-9&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-9&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2-9&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;9&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Hattie, J. (2009). &lt;i&gt;Visible Learning : A Synthesis of Over 800 Meta-Analyses Relating to Achievement&lt;/i&gt;. New York : Routledge.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-10&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-10&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2-10&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;10&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Jean-Pierre Terrail, &lt;i&gt;Mais pourquoi donc le niveau des &#233;l&#232;ves baisse-t-il ?&lt;/i&gt;, GRDS, 2026, &lt;a href=&#034;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article373&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.democratisation-scolaire.fr/spip.php?article373&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb2-11&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh2-11&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 2-11&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;11&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;On lira avec profit, &#224; cet &#233;gard, l'ouvrage de Nicolas Kaczmarek, &lt;i&gt;Manuel contre la mise en &#233;chec scolaire&lt;/i&gt;, La Dispute, coll. L'enjeu scolaire, Paris, 2026.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="fr">
		<title>Finland's School : The Fall of an Icon (and Its Lessons)</title>
		<link>https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article59</link>
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		<dc:date>2026-05-13T15:09:20Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Fabienne Andr&#233;</dc:creator>



		<description>
&lt;p&gt;Successes, a Decline, and the Need for Explanation &lt;br class='autobr' /&gt;
The surprise provoked by the data from the first PISA survey, published in 2001, may still be remembered : Finland's school system topped all OECD countries in written language proficiency, ranked fourth in science, and fifth in mathematics.&#185; We reviewed here the work of Paul Robert who, in 2008, celebrated these successes and highlighted what had struck observers at the time and was considered an essential explanatory factor : the reforms (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?rubrique6" rel="directory"&gt;Vu de France/Views from France&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/logo/capture_d_e_cran_2026-05-13_a_12.30_17.png?1778683509' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='126' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;Successes, a Decline, and the Need for Explanation&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;The surprise provoked by the data from the first PISA survey, published in 2001, may still be remembered : Finland's school system topped all OECD countries in written language proficiency, ranked fourth in science, and fifth in mathematics.&#185; We reviewed here the work of Paul Robert who, in 2008, celebrated these successes and highlighted what had struck observers at the time and was considered an essential explanatory factor : the reforms of the 1970s and the establishment of a comprehensive school for all students up to age 16 &#8212; a genuine common core without grade repetition, without marks during the first six years of the initial cycle, without ability grouping, and therefore without ranking or hierarchical ordering of pupils, and even without an exit examination.&#178;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The GRDS could not but be sensitive to the success of an educational system in which, as we noted, &#034;The stated objective of 'a good school for all' is taken seriously here : everything in practice seems designed to ensure that all pupils leave the common core in possession of the same basic cognitive and cultural foundation. Teachers bear significant responsibility for managing the remediation system. As soon as difficulties arise in a given subject, support sessions are organised, during or after school, with the help of teaching assistants.&#034; We added, still drawing on Paul Robert's work : &#034;The initial scepticism of some teachers regarding the realism of this ambition was overcome through negotiations that resulted in smaller class sizes and good working conditions, thanks to maximum pedagogical freedom and responsibility (accompanied by the abolition of school inspections).&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The problem : ten years later, the icon had fallen. The decline is relative, to be sure, and it generated far fewer commentaries than the 2001 results &#8212; but it is unmistakable&#8230; and above all it calls in turn for explanation.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Finland's Rankings in PISA Surveys&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class='spip_document_75 spip_document spip_documents spip_document_image spip_documents_center spip_document_center'&gt;
&lt;figure class=&#034;spip_doc_inner&#034;&gt; &lt;a href='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/png/capture_d_e_cran_2026-05-13_a_17.02_57.png' class=&#034;spip_doc_lien mediabox&#034; type=&#034;image/png&#034;&gt; &lt;img src='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/png/capture_d_e_cran_2026-05-13_a_17.02_57.png?1778684669' width='500' height='154' alt='' /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;In TIMSS, an international test more closely aligned with school curricula, Finnish 13-year-olds saw their mathematics scores drop by 38 points between 1999 and 2011 &#8212; leaving the country's 14-year-olds performing slightly below the level of 13-year-olds in 1999.&#179;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;It was in 2015 that a university research report appeared in England (never translated into French), published by the Centre for Policy Studies at the London School of Economics, proposing to set out &#034;What Finland's Lessons Really Are&#034;, with the subtitle : *&#034;The True Story of an Education Superpower.&#034;*&#8308; Its author, Gabriel Heller Sahlgren, a Swedish researcher based in Stockholm, conducted direct fieldwork throughout 2014 for his doctoral thesis, visiting Finnish schools, teachers, and educational administrators. He produced a solidly documented study which, in order to offer a convincing interpretation of the decline in Finnish adolescents' cognitive performance during the 2000s, begins by revisiting the actual conditions behind the successes of their educational system as recorded at the beginning of that decade through PISA. What follows traces the main lines of his argument.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;Revisiting the Analysis of the Reasons for Success&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Sahlgren placed logic doubly on his side. On the one hand, he argued that a credible explanation of the decline in Finnish young people's performance required that the factors behind their earlier successes had been correctly identified &#8212; which meant revisiting that identification afresh, rather than simply accepting the interpretations that had proliferated at the time of the first findings in the early 2000s. On the other hand, he refused, for the purposes of this identification, to resort to the easiest and most common kind of commentary : the kind that contents itself with drawing connections between PISA results and particular features of the educational systems in question, as these features appear at the time of the survey, without taking sufficient care to verify whether the observed correlations actually reflect a causal relationship.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;To begin, then, with a fresh analysis of the reasons for success. Among those put forward in the early 2000s, Sahlgren retains the unification of the educational system &#8212; achieved by abolishing the previous two-track arrangement through the 1972 reform &#8212; as well as the end of standardised assessments (of both teachers and pupils), the autonomous collaboration among teachers, and the professional quality of those teachers, who were drawn from a highly selective pool and all held master's degrees. Yet he contests this picture in fairly radical terms : &#034;In reality,&#034; he writes, &#034;there is little foundation for these arguments.&#034; His primary reason is chronological : the performance outcomes of the early 2000s were attributed to an organisation of the school system that was only just then being put in place, and which is more characteristic of&#8230; the period of their decline :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;Until the 1990s, the Finnish educational system was centralised and state-controlled. The national curriculum was detailed and prescriptive, and all teachers were required to undergo extensive in-service training, while also being required to record what was taught hour by hour in class journals to ensure compliance with the mandatory content. There was also active school inspection, and all textbooks had to be approved by the National Board of Education.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;It is well known that institutions &#8212; and the professional culture that accompanies them, the teaching profession being no exception &#8212; are not transformed by decree. The reforms conceived in principle during the 1970s took a great deal of time to take shape in practice. School autonomy, the abolition of school inspections, and the removal of textbook approval only became realities in the second half of the 1990s. They cannot therefore, Sahlgren notes, be the origin of the remarkable performance of the 15-year-olds surveyed by PISA in 2000 :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;It appears that Finland's rise mainly accelerated under the old centralised system. While results increased by approximately the equivalent of 23 TIMSS points between 1965 and 1980, they increased by a further 32 points during the 1980s. They also increased by a further 34 points during the 1990s, but began to plateau in the latter part of the decade, eventually starting to decline in the mid-2000s. In fact, given the age of the pupils tested, the greatest gains occurred when pupils were attending school primarily before the old system was fully abolished &#8212; and the peak occurs shortly after its complete abolition.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sahlgren goes on to multiply observations in support of this thesis :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;Between 1970 and 1983, the science performance of Finnish ten-year-olds increased by the equivalent of 48 to 59 TIMSS points, depending on the adjustment made &#8212; a larger gain than that of any other country. In 1983, Finland thus ranked first in science, on a par with Japan and South Korea. Among 14-year-olds, Finland's science scores increased by the equivalent of 11 to 22 points between 1970 and 1983, placing the country statistically significantly behind only Hungary, Japan, and the Netherlands among the 26 educational systems in total in 1983.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Similarly, in 1991, at the end of the centralised system, Finnish pupils aged 9 and 14 outperformed all other countries in reading. Indeed, Finnish pupils had already achieved leading positions in a comparable test as early as 1970, ranking third in both age groups. And in mathematics, the scores of lower secondary pupils in Finland increased more in absolute terms between the mid-1960s and the early 1980s than in all other nine countries that participated on both occasions, with the exception of the Netherlands &#8212; even though Finland only emerged as a high-performing country with the first PISA results in 2000. Other data support the general trajectory of rise and decline in international surveys. The average test scores of Finnish male conscripts aged 18 to 20 increased by approximately the equivalent of 24 PISA points between 1988 and 1997, while they decreased between 1997 and 2009 by approximately 21 PISA points. In other words, performance improved when young men were attending primary and lower secondary school primarily before the old system was fully abolished, and began to decline when they were more exposed to the new system.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As for the impact of teacher training reform : &#034;given the time needed to renew the entire teaching workforce by allowing candidates to pass through the new system, it is also unlikely that changes in their training are a good explanation for the early PISA results (&#8230;) In fact, the retirement of teachers trained under the old system coincides with the stagnation of the country's performance and its eventual decline.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conclusion : &#034;The true causes of Finland's rise in international tests are unlikely to be found by examining the characteristics of the current educational system.&#8309; The data presented so far indicate that we need to look further back in time to find explanations.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;School and Nation-Building&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;According to Sahlgren, educational policy has long constituted a major instrument in the construction of Finland as an independent nation, at a time when it was still merely an autonomous region of the Tsarist empire. Schooling was meant to ensure the dissemination of a patriotic ethic while integrating Finnish-speaking rural regions into a culturally unified whole. This dual mission was entrusted to teachers forming &#034;a well-disciplined army of educators&#034; in the service of Finnish nationalism &#8212; a mission that the Second World War rendered even more imperative. Something like a Finnish version of the hussards noirs de la R&#233;publique, these teachers enjoyed in return a particular and widely recognised social status. The profession was enviable, selection was rigorous, and it retained candidates whose competence was undoubtedly not without bearing on the efficiency of the educational system. The respect they commanded made it possible to maintain a didactic and authoritative form of teaching : &#034;Whatever the specific activity in which pupils engage,&#034; Sahlgren notes in this regard, &#034;the key feature of this educational style is that the mode of instruction is teacher-directed.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Numerous testimonies seem to confirm that this type of pedagogical relationship, firmly rooted in the tradition of the Finnish educational world, persisted well into the 2000s &#8212; long after the institutional reforms of the 1970s :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;In the late 1980s, researchers analysed video recordings of lessons and concluded that classroom dynamics in the country did not appear to have changed much over the preceding 50 years, with teachers speaking for more than two-thirds of the time and pupils giving short answers to teacher questions.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In 1996, four years before the first PISA study, a group of British researchers from the University of East Anglia visited 50 Finnish schools and reported : 'A whole class following line by line what is written in the textbook, at a pace determined by the teacher. Rows and rows of children all doing the same thing in the same way.' In 2003, a team of Finnish researchers surveyed approximately 3,600 15-year-olds in 61 randomly selected schools about the teaching methods used in science lessons. They found that 'science lessons appear to be quite traditional. Direct instruction, solving basic problems, reading textbooks, and conducting practical work are frequently used.'&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Similarly, in the mid-2000s, a researcher filmed mathematics lessons with ten randomly selected Finnish teachers and reported that 'Finnish teachers are rather traditional and conservative in their pedagogical approach in the classroom [&#8230;] [and] conduct their lessons in a fairly uniform manner.' [&#8230;] We did not see much evidence, for example, of student-centred learning or independent learning.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#034;In other words,&#034; Sahlgren observes, &#034;Finnish pedagogical methods remained traditional throughout the era of educational improvement, in marked contrast to the constructivist and progressive ideal. They also appear to have been uniform across teachers and schools, despite the de jure autonomy teachers enjoyed.&#034; He concludes that *&#034;the traditional methods used in Finland during its rise in international surveys are effective in producing high test scores. This reinforces the idea that preserving a culture of authority, while navigating rapid societal change, is a partial explanation for the country's growing educational performance throughout the twentieth century. This finding converges with what is known from John Hattie's work,&#8310; as well as with the disastrous results of the Quebec pedagogical experiment of the 2000s.&#034;*&#8311; The author concludes : &#034;Authoritative teaching methods appear preferable, at least for achieving the traditional objective of improving cognitive performance.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;The Effects of Social and Pedagogical Modernisation&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Finland's late modernisation and its then-rapid economic development had two consequences.&lt;br class='autobr' /&gt;
As the country began to develop economically, mass education truly got under way, benefiting from the efficiency of the traditional teaching methods that were being perpetuated : it was then, in the early 2000s, that Finnish schools achieved their greatest successes. But this same development very quickly began to undermine the cultural and social foundations of the educational system, under the impact of the transformation of values and lifestyles promoted by younger generations. Among these, &#034;favourable attitudes towards learning declined between 2001 and 2012. Between 2000 and 2009, the proportion of Finnish 15-year-olds who read for more than 30 minutes per day fell from 48% to 34%.&#034; One may point here to the weight of &#034;technological improvements, in particular the rise of social networks.&#034; Also significant is the retreat of respect for obedience, noted by many teachers, and likely encouraged by parents themselves &#8212; who are less inclined to instil it in their children and more critical of teachers, having themselves received more education. In short : &#034;The pressures of post-industrial society are eroding many of the foundations on which Finland's educational performance rested, just as they were eliminated in most Western countries earlier in history.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;And at the level of pedagogical practice ? The signal for change was given by the 1994 national curriculum, &#034;according to which all schools were to design their own curricula in order to improve teaching and learning in accordance with constructivist educational ideas.&#034; But it took time for practices to change on a majority scale, to the point that the 2000s were in fact the high point of traditional methods. These remained widespread into the 2010s, marked nonetheless by the gradual rise of a pedagogy far more centred on pupils, their individual activity, and their own questioning. &#034;Between 1994 and 2010, the average proportion of Finnish pupils aged 11, 13, and 15 who explicitly stated that their teachers encouraged them to express their opinions in class rose from 36% to 54%. The proportion of those who explicitly stated that their teachers took an interest in their lives rose from 18% to 32%, while the proportion of those who explicitly disagreed fell from 39% to 24%.&#034; This transformation of the pedagogical relationship was actively encouraged by public authorities. Does not the 2016 national curriculum stipulate that &#034;pupils should have more influence over teaching&#034; ? &#034;This evolution,&#034; Sahlgren comments, &#034;shows that Finnish teachers have joined their colleagues worldwide in the transition towards pupil-directed learning methods since the country's peak of educational performance.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;It is precisely from the moment when Finnish schools thus fell into line with the global trend of pedagogical modernisation that their pupils' performance began to decline. It is therefore difficult not to agree with Sahlgren that the retreat &#8212; or even abandonment &#8212; of traditional didactic teaching is at the very least &#034;one reason why the country has begun to decline&#034; in international rankings of educational systems.&lt;/p&gt;
&lt;h2 class=&#034;spip&#034;&gt;Elements for Discussion and Reflection&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;The World Changes, School Must Change&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sahlgren rightly highlights how much this retreat owes to the pressure exerted on the educational institution by transformations in social life. &#034;Authoritative methods are no longer considered appropriate or possible in a post-industrial society where pupils are becoming less docile and obedient (&#8230;) When the world was more authoritarian in general, pupils more readily accepted authoritarian teachers. (&#8230;) Pedagogical methods change simply because it is no longer possible to control the classroom with the old methods (&#8230;) Constructivist methods have probably emerged to align what happens in schools with the outside society (&#8230;) Society and school practices seem to have changed simultaneously in ways that could harm pupil performance, reflecting a pattern observed in other Western countries more generally.&#034;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Whatever the strength of this process, he is careful not to treat it as an inevitable fate beyond any possible control. &#034;Today, society is less focused on authority and obedience, and more on freedom and independence. Consequently, according to this argument, schools must adopt these values. But this is a mistake. Schools are not meant to be microcosms of the outside world. They are meant to be institutions that prepare pupils for that world. Pupils are not adult citizens and should not be treated as such. Thus, although society is moving towards less authority and more independence, this does not mean that education must follow this trajectory. In fact, one could argue that it becomes even more important for schools to retain certain authoritative structures to ensure that pupils accept the school institution. If this reasoning is correct, the change in methods could in reality have contributed to a diminution of the acceptance of authority in schools, rather than the reverse (&#8230;) After all, if adults do not behave as authorities, why would children regard them as such ?&#034; He concludes : &#034;The strongest policy lesson [of the Finnish experience] is the danger of rejecting authority in schools, in particular by abandoning structured, teacher-centred instruction.&#034;&lt;br class='autobr' /&gt;
Sahlgren is certainly right to highlight the impact of the pressure from better-educated parents, more restless and less attentive and respectful children, prompting teachers to adopt less directive pedagogy and policymakers to advocate active methods. The phenomenon affects all developed countries in a comparable way, and with increasing simultaneity (globalisation, the internet, social networks). The fact that it has had such conspicuous effects on Finnish school performance is due to the long resistance put up by an efficient traditional pedagogy which eventually yielded &#8212; but later than elsewhere.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Would it be desirable, or even possible, as he recommends, to preserve educational relationships from the transformations affecting all social life outside school ? A few remarks are in order here.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Structural Reforms and Pedagogical Stance&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;One fact deserves to be emphasised first. In the immediate wake of the very first PISA surveys, most commentators associated Finland's excellent results with the reforms of the 1970s, foremost among them the Frenchman Paul Robert, who in 2009 explicitly identified these reforms as &#034;the secret of success&#034; and a possible &#034;model&#034; for France. Yet these reforms concerned the organisation of schooling pathways (a common core to age 16, the abolition of grade repetition, marks, and pupil ranking), while remaining silent on the nature of the pedagogical relationship itself, the management of which was to be freely assumed by teachers whose decision-making autonomy was being strengthened. What the indicators mobilised by Sahlgren reveal is the sheer inertia of the professional culture of the teaching world, which three decades later continued overwhelmingly to practise the pedagogy inherited from tradition. Forged in national history, it is paradoxically this pedagogy which, by virtue of its efficiency in cognitive transmission, secured the country's success in the early 2000s. This is a forceful reminder that the essential work of school learning takes place in the classroom&#8230; and that transformations in the pedagogical relationship are the decisive driver of its improvement or deterioration. The impact of structural reforms to schooling arrangements always depends on what happens at the level of teaching relationships, and therefore on their effects in this regard. This is precisely what we said a quarter of a century ago in our review of Paul Robert's book &#8212; and it is why, even though at the GRDS we approved the principle of structural reforms that ultimately proved not to be decisive, the contributions of Sahlgren's research do not catch us off guard today. Let us quote the conclusion of that review :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;*&#034;Paul Robert places enormous emphasis on how much the effectiveness of Finnish teaching owes to learning that takes place in a benevolent and relaxed atmosphere, free from stress and pressure (&#8230;). Few teachers, I imagine, would dispute that it is more pleasant to work in a confident and calm environment (&#8230;). But one cannot confuse working conditions with the work itself. The cognitive effectiveness of an educational system depends on the actual learning procedures employed (&#8230;) And Paul Robert, a classics agr&#233;g&#233;, knows full well that the absence of stress is not sufficient to produce strong pupils. &lt;i&gt;Yet he tells us practically nothing about the learning approaches used in Finland&lt;/i&gt;.&#034;*&#8312; (our emphasis, F.A.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;What Kind of &#034;Authority&#034; to Guarantee the Quality of Learning ?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Let us recall the essential conclusion of Sahlgren's research : &#034;The strongest policy lesson is the danger of rejecting authority in schools, in particular by abandoning structured, teacher-centred instruction.&#034; The use of the notion of authority here obviously calls for specification &#8212; failing which one might seem to be dismissing the heavy historical burden accumulated, from the Sumerian whip-wielding schoolmaster to the abuses of B&#233;tharram, by the exercise of power over children within school walls. What the Finnish experience in fact highlights &#8212; and this observation would perhaps have sufficed &#8212; is the effectiveness of &#034;structured, teacher-centred instruction&#034; : in other words, the effectiveness of school learning that is organised and closely guided by teachers.&lt;br class='autobr' /&gt;
Sahlgren's analysis, which demonstrates the regressive consequences of abandoning firm guidance of cognitive learning, is not particularly surprising. The same consequences have been observed and documented by the thousands of studies synthesised by Hattie's New Zealand team,&#8313; by the monitoring of the Quebec &#034;Pedagogical Renewal&#034; experiment, and by the analysis of the conditions behind the decline in French pupils' performance since the 1980s.&#185;&#8304; The Finnish case thus adds itself to an already abundantly documented body of international experience.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Of course, speaking of &#034;firm guidance of learning&#034; is a way of recalling the asymmetry of the educational relationship. The educator and the educated are not equals, as the Brazilian pedagogist Paulo Freire would have it, because the teacher occupies an overarching position in the process of knowledge transmission. This elevated position may be accompanied by mistreatment of pupils, or simply by an instruction little attentive to its effects on them. Yet it may also, on the part of teachers who are conscious of being their pupils' &#034;allies on the inside&#034;, be turned to advantage in creating the conditions for a reflective appropriation of the knowledge to be transmitted. In this latter case, the teacher's &#034;authority&#034; is always delegated by the institution &#8212; but its genuine recognition by pupils owes most to their sense that, thanks to the teacher, they are succeeding at difficult learning tasks and are thus being heard and respected. This kind of authority is always indispensable, and all the more so as the evolution of social life tends to weaken or even erode the authority that one spontaneously attributes to the institution. Preserving &#034;authority in schools,&#034; as Sahlgren recommends, therefore increasingly requires, today, that teachers be able to engage their pupils in demanding intellectual activities whose difficulties they will be helped to overcome.&#185;&#185;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(translated from French with checked ia)&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&#034;spip&#034; /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Footnotes :&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&#185; In essence : funded by the OECD and designed by Australian researchers, PISA every three years (2000, 2003, 2006, etc.) submits approximately 5,000 15-year-old school pupils in each of the countries surveyed (57 in 2006) to a 210-minute &#034;competency&#034; assessment covering three domains : reading comprehension, mathematical literacy, and scientific literacy. The survey also covers the economic and sociocultural characteristics of the families of the pupils surveyed (and the profile of their school). It thereby allows comparison of adolescents' performance both in terms of average and dispersion in each country, and relates this performance to family resources, thereby measuring what it owes specifically to the action of school systems.&lt;br class='autobr' /&gt;
&#178; Jean-Pierre Terrail, &lt;i&gt;Paul Robert, La Finlande : un mod&#232;le &#233;ducatif pour la France ? Les secrets de la r&#233;ussite&lt;/i&gt;, ESF, Paris, 2009, GRDS, 2010.&lt;br class='autobr' /&gt;
&#179; TIMSS (Trends in Mathematics and Science Study) is an international comparative study that measures the level of school knowledge of pupils in Year 5 and Year 9 (approximately) in mathematics and science.&lt;br class='autobr' /&gt;
&#8308; Gabriel Heller Sahlgren, &lt;i&gt;Real Finnish Lessons. The true story of an education superpower&lt;/i&gt;, Center for Policy Studies, GB, 2015.&lt;br class='autobr' /&gt;
&#8309; In 2015, that is (editor's note).&lt;br class='autobr' /&gt;
&#8310; See on this subject Olivier Mottint, &lt;i&gt;Faut-il renoncer aux p&#233;dagogies actives ?&lt;/i&gt; GRDS, 2018.&lt;br class='autobr' /&gt;
&#8311; On the &#034;Pedagogical Renewal&#034; in Quebec, see Jean-Pierre Terrail, &lt;i&gt;La Crise de l'&#233;cole et les moyens d'en sortir&lt;/i&gt;, La Dispute, coll. L'enjeu scolaire, Paris, 2024, pp. 66&#8211;69.&lt;br class='autobr' /&gt;
&#8312; Jean-Pierre Terrail, &lt;i&gt;Paul Robert, La Finlande : un mod&#232;le &#233;ducatif pour la France ? Les secrets de la r&#233;ussite&lt;/i&gt;, ESF, Paris, 2009, GRDS, 2010.&lt;br class='autobr' /&gt;
&#8313; John Hattie, &lt;i&gt;Visible Learning : A Synthesis of Over 800 Meta-Analyses Relating to Achievement&lt;/i&gt;, Routledge, New York, 2009.&lt;br class='autobr' /&gt;
&#185;&#8304; Jean-Pierre Terrail, &lt;i&gt;Mais pourquoi donc le niveau des &#233;l&#232;ves baisse-t-il ?&lt;/i&gt;, GRDS, 2026.&lt;br class='autobr' /&gt;
&#185;&#185; On this point, readers will benefit from Nicolas Kaczmarek, &lt;i&gt;Manuel contre la mise en &#233;chec scolaire&lt;/i&gt;, La Dispute, coll. L'enjeu scolaire, Paris, 2026.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="fr">
		<title>The Althusserian school and us</title>
		<link>https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article58</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article58</guid>
		<dc:date>2026-04-25T16:55:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Yoshiyuki SATO</dc:creator>



		<description>
&lt;p&gt;Yoshiyuki Sato, a Japanese academic researcher (University of Tsukuba) specializing in contemporary French philosophy, recently oversaw the publication by Presses Universitaires de France of a work entitled &#201;coles [1], which revisits the Althusserians' discussion of scholastic apparatuses, and which we will be covering here shortly. &lt;br class='autobr' /&gt;
On this occasion, he organized in Paris, at Universit&#233; Paris 8, the symposium &#034;L'&#233;cole althuss&#233;rienne et nous&#034; [2]. &lt;br class='autobr' /&gt;
During this event, various aspects of the (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?rubrique9" rel="directory"&gt;Vu du Japon. Views from Japan&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/logo/capture_d_e_cran_2026-04-25_a_18.52_46.png?1777136011' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='106' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Yoshiyuki Sato, a Japanese academic researcher (University of Tsukuba) specializing in contemporary French philosophy, recently oversaw the publication by Presses Universitaires de France of a work entitled &lt;i&gt;&#201;coles&lt;/i&gt; [1], which revisits the Althusserians' discussion of scholastic apparatuses, and which we will be covering here shortly.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;On this occasion, he organized in Paris, at Universit&#233; Paris 8, the symposium &#034;&lt;i&gt;L'&#233;cole althuss&#233;rienne et nous&lt;/i&gt;&#034; [2].&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;During this event, various aspects of the Japanese school system were discussed. The proceedings were recorded and can be listened to here : &lt;a href=&#034;https://www.youtube.com/watch?v=ENjyNJlK3sg&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=ENjyNJlK3sg&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Notes&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[1] &lt;i&gt;&#201;coles :&lt;/i&gt;&lt;i&gt; Critique mat&#233;rialiste des appareils scolaires&lt;/i&gt; (&#201;tienne Balibar, Christian Baudelot, Roger Establet, Pierre Macherey and Michel Tort, text established and presented by Yoshiyuki Sato, PUF, coll. &#034;Perspectives critiques&#034;, September 2025, &lt;a href=&#034;https://www.puf.com/ecoles&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.puf.com/ecoles&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[2] Symposium around &lt;i&gt;&#201;coles : Critique mat&#233;rialiste des appareils scolaires&lt;/i&gt; and &lt;i&gt;&#192; l'&#233;cole althuss&#233;rienne&lt;/i&gt; (Xavier Riondet, Le Bord de l'eau, June 2025, &lt;a href=&#034;https://www.editionsbdl.com/produit/a-lecole-althusserienne/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.editionsbdl.com/produit/a-lecole-althusserienne/&lt;/a&gt;). Friday 20 March 2026, Universit&#233; Paris 8. Participants : &#201;tienne Balibar, Christian Baudelot (authors of &lt;i&gt;&#201;coles&lt;/i&gt;), Yoshiyuki Sato (University of Tsukuba, Japan), Xavier Riondet (Universit&#233; Rennes 2, author of &lt;i&gt;&#192; l'&#233;cole althuss&#233;rienne&lt;/i&gt;), Bertrand Ogilvie (Universit&#233; Paris 8).&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="fr">
		<title>L'&#233;cole althuss&#233;rienne et nous</title>
		<link>https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article57</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article57</guid>
		<dc:date>2026-04-25T16:54:38Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Yoshiyuki SATO</dc:creator>



		<description>
&lt;p&gt;Chercheur universitaire japonais (universit&#233; de Tsukuba), sp&#233;cialiste de la philosophie fran&#231;aise contemporaine, Yoshiyuki Sato a r&#233;cemment dirig&#233; la publication aux Presses universitaires de France d'un ouvrage intitul&#233; &#201;coles, qui reprend la discussion des Althuss&#233;riens autour des appareils scolaire, et dont nous reparlerons bient&#244;t ici. &lt;br class='autobr' /&gt;
A cette occasion, il a organis&#233; &#224; Paris, &#224; l'Universit&#233; Paris 8, la rencontre &#034;L'&#233;cole althuss&#233;rienne et nous&#034; &lt;br class='autobr' /&gt;
Au cours de cette rencontre, diff&#233;rents (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?rubrique9" rel="directory"&gt;Vu du Japon. Views from Japan&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/logo/capture_d_e_cran_2026-04-25_a_18.52_46-2.png?1777136039' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='106' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Chercheur universitaire japonais (universit&#233; de Tsukuba), sp&#233;cialiste de la philosophie fran&#231;aise contemporaine, Yoshiyuki Sato a r&#233;cemment dirig&#233; la publication aux Presses universitaires de France d'un ouvrage intitul&#233; &lt;i&gt;&#201;coles&lt;/i&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;&#201;coles : Critique mat&#233;rialiste des appareils scolaires (&#201;tienne Balibar, (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3-1&#034;&gt;1&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;, qui reprend la discussion des Althuss&#233;riens autour des appareils scolaire, et dont nous reparlerons bient&#244;t ici.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cette occasion, il a organis&#233; &#224; Paris, &#224; l'Universit&#233; Paris 8, la rencontre &#034;&lt;i&gt;L'&#233;cole althuss&#233;rienne et nous&lt;/i&gt;&#034;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt; [&lt;a href=&#034;#nb3-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; rel=&#034;appendix&#034; title=&#034;Rencontre autour de &#201;coles : Critique mat&#233;rialiste des appareils scolaires (&#8230;)&#034; id=&#034;nh3-2&#034;&gt;2&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Au cours de cette rencontre, diff&#233;rents aspects du syst&#232;me scolaire japonais ont &#233;t&#233; &#233;voqu&#233;s. Les d&#233;bats ont &#233;t&#233; enregistr&#233;s, on pourra &#233;couter la rencontre ici :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&#034;https://www.youtube.com/watch?v=ENjyNJlK3sg&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=ENjyNJlK3sg&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;div id=&#034;nb3-1&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-1&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 3-1&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&#201;coles : Critique mat&#233;rialiste des appareils scolaires&lt;/i&gt; (&#201;tienne Balibar, Christian Baudelot, Roger Establet, Pierre Macherey et Michel Tort, texte &#233;tabli et pr&#233;sent&#233; par Yoshiyuki Sato, PUF, coll. &#8220;Perspectives critiques&#8221;, septembre 2025, &lt;a href=&#034;https://www.puf.com/ecoles&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.puf.com/ecoles&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div id=&#034;nb3-2&#034;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&#034;spip_note_ref&#034;&gt;[&lt;a href=&#034;#nh3-2&#034; class=&#034;spip_note&#034; title=&#034;Notes 3-2&#034; rev=&#034;appendix&#034;&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;/span&gt;Rencontre autour de &lt;i&gt;&#201;coles : Critique mat&#233;rialiste des appareils scolaires&lt;/i&gt; et de &lt;i&gt;&#192; l'&#233;cole althuss&#233;rienne&lt;/i&gt; (Xavier Riondet, Le Bord de l'eau, juin 2025, &lt;a href=&#034;https://www.editionsbdl.com/produit/a-lecole-althusserienne/&#034; class=&#034;spip_url spip_out auto&#034; rel=&#034;nofollow external&#034;&gt;https://www.editionsbdl.com/produit/a-lecole-althusserienne/&lt;/a&gt;). Vendredi 20 mars 2026, Universit&#233; Paris 8. Intervenants : &#201;tienne Balibar, Christian Baudelot (auteurs de &lt;i&gt;&#201;coles&lt;/i&gt;), Yoshiyuki Sato (Universit&#233; de Tsukuba, Japon), Xavier Riondet (Universit&#233; Rennes 2, auteur de &lt;i&gt;&#192; l'&#233;cole althuss&#233;rienne&lt;/i&gt;), Bertrand Ogilvie (Universit&#233; Paris 8).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="fr">
		<title>Did&#225;tica : concep&#231;&#245;es e desafios contempor&#226;neos</title>
		<link>https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article55</link>
		<guid isPermaLink="true">https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?article55</guid>
		<dc:date>2026-04-25T15:44:53Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>fr</dc:language>
		<dc:creator>Julio Cesar Francisco</dc:creator>



		<description>
&lt;p&gt;(O texto apresenta a did&#225;tica como um campo central da pedagogia, respons&#225;vel por articular ensino e aprendizagem a partir de fundamentos hist&#243;ricos, te&#243;ricos e pol&#237;ticos. Analisa a constitui&#231;&#227;o dos dois grandes modelos de did&#225;tica, o tradicional e o renovador, evidenciando suas origens, caracter&#237;sticas e desdobramentos ao longo do tempo, bem como suas rela&#231;&#245;es com diferentes projetos de sociedade e pol&#237;ticas de Estado. Ao longo da an&#225;lise, destaca-se como esses modelos foram apropriados de (&#8230;)&lt;/p&gt;


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&lt;a href="https://www.grds-international.com/grdsinternational/spip.php?rubrique8" rel="directory"&gt;Vu du Br&#233;sil / Views from Brazil &lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img src='https://www.grds-international.com/grdsinternational/IMG/logo/capture_d_e_cran_2026-04-25_a_11.46_06-2.png?1777130987' class='spip_logo spip_logo_right' width='150' height='99' alt=&#034;&#034; /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt; (O texto apresenta a did&#225;tica como um campo central da pedagogia, respons&#225;vel por articular ensino e aprendizagem a partir de fundamentos hist&#243;ricos, te&#243;ricos e pol&#237;ticos. Analisa a constitui&#231;&#227;o dos dois grandes modelos de did&#225;tica, o tradicional e o renovador, evidenciando suas origens, caracter&#237;sticas e desdobramentos ao longo do tempo, bem como suas rela&#231;&#245;es com diferentes projetos de sociedade e pol&#237;ticas de Estado. Ao longo da an&#225;lise, destaca-se como esses modelos foram apropriados de maneira desigual, contribuindo para a manuten&#231;&#227;o de assimetrias educacionais entre as classes sociais. O texto problematiza especialmente os efeitos dessas abordagens nas classes populares, tanto no &#226;mbito do ensino meritocr&#225;tico quanto nas propostas renovadoras marcadas pela flexibiliza&#231;&#227;o e pela redu&#231;&#227;o da instru&#231;&#227;o sistem&#225;tica. Por fim, defende-se a relev&#226;ncia de uma did&#225;tica cr&#237;tica e contra-hegem&#244;nica, orientada pela instru&#231;&#227;o do professor, pelo planejamento intencional do ensino e pelo acesso ao conhecimento sistematizado, como condi&#231;&#227;o para uma democratiza&#231;&#227;o efetiva da escola.)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1. Fundamentos da did&#225;tica e sua constitui&#231;&#227;o hist&#243;rica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A did&#225;tica constitui um dos campos mais relevantes e debatidos no &#226;mbito da educa&#231;&#227;o, ocupando posi&#231;&#227;o central na compreens&#227;o dos processos de ensino e aprendizagem, tanto em contextos escolares quanto n&#227;o escolares. Longe de ser uma disciplina secund&#225;ria da pedagogia, configura-se como um campo de conhecimento que investiga, sistematiza e orienta a pr&#225;tica educativa, articulando objetivos, conte&#250;dos, m&#233;todos e avalia&#231;&#227;o. Nesse sentido, sua constitui&#231;&#227;o hist&#243;rica expressa diferentes concep&#231;&#245;es de educa&#231;&#227;o, de sujeito e de sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A partir dos s&#233;culos XVII e XVIII, observa-se a consolida&#231;&#227;o de dois modelos de did&#225;tica que marcaram profundamente o pensamento educacional. Vale esclarece desde j&#225; que no interior desses dois modelos h&#225; nuances importantes e, portanto, n&#227;o eles n&#227;o s&#227;o homog&#234;neos, mas plurais, por&#233;m com n&#250;cleos orientadores da organiza&#231;&#227;o do trabalho educativo e da did&#225;tica para a forma&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No primeiro modelo, destaca-se a tradi&#231;&#227;o inaugurada por Jan Amos Comenius e desenvolvida por Johann Friedrich Herbart, cujas propostas sistematizadas de ensino enfatizavam a organiza&#231;&#227;o met&#243;dica, a centralidade do professor e a transmiss&#227;o do conhecimento como eixo estruturante do processo educativo na escola. Esse modelo, predominante entre os s&#233;culos XVII e XIX, consolidou pr&#225;ticas como a organiza&#231;&#227;o seriada, a homogeneiza&#231;&#227;o das turmas, a valoriza&#231;&#227;o da disciplina, o esfor&#231;o intelectual do aluno tamb&#233;m para al&#233;m da sala de aula, a aprendizagem mediada pelos livros, bem como a avalia&#231;&#227;o por meio de provas como mecanismos de regula&#231;&#227;o da aprendizagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em contraposi&#231;&#227;o ao m&#233;todo tradicional, desenvolveu-se, sobretudo a partir do s&#233;culo XVIII, uma perspectiva de car&#225;ter naturalista e experiencial, associada ao pensamento de Jean-Jacques Rousseau e Johann Pestalozzi e posteriormente aprofundada por autores vinculados ao movimento da Escola Nova. Tal perspectiva desloca o foco do ensino para a aprendizagem, valorizando a atividade individual do aluno, seus interesses, a experi&#234;ncia, a descoberta, a pesquisa e o desenvolvimento biopsicossocial do educando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No s&#233;culo XX, as ideias renovadas foram amplamente difundidas por autores como Clapar&#232;de, Jean Piaget, Decroly, Freinet, Roger Cousinet, John Dewey, Kilpatrick, Washburne, An&#237;sio Teixeira, Fernando de Azevedo, em di&#225;logo com institui&#231;&#245;es de pesquisa e organismos internacionais, como a UNESCO, o Unicef, e o Banco Mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esses dois grandes modelos (tradicional e renovador), como j&#225; mencionado, n&#227;o se apresentam de forma estanque, mas constituem matrizes que, ao longo do tempo, sofreram reconfigura&#231;&#245;es e incorpora&#231;&#245;es em fun&#231;&#227;o de disputas te&#243;ricas, pol&#237;ticas e institucionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2. Did&#225;tica, Estado e projetos de sociedade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As perspectivas renovadas foram alicer&#231;adas e incorporadas nas pol&#237;ticas de Estado com a orienta&#231;&#227;o liberal humanista-democr&#225;tica (intervencionista nas pol&#237;ticas sociais), que muitos economistas de &#8220;direita&#8221; chamam de propostas do campo pol&#237;tico da &#8220;esquerda&#8221; e, por vezes, denominam equivocadamente &#8220;socialista&#8221;, influenciando pr&#225;ticas pedag&#243;gicas flex&#237;veis e centradas na realidade do educando para a constru&#231;&#227;o do conhecimento pelo pr&#243;prio sujeito, diferenciando-se da cl&#225;ssica pol&#237;tica liberal concorrencial (meritocr&#225;tica), que tem maior alcance com o neoliberalismo de mercado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, as pr&#225;ticas intervencionistas social-democr&#225;ticas n&#227;o fazem uma ruptura com o modelo de vida vigente, mas acreditam no seu aperfei&#231;oamento, superando os paradigmas positivistas da ci&#234;ncia, os m&#233;todos tradicionais e as formais explicitas de ensino do liberalismo concorrencial. Defende-se, por oposi&#231;&#227;o, uma educa&#231;&#227;o construtivistas e igualit&#225;ria, adequada &#224; realidade social, familiar e cultural de cada educando. Essas pedagogias foram denominadas de ativas pela import&#226;ncia dada ao interesse e &#224; atividade do educando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em vertentes mais radicais das pedagogias ativas, chegou-se at&#233; mesmo a questionar a pr&#243;pria exist&#234;ncia da institui&#231;&#227;o escolar, como no caso emblem&#225;tico de Ivan Illich, em sua obra &#8220;Society Without Schools&#8221;, na qual prop&#245;e redes abertas de aprendizagem aut&#244;nomas e informais.&lt;br class='autobr' /&gt;
Inclusive, em investiga&#231;&#227;o sobre o processo educativo com adolescentes privados de liberdade em um centre &#233;ducatif ferm&#233; da regi&#227;o parisiense, constatou-se um projeto de desescolariza&#231;&#227;o dos adolescentes, em fun&#231;&#227;o de uma forma&#231;&#227;o espont&#226;nea, constru&#237;da pelos pr&#243;prios internos, sem professores, sem livros, sem matr&#237;cula escolar, sem biblioteca. Trata-se mesmo de uma educa&#231;&#227;o sem escola. Os resultados dessa pesquisa foram publicados no livro &#8220;Instruire ou Occuper : chronique d'un centre &#233;ducatif ferm&#233;&#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;3. Desigualdades educacionais e disputas pedag&#243;gicas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esses modelos foram apropriados e adaptados por grupos hegem&#244;nicos, em conson&#226;ncia com interesses de reprodu&#231;&#227;o ou reorganiza&#231;&#227;o da ordem social vigente, ora com maior &#234;nfase na meritocracia por meio de um ensino explicito ora com &#234;nfase na espontaneidade, na liberdade, na atividade e na responsabilidade individual do educando, em que cada um &#233; levado a descobrir de uma maneira experiencial o seu pr&#243;prio projeto de forma&#231;&#227;o intelectual.&lt;br class='autobr' /&gt;
Os exemplos podem melhor ilustrar o debate no campo da did&#225;tico. Em determinadas configura&#231;&#245;es da escola p&#250;blica, o ensino tradicional foi frequentemente desenvolvido em fun&#231;&#227;o de uma sele&#231;&#227;o meritocr&#225;tica, em benef&#237;cio dos estratos sociais privilegiados e com melhores resultados nas escolas privadas, articulado &#224; concep&#231;&#227;o econ&#244;mica liberal cl&#225;ssica de John Locke e Adam Smith, e aprofundadas por Hayek, Misses e Friedman no novo liberalismo dos anos de 1980.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse caso da escola concorrencial, parte significativa dos alunos das classes populares e os mais vulner&#225;veis n&#227;o alcan&#231;ava n&#237;veis satisfat&#243;rios de aprendizagem e, por uma l&#243;gica de inclus&#227;o excludente, acabava sendo reprovada ou evadida do sistema escolar, reposicionada para postos de trabalho de menor prest&#237;gio social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por sua vez, em contextos de difus&#227;o de propostas renovadoras na forma&#231;&#227;o das classes populares, observou-se, sobremaneira nas pol&#237;ticas e pr&#225;ticas ao longo do s&#233;culo XX e XXI, a redu&#231;&#227;o ou a completa extin&#231;&#227;o do ensino sistem&#225;tico pelo professor, com menor &#234;nfase no tempo e na mat&#233;ria escolar, na dire&#231;&#227;o pedag&#243;gica, no uso de materiais estruturados e formais para a &lt;br class='autobr' /&gt;
organiza&#231;&#227;o e o planejamento da instru&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essas orienta&#231;&#245;es renovadas dialogam com pressupostos de flexibiliza&#231;&#227;o e individualiza&#231;&#227;o da forma&#231;&#227;o, nos quais os sujeitos s&#227;o instados a construir seus pr&#243;prios percursos de aprendizagem, mesmo em condi&#231;&#245;es marcadas por desigualdades estruturais, familiares, econ&#244;micas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa concep&#231;&#227;o de did&#225;tica renovada foi articulada com a pol&#237;tica de bem-estar social, ganhando hegemonia ap&#243;s as duas guerras mundiais, em que grande parte da popula&#231;&#227;o infantojuvenil da Europa ficou desamparada, justificando pol&#237;ticas humanistas de fortalecimento da interven&#231;&#227;o estatal na economia e nas pol&#237;ticas sociais para o desenvolvimento industrial e para a preserva&#231;&#227;o da seguran&#231;a nacional, bem como para garantir padr&#245;es m&#237;nimos de qualidade de vida para superar as problem&#225;ticas sociais. Da&#237; a necessidade da pol&#237;tica intervencionista para tentar assegurar qualidade e efetividade na seguran&#231;a p&#250;blica, na sa&#250;de, na educa&#231;&#227;o e na economia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O discurso social-democr&#225;tico, que vigorou sobretudo entre os anos de 1930 e 1970, privilegiou as rela&#231;&#245;es de cuidado, de acompanhamento, de acolhimento, de igualdade, de autonomia e de coopera&#231;&#227;o na forma&#231;&#227;o das classes populares. Por contraste ao ensino tradicional que esteve voltado sobretudo &#224;s classes privilegiadas, portanto com acesso &#224; instru&#231;&#227;o cl&#225;ssica e com perfil concorrencial (na vertente do liberalismo cl&#225;ssico), as camadas populares foram submetidas a um contexto de liberdade sem acesso devido ao saber cient&#237;fico e art&#237;stico produzido e acumulado historicamente (na vertente do liberalismo social-democr&#225;tico-humanista).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As classes populares foram submetidas &#224;s propostas da educa&#231;&#227;o social na linha do movimento intervencionista do Estado na economia e da pedagogia centrada no interesse do aluno e em projetos, al&#233;m do cunho profissionalizante voltado para fun&#231;&#245;es manuais, geralmente desenvolvido no &#226;mbito da comunidade por empresas, ONGs (Organiza&#231;&#245;es N&#227;o Governamentais) e OSCs (Organiza&#231;&#245;es da Sociedade Civil), em condi&#231;&#245;es aut&#244;nomas e informais. Tais propostas obviamente foram espraiadas nas pol&#237;ticas educacionais da rede p&#250;blica de ensino. Da&#237; a fun&#231;&#227;o do Estado como regulador da educa&#231;&#227;o nova, considerada democr&#225;tica. Por&#233;m, essa proposta foi popularizada sem obter a qualidade prometida, em condi&#231;&#245;es rebaixadas de compreens&#227;o da fun&#231;&#227;o da instru&#231;&#227;o e com uma aprendizagem intelectual (difusa, impl&#237;cita, desorganizada, incoerente). Esse contexto, colaborou com o persistente analfabetismo, al&#233;m da desvaloriza&#231;&#227;o da profiss&#227;o docente e da institui&#231;&#227;o escolar como pilares da forma&#231;&#227;o das crian&#231;as e dos adolescentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi nesse per&#237;odo que o Estado criou pol&#237;ticas especializadas de prote&#231;&#227;o e de educa&#231;&#227;o alternativa &#224; escola para os marginalizados e sem fam&#237;lia, como &#233; o caso das crian&#231;as e adolescentes &#243;rf&#227;os, abandonados, moradores de rua e infratores. Tais pol&#237;ticas ganharam for&#231;a com as diretrizes intervencionais do Estado social-democr&#225;tico de inspira&#231;&#227;o burguesa, que convergiam com os princ&#237;pios da Revolu&#231;&#227;o Francesa, em liga&#231;&#227;o com o ativismo pedag&#243;gico do movimento construtivista da Educa&#231;&#227;o Nova.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa sublinhar que a perspectiva humanista renovada na educa&#231;&#227;o perdeu total sentido com o golpe militar de 1964 no Brasil. Golpe esse que perdurou at&#233; 1985, quando a educa&#231;&#227;o nova volta a ser determinante, disputando hegemonia com a tend&#234;ncia neoliberal. A tend&#234;ncia do regime militar priorizou a produtividade com o menor disp&#234;ndio. Para os jovens subversivos ficou em relevo a viol&#234;ncia, o punitivismo e o autoritarismo institucional, sobretudo nas institui&#231;&#245;es correcionais, como a Funda&#231;&#227;o do Bem-Estar Social do Menor - FEBEM.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;4. Did&#225;tica contempor&#226;nea e perspectivas cr&#237;ticas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse conjunto de tens&#245;es evidencia que, em diferentes momentos hist&#243;ricos, as concep&#231;&#245;es de did&#225;tica podem ser mobilizadas de modos distintos, inclusive contribuindo para a manuten&#231;&#227;o de desigualdades educacionais. Enquanto as classes sociais dominantes t&#234;m acesso ampliado ao conhecimento cient&#237;fico, filos&#243;fico e art&#237;stico, em institui&#231;&#245;es com melhores condi&#231;&#245;es de funcionamento, as classes populares enfrentam limita&#231;&#245;es estruturais que impactam diretamente a qualidade de sua escolariza&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse contexto, a did&#225;tica assume papel central no campo da educa&#231;&#227;o, podendo contribuir tanto para a conserva&#231;&#227;o quanto para a transforma&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es sociais. Ela pode ser compreendida sob diferentes concep&#231;&#245;es : como t&#233;cnica investigativa e experiencial, ao enfatizar m&#233;todos e procedimentos aderentes aos interesses e projetos criados pelos pr&#243;prios educandos ; como media&#231;&#227;o meritocr&#225;tica, ao considerar a rela&#231;&#227;o entre ensino e aprendizagem em contextos concorrenciais ; e como pr&#225;tica cr&#237;tica, pol&#237;tica e epistemologicamente orientada, ao situar o processo educativo no interior das rela&#231;&#245;es sociais e dos projetos de sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada uma dessas concep&#231;&#245;es mobiliza fundamentos te&#243;ricos espec&#237;ficos e orienta distintas formas de planejamento e de organiza&#231;&#227;o do trabalho pedag&#243;gico, evidenciando t&#233;cnicas, modos de media&#231;&#227;o e posicionamentos pol&#237;tico-pedag&#243;gicos. Suas implica&#231;&#245;es para a aprendizagem suscitam debates persistentes, especialmente quanto ao papel do professor na educa&#231;&#227;o.&lt;br class='autobr' /&gt;
A centralidade atribu&#237;da ora &#224; instru&#231;&#227;o sistem&#225;tica, ora &#224; experi&#234;ncia do aluno evidencia tens&#245;es hist&#243;ricas que permanecem atuais e se expressam, inclusive, nas pol&#237;ticas educacionais e na forma&#231;&#227;o docente, frequentemente condicionadas por din&#226;micas socioecon&#244;micas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No contexto contempor&#226;neo, tais tens&#245;es se articulam a desafios estruturais, entre os quais pode-se destacar : a democratiza&#231;&#227;o do ensino escola ; o acesso efetivo ao conhecimento cient&#237;fico, art&#237;stico e filos&#243;fico ; a supera&#231;&#227;o das desigualdades educacionais ; a valoriza&#231;&#227;o do magist&#233;rio ; a qualidade dos recursos materiais ; e a integra&#231;&#227;o cr&#237;tica das tecnologias digitais ao processo educativo. Soma-se a isso a necessidade de pr&#225;ticas pedag&#243;gicas bem planejadas e com exig&#234;ncia intelectual, capazes inclusive de responder &#224; diversidade de sujeitos e &#224;s adversidades enfrentadas por estudantes das classes populares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante desse cen&#225;rio, ganha relev&#226;ncia as perspectivas de uma did&#225;tica cr&#237;tica, contra-hegem&#244;nica, fundamentada em autores como Paulo Freire, Dermeval Saviani, Jos&#233; Carlos Lib&#226;neo, Jean-Pierre Terrail, St&#233;phane Bonn&#233;ry, Olivier Mottin, J&#233;r&#244;me Deauvieau, entre tantos outros. Em termos gerais, tais autores, apesar de suas especificidades, convergem ao conceber a organiza&#231;&#227;o do trabalho pedag&#243;gico, o planejamento, o ensino, a aprendizagem e a avalia&#231;&#227;o como pr&#225;tica social intencional voltada &#224; forma&#231;&#227;o de sujeitos intelectualmente emancipados, aptos a compreender e intervir na realidade.&lt;br class='autobr' /&gt;
Nessa abordagem contra-hegem&#244;nica , ensino e aprendizagem estabelecem uma rela&#231;&#227;o dial&#233;tica, na qual a media&#231;&#227;o docente, o planejamento, a organiza&#231;&#227;o dos conte&#250;dos e o esfor&#231;o intelectual (individual e coletivo) assumem papel decisivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Professor e aluno est&#227;o em n&#237;veis diferentes de compreens&#227;o do saber, por&#233;m, no processo educativo, o professor, ao ensinar, tamb&#233;m aprende ; o aluno, ao aprender, tamb&#233;m ensina, pois participa engajado na constru&#231;&#227;o da sua aprendizagem. O ensino &#233; mais efetivo quanto maior for a sua dimens&#227;o explicita, coerente, unit&#225;ria e, por isso mesmo, libertadora. Trata-se de uma rela&#231;&#227;o formativa em que nenhum dos sujeitos permanece intelectualmente inalterado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, uma did&#225;tica cr&#237;tica n&#227;o se reduz nem a um conjunto de t&#233;cnicas, nem &#224; mera valoriza&#231;&#227;o da experi&#234;ncia individual, muito menos &#224; transmiss&#227;o mec&#226;nica de conte&#250;dos. Trata-se, pois, de um campo de conhecimento central para a pedagogia e em permanente constru&#231;&#227;o, cuja tarefa fundamental consiste em articular dialeticamente os processos de ensino e aprendizagem, visando a uma forma&#231;&#227;o intelectual exigente, significativa e socialmente referenciada, contribuindo para a democratiza&#231;&#227;o da escola e para a constru&#231;&#227;o de uma sociedade mais justa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse prisma, o planejamento da did&#225;tica de ensino constitui momento fundamental da pr&#225;tica pedag&#243;gica, envolvendo a defini&#231;&#227;o intencional de objetivos, a sele&#231;&#227;o e organiza&#231;&#227;o dos conte&#250;dos, a escolha de m&#233;todos e a constru&#231;&#227;o de processos avaliativos coerentes para aferir o progresso da aprendizagem do educando, superando as limita&#231;&#245;es das concep&#231;&#245;es hegem&#244;nicas de did&#225;tica : a tradicional liberal-concorrencial ; e as renovadas liberal-humanistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essas did&#225;ticas hegem&#244;nicas s&#227;o utilizadas estrategicamente por setores privados, religiosos e estatais interessados ora em lucrar com os equipamentos educativos ora em manter a classe popular distante da escola e, por efeito, do saber sistematizado, em vista da preserva&#231;&#227;o da divis&#227;o entre as classes e grupos sociais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;(Julio Cesar Francisco &#233; licenciado em Pedagogia, al&#233;m de possuir mestrado e doutorado Educa&#231;&#227;o obtidos na Universidade Federal de S&#227;o Carlos (UFSCar). Realizou ainda p&#243;s-doutorado em Educa&#231;&#227;o na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Seus trabalhos o levaram a ser acolhido no &#226;mbito de um est&#225;gio de pesquisa no Conservatoire national des arts et m&#233;tiers (Paris), bem como na Universit&#233; Paris Nanterre (Nanterre). E-mail : grdsbrasil@gmail.com&#176;&lt;/p&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
		
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